“[…] os estímulos da sensibilidade aumentam em progressão geométrica, enquanto que a própria sensibilidade aumenta numa lenta progressão aritmética. A sensibilidade é a fonte de toda a criação. Embora varie, é normalmente constante na vida de um indivíduo, fazendo-se a progressão da sensibilidade humana através das gerações. Contudo, a criação do indivíduo não depende da sua herança geracional, mas da sua interacção com as sensibilidades dos outros, gerando ciclos de sensibilidades exponenciais.
Nesta dessintonia matemática, a sensibilidade individual está a ficar cada vez mais lenta e divergente da explosiva sensibilidade do meio. Este movimento dissonante dará origem a uma ruptura e acelera a necessidade de fazer uma transfusão de princípios do colectivo para o indivíduo. Aplicado às marcas, este sensível tema, implica abolir os dogmas da personalidade sintética e perseguir a criação de unidades compostas, espelhos do colectivo múltiplo, onde uma marca não seja uma média da opinião dos indivíduos, mas um agrupamento de géneros, de semelhanças e contradições em pura progressão geométrica.”
Carlos Coelho, aqui, procurando conciliar “O Segredo” com os escritos de Hegel e a famosa publicidade do “Isto é Impulse!”.

Ou eu estou muito cansado, ou isto é muito profundo para mim.
Permita-me que fique a seu lado nessa questão da profundidade do tema…ehe Ou então acordei muito cansada…
Voltemos, pois, ao descanso.
Boa ideia! 🙂
É muito profundo, claro. És um iNgorante…
Zé, isto é uma verdadeira pérola literária! Mas sinto-me humilhada… como é que eu vivi tantos anos sem saber da existência de sensibilidades lentas, explosivas e exponenciais da personalidade sintética? Que vergonha.
Não me atrevo a classificar a profundidade da mensagem, até porque nunca lhe encontraria melhor rótulo do que o teu: uma tentativa de conciliar “O Segredo” com os escritos de Hegel e a famosa publicidade do “Isto é Impulse!”
A mim nunca me enganaste. Percebi desde cedo que não tinhas personalidade sintética… 🙂
Não tenho, é verdade. A minha é das antigas. Mas nem tudo é mau: as naturais são menos inflamáveis e têm menos dogmas para abolir…
A minha camioneta não leva tanta areia…
Graças a Deus, Toze…
O texto ganha ainda mais significado, como «espelho do colectivo múltiplo», se for lido de baixo para cima. Coelho Carlos, gostei.
Para ti é um petisco, Pedro: tens aqui material de luxo para a tua série das palavras!
Que prato, de facto (ups, de fato).
Coelho Carlos? Conheço não.
Texto este adorável achei eu.