Ouvi dias atrás, na TV, um repórter garantindo que não era possível sair dos aeroportos. Então fiz as malas, dirigi-me ao da Portela (o mais próximo de minha casa) e instalei-me como pude. Aqui vou sofrendo horrores de desconforto enquanto espero que a situação normalize, o que poderá acontecer, dizem, amanhã ou depois. O leitor não imagina, não pode imaginar este caos, tinha que estar aqui para saber como é. A bateria do portátil foi-se no primeiro dia, a do telemóvel e Pocket-PC no segundo, do leitor de e-books esqueci-me em casa, sinto-me super-deprimido, preciso de uma engenhoca electrónica qualquer para sobreviver. Estou a enviar este poste através de um iPhone que fanei aos islandeses das cadeiras do lado enquanto dormiam. Remorsos? Não, que é isso, ninguém merece mais do que eles.
E quando a nuvem passar, ainda tenho que apanhar um táxi que me leve a Benfica. Isso, bem, isso é que vai ser o bom e o bonito.

É curioso: pensei fazer exactamente o mesmo. Na verdade, só me faltou tempo e foi por isso que não o fiz.
Se ninguém partia dos aeroportos, então o melhor era eu ter mesmo ido para o aeroporto mais próximo até passar tudo. Porque eu não queria partir e, portanto, nada melhor do que estar num aeroporto de onde ninguém parte. Sem correr qualquer risco.
My thoughts exactly, João. Ah, se ao menos as pessoas pensassem – mas não, ficam em casa a ver TV e pronto.
Se tivesse levado a engenhoca milagrosa que publicito lá atrás (não me lês, é bem feito), não te aborrecias.
Não leio! Eu! Que falsidade. Levei o Book, sim. Levei até mais que um, ando sempre com três ou quatro às costas. Mas uma vez lidos, convenhamos, tornam-se repetitivos. :o)
🙂