Os tugas (14)


Pedro Correia,

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– Como vai?

– Assim-assim.

– E a família?

– Mais ou menos.

– E lá no emprego?

– Uns dias melhor, outros dias pior.

– Deixe andar, que as coisas melhoram.

– Talvez sim, talvez não. E você e os seus?

– Cá vamos andando, como Deus manda.

– Vou pôr-me a caminho. Desejo-lhe muita saúde, que é o que é preciso…

– Até um dia destes. Gostei de conversar consigo.

6 comentários em “Os tugas (14)”

  1. (Um deles pisa uma casca de banana e estatela-se no chão)

    — Vá lá, vá lá. Podia ser pior

    — É, Deus não quis.

    — Daqui a nada vai ver que está melhor.

    — Deus o ouça.

    — Quer uma mão para se levantar?

    — Não se incomode. Estou bem assim.

    — Acha que a coisa melhora?

    —Talvez sim, talvez não. Quem sabe?

    — É, por vezes há males que vêm por bem.

    — Mas não se prenda por mim. Vá andando.

    — Com certeza. Vou aproveitar antes que chova.

  2. – Bom dia, tudo bem?
    – Tirando o que está mal, tudo bem.
    (cumprimento diário com o meu bom amigo António Cabral 😂)

  3. Claro que se responde que se “vai andando, assim-assim” e coiso e tal: já viu a carantonha que lhe fazem quando responde um “Vai tudo impecável”, acompanhado de um sorriso aberto? O tuga odeia quem está de bem consigo e com a vida.

      1. Caramba, eu ainda não bebi hoje para já estar a ver a dobrar. É claro que é o que está no sentado no banco.

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