Será que os “brandos costumes” vão sobreviver a esta crise, pergunta hoje um título do Público.
Depende. Se o termo designar uma sujeição abjecta aos poderes de facto, os nossos costumes estão agora mais brandos do que nunca. Se, por outro lado, nos referirmos a um sentimento comum de respeito e de preocupação com os mais fracos, não diria tanto: 39 mulheres foram espancadas até à morte desde o princípio do ano. Cinco vezes mais do que em Espanha.
Brandos? Sem dúvida.
