Não moro em Massamá e, se pudesse escolher, não moraria
Começo por agradecer ao Pedro Correia o convite para um Delito. E é pegando na Frase do Ano (50) do Pedro que recordo uns bloggers que andaram por aí muito excitados a divertirem-se com a parte do discurso de Mendes Bota em que este refere que Passos Coelho mora em Massamá.
Ora, brincadeirinhas e excitações à parte, no fundo o que estes querem, principalmente, não é ridicularizar a intervenção de Mendes Bota, mas sim minimizar Pedro Passos Coelho. O homem e o politico.
A forma escolhida pelo orador talvez possa ser criticada, mas aquilo que realmente conta neste caso é o conteúdo.
Para mim, não é apenas o que um político diz ou defende que conta. As pessoas querem o embrulho completo. Querem o político e querem a pessoa, seja homem ou mulher. E na pessoa importa saber quem é!
Se Pedro Passos Coelho mora em Massamá, isso diz algo. Tal como, pelo menos a mim, o facto de Pedro Passo Coelho ter vivido em Angola, quando era novo, me diz algo.
O percurso de vida de um político, todos os passos e fases, ou ajudaram a formar a personalidade e carácter ou são uma mostra dessa mesma personalidade e desse mesmo carácter.
Por exemplo, é importante saber se tirou um curso superior? Sim, também. Mostra as suas áreas de competência e interesse. Dirá algo da sua personalidade.
E importará saber em que dia e por que via tirou esse curso? Sim, também. Se foi a um domingo e por fax isso já dirá algo do seu carácter.
É que já pode ter sido inventada muita máquina, mas a política ainda é feita por homens. E conta o que eles são!


Boa!
Massamá é povão, mas eu prefiro Pirescôxe.
e se o homem é um carreirista politico tambem interessa!!?? ou não…
se o homem é um testa de ferro dos interesses económicos do Ângelo Correia, Mira Amaral etc, tambem interessa ou não!!??
Com PPC ou outro qualquer, sem que sejamos exigentes connosco próprios não sairemos da situação actual. Melhorar depende mais do cidadão anónimo que dos nossos governantes. Se o cidadão anónimo for exigente consigo próprio, também o será para como o poder. Depois disso, e sem nos apercebermos, a fasquia de existência da classe política subirá bastante e só assim poderemos esperar por dias melhores.
O sebastianismo messiânico é algo intrínseco à cultura portuguesa. José Sócrates explorou com sucesso esse filão (o resultado está à vista) e como não somos exigentes connosco, nem com os políticos, chegamos a este beco de onde não vai ser fácil sair.
Não quero deslocar o tema do post, que gostei de ler, mas cada vez mais receio o sebastianismo (gato escaldado…) e, confesso, gostava de me conseguir entusiasmar com PPC, mas a coisa não está fácil.
“a fasquia de exigência” e não “a fasquia de existência”
Justa conclusão, Rodrigo. Gostei. Parabéns.
Parece que «há um movimento anti-Queiroz»… “do meu ponto de vista”…
Gostei de te ver por cá, Rodrigo. Hás-de aparecer mais vezes, espero. Grande abraço.
Foi um prazer!
Keep up the good … blog 🙂
abraços
RS