Um destino cruel


Bandeira,
José Bandeira - Jardim Botânico

Sei que há muito quem não goste de petições, portanto aqui vai uma que me é particularmente cara (tempo é dinheiro e tal): a “Petição em defesa da Missão do Jardim Botânico e da sua sustentabilidade ambiental, social e económica a longo prazo. Revisão imediata do Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico, Edifícios da Politécnica e Zona Envolvente”. Apesar do nome, é uma Coisa Boa. Funciona assim: o leitor, cómoda e rapidamente, assina; os responsáveis, alertados, apercebem-se de que existem muitas pessoas preocupadas com o que eles estão a planear fazer na zona do Parque Mayer e Jardim Botânico; por fim, lavados em lágrimas, arrependem-se e alteram os seus pontos de vista, salvando as árvores e outras plantas nossas amigas (tirando os cardos, os escoceses que se ralem com eles, e as urtigas, agora assim de repente não me lembro de mais nenhuma) de um destino cruel.

5 comentários em “Um destino cruel”

  1. Inteiramente de acordo, Zé. Ainda há pouco percorri as alamedas do Jardim Botânico fiquei estupefacto com o estado de degradação deste belíssimo espaço verde. Como de costume, os lisboetas encolhem os ombros e não querem saber. Muitos nem sequer nunca lá foram.

    1. Dizes bem, caríssimo: provavelmente nem sequer lá foram. Eu diria até mais – nem suspeitam que, ali na rua da Escola Politécnica, existe um refrigério daqueles. Quanto ao mau estado de conservação, felizmente os dois outros grandes jardins botânicos de Lisboa – o da Ajuda e o Tropical – estão bem mais saudáveis. Isto para não falar dos jardins da Gulbenkian, claro…

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