1 – A de Adelino Soares, presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo, de pedir uma inspecção às suas contas por parte do IGAL e do Tribunal de Contas, decisão que quanto a mim só peca por tardia. Aqui está uma Câmara do Algarve por onde José António Cerejo também pode começar a investigar situações passadas, designadamente aquelas em que sociedades de Lisboa patrocinavam promotores imobiliários e depois também davam parecer sobre os mesmos assuntos que antes patrocinavam a pedido da autarquia.
2 – A do PSD, de iniciar conversações com o ministro das Finanças tendo em vista a aprovação do OE, em especial pelo facto da delegação ser chefiada por Eduardo Catroga. Já era tempo de se acabar com a tourada.
3 – A atribuição do Prémio Sakharov a Guillermo Fariñas, pela esperança que ele representa para o povo cubano, pese embora a infelicidade que isso poderá gerar na camarada Ilda Figueiredo.
4 – A de Vítor Baía, de confessar que se tivesse obtido num dos grandes clubes da capital os êxitos que conseguiu ao serviço do FC Porto isso teria tido outra dimensão. Ou a constatação, ao fim destes anos todos, de que um clube de bairro nunca passa disso mesmo. Por maior que seja o desgosto por essa situação e grandiosos os sucessos desportivos.

“um clube de bairro nunca passa disso mesmo”
Está errado. Se você fôr ao estrangeiro e perguntar a um amante de futebol europeu, não português, verá que ele conhece muito melhor o Porto do que o Benfica ou o Sporting. Diga-lhe que é natural de Lisboa e ele dirá “a capital de Portugal” mas não saberá quem são os clubes de Lisboa. Diga-lhe que é natural do Porto e ele retorquirá logo “a cidade do grande clube de futebol”.
Em dez anos, o prémio Sakharov foi por três vezes atribuído a cubanos. Já começa a enjoar esta obsessão com a ditadura cubana, quando há outras ditaduras a cujos opositores conviria bastante olhar. Mas, é claro, para isso a Europa não tem t……
Esse seu comentário é tão absurdo como seria se, admitindo que durante a ditadura salazarista já houvesse Prémio Sakharov, o Parlamento Europeu tivesse distinguido Rui Luís Gomes em 1951, Humberto Delgado em 1958 e Mário Soares em 1968. Talvez você achasse de mais. E qualquer salazarista também.
Que terá feito o Baía para não merecer uma festa de homenagem?
Em contrapartida parece-me que O FCP vai fazer uma grande homenagem a um jogador estrangeiro que por lá passou, e que não tem nem de perto nem de longe a ligação e afinidade que o Vítor teve e ainda tem com o FCP.
“Por maior que seja o desgosto por essa situação e grandiosos os sucessos desportivos”
Não interessam nada os sucessos desportivos, pois não?
Que país de gente pequenina, o nosso.
Caro Sérgio, A. Correia,
Relativamente ao ponto 4., não deturpe o sentido das palavras do grande Baía – bem sabe que ele se referiu à discriminação de que o F C Porto sempre foi alvo por parte da comunicação social (qualquer taçazita conquistada pelo Benfica sempre mereceu maior destaque, nomeadamente das televisões, do que os grandes títulos, europeus e mundiais obtidos pelo F C Porto).
Como também sabe, o F C Porto é o clube português com mais títulos internacionais e o que goza de mais prestígio “lá fora”.
Tal como eu sempre mostrei respeito pelo S L Benfica e por todos os outros clubes e, quando em competições internacionais, torço por eles, aborrece-me ver estas parvoíces, de mais a mais vindas de pessoas informadas e cultas.
Como não é a primeira vez que o Sérgio escreve disparates destes, apenas lhe recordo que Benfica é que é um bairro, ao passo que o Porto é uma cidade inteira.
Cumprimentos.
A mim também me aborrece ouvir os dislates do Sr. Pinto da Costa (como me aborrece ouvir o Vieira, o Pôncio ou ultimamente o Villas Boas a queixar-se dos árbitros). Ou isso não o incomoda?