Tradutor, precisa-se!


josegomesandre,

“[…] os estímulos da sensibilidade aumentam em progressão geométrica, enquanto que a própria sensibilidade aumenta numa lenta progressão aritmética. A sensibilidade é a fonte de toda a criação. Embora varie, é normalmente constante na vida de um indivíduo, fazendo-se a progressão da sensibilidade humana através das gerações. Contudo, a criação do indivíduo não depende da sua herança geracional, mas da sua interacção com as sensibilidades dos outros, gerando ciclos de sensibilidades exponenciais.

 

Nesta dessintonia matemática, a sensibilidade individual está a ficar cada vez mais lenta e divergente da explosiva sensibilidade do meio. Este movimento dissonante dará origem a uma ruptura e acelera a necessidade de fazer uma transfusão de princípios do colectivo para o indivíduo. Aplicado às marcas, este sensível tema, implica abolir os dogmas da personalidade sintética e perseguir a criação de unidades compostas, espelhos do colectivo múltiplo, onde uma marca não seja uma média da opinião dos indivíduos, mas um agrupamento de géneros, de semelhanças e contradições em pura progressão geométrica.”

 

Carlos Coelho, aqui, procurando conciliar “O Segredo” com os escritos de Hegel e a famosa publicidade do “Isto é Impulse!”.

15 comentários em “Tradutor, precisa-se!”

    1. Permita-me que fique a seu lado nessa questão da profundidade do tema…ehe Ou então acordei muito cansada…

  1. Zé, isto é uma verdadeira pérola literária! Mas sinto-me humilhada… como é que eu vivi tantos anos sem saber da existência de sensibilidades lentas, explosivas e exponenciais da personalidade sintética? Que vergonha.

    Não me atrevo a classificar a profundidade da mensagem, até porque nunca lhe encontraria melhor rótulo do que o teu: uma tentativa de conciliar “O Segredo” com os escritos de Hegel e a famosa publicidade do “Isto é Impulse!”

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