“Se há coisa que me bule com o sistema é a impunidade com que os senhores jornalistas do mundo inteiro publicitam, sem o mínimo de decência, conversas que são apanhadas quando alguém está a falar não fazendo a menor ideia que está a ser gravado”, escreveu Shyznogud na Jugular, acrescentando, num crescendo de indignação: “É espantoso que estas merdas sejam postas a circular sem haver aquilo que se justificava, ou seja reacções indignadas que talvez pudessem servir para fazer lembrar aos jornalistas que eles não podem tudo.” Isto a propósito do incidente de campanha que surgiu como prenúncio da pesada derrota do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown. Apreciei este desassombro crítico, aliás na linha do que já havia sido escrito aqui, aqui e aqui. Mas apreciaria ainda mais se a Shyznogud estendesse a sua indignação a esta notícia, com base nesta, que mereceu o entusiasmado destaque de uma sua colega de blogue.
Há argumentos de consequência, adaptados a situações à la carte, e os argumentos de essência, aplicáveis a qualquer situação. Estes últimos, salvo melhor opinião, valem bastante mais.
