Publicidade a quanto obrigas (4)


Ana Vidal,

 

– Ó senhor Eusébio, avie-me aí duas coxinhas de pamela, faxavor. Bem pesadas, que o meu homem gosta muito disso. E pode ser uma maminha também, que é pró churrasco de domingo lá no quintal. Mas tudo bem limpinho, ouviu? Nada de nervos, nem de silicone.

– E um chispezito? Hoje não vai, dona Aurélia?

– Nah… têm cara de ser rijos.

– Nem uma orelhazinha pró cozido?

– Também não. Com aquele pelo todo, dá um trabalhão a chamuscar.

7 comentários em “Publicidade a quanto obrigas (4)”

  1. Mais um caso de publicidade enganosa: não é verdade que os animais tenham todos as mesmas partes. Alguns têm mais uma. Além disso, nem todos têm mioleira.

    1. É verdade que nem todos têm mioleira e o melhor exemplo disso está desde logo exibido do cartaz. Bem boa que era, (a mioleira, claro!), quando se podia comer. Já agora, os pedidos podem ser feitos em português ou têm mesmo de ser em inglês técnico? É que se formos pela segunda opção, aquilo não deve ter mesmo sabor nenhum. Um verdadeiro desconsolo, é o que há-de ser esta autêntica “peta”! Não há nada que se compare aos verdadeiros termos e sabores genuinamente lusitanos.

  2. Esta publicidade tem exactamente o efeito oposto, tornar os apreciadores do belo sexo capaz de fincar o dente ali nos ‘feet’, para os que têm fetiche por pés, ou nos ‘breasts’, que como sabemos são um polo magnético. Exemplos apenas. Gostava de saber se alguém se torna vegetariano por isto. Há uns tempos, li umas coisas sobre a Peta e vi publicidade com animais de quatro patas e, essa sim, fez-me vacilar.

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