Size matters


Pedro Correia,

“Para a sociedade laica [a visita do Papa] não representa mais nem menos do que representaria a visita de Jacob Zuma ou Ólafur Grímsson. Ponto”, escreve Eduardo Pitta. Questiono-me se será mesmo assim. Se os presidentes da África do Sul ou da Islândia visitassem Portugal, o autor do blogue Da Literatura provavelmente não se mostraria tão preocupado com a contagem de cabeças no Centro Cultural de Belém. Catorze? Centro e quarenta? Mil e quatrocentas? Para a “sociedade laica” tanto faz. Ou talvez não.

8 comentários em “Size matters”

  1. Enquanto cidadão que se assume como laico, para mim tanto faz. Ou melhor, não: à pala da tolerância de ponto (eu que trabalho para o estado mas a recibo verde), já fiquei a arder numas dezenas de euros. Realmente, essa ficou-me encravada, mas enfim, se lhes dá tanto prazer receber “sua santidade” com esta pompa e subserviência, que o recebam, percebam é que há pesssoas para quem isso não aquece nem arrefece e que até passavam bem melhor sem os transtornos causados pela dita recepção, que não apadrinham nem desejaram.

      1. Elucide-me João: o que tem a ver o sistema político vigente no país, com os seus check and balances, mais ou menos imperfeitos, mais ou menos democráticos, com a jubilação estática e deslumbrada em torno dum episódio de carácter eminentemente irracional (fé) que, sem deixar de ser bem-vindo pela maior parte da população (menos que o 32º título encarnado, é certo), não só nada pouco nos adianta (como o 32 título, já agora), como até chateia algumas pessoas (ainda mais do que o 32º)? Não estou a ver o parelalo que pretendeu estabelecer no seu comentário. O que tem a ver uma democracia europeia com este festival carnavalesco em torno da passagem pelo burgo dum defensor – assumido – de dogmas intemporais?

        1. Pois é muito simples e complexo. A tolerância ou a compreensão é parte essencial da vida em sociedade e permite-nos aceitar os outros. Nem nos incomodam ou, em alternativa, procuramos evitá-los e passamos adiante. Quando se pode, porque nem sempre é possível.
          Já o contrário é o que V. parece manifestar. E isso é o diabo. Ninguém faz o pleno e, em sociedade, estará sempre de mal com a vida quem não sabe aceitar e respeitar o seu próximo.

  2. Excelente e Oportuno Titulo!

    Quanto á matéria do Post, creio que quer por V. Exa. e quer por outros já está tudo dito…

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