ELEANOR PARKER
Vi-a num filme centrado numa prisão de mulheres e jamais esqueci a intensidade da representação desta actriz filha de um professor de matemática que começou a trabalhar aos 18 anos para a Warner Brothers. Era a época áurea do cinema. Nos anos 40, ela surgiu na tela ao lado de Errol Flynn em Todos Morreram Calçados (Raoul Walsh, 1941) e Paul Henreid em Servidão Humana (Edmund Goulding, 1946). Mas foi nos anos 50 que a estrela dela mais brilhou. Ao lado de Kirk Douglas na fabulosa História de um Detective (William Wyler, 1951) e Frank Sinatra em O Homem do Braço de Ouro, entre outras obras-primas. Voltei a vê-la noutras fitas de outros anos, como a ubíqua Música no Coração (Robert Wise, 1965). Mas são as interpretações dela na década de 50 – a melhor de sempre da Sétima Arte – que guardo acima de tudo na memória. Reveja-se o tal filme sobre mulheres aprisionadas. Chama-se Caged, foi rodado por John Cromwell em 1950: não esquecemos um desempenho como o de Eleanor Parker, nome grande do cinema que Hollywood nunca devidamente recompensou.
Nasceu a 26 de Junho de 1922 (tem 88 anos).

