A racionalidade económica recomenda frequentemente medidas contra-intuitivas. Os exemplos são inúmeros, mas podemos falar do caso de um hipermercado que funcione em concorrência. Como pode aumentar os seus lucros? Numa lógica básica imediatista, o primeiro pensamento recomendaria que se aumentasse os preços de forma a aumentar as suas margens comerciais. No entanto, com elevada probabilidade, o resultado mais provável seria uma perda de vendas para a concorrência com o resultado exactamente inverso ao pretendido. Mais adequado seria baixar os preços dos seus artigos para assim atrair mais clientes. Mesmo ganhando menos em cada artigo vendido, obteria um melhor resultado pelo aumento do número de artigos vendidos. É apenas um exemplo.
Vem isto a propósito da publicação pelo Instituto +Liberdade de uma palestra de Maurice P. McTigue, ex-ministro neo-zelandês, responsável pelas reformas implementadas nesse país nos anos 90, da qual aqui deixo um excerto. Para quem preferir o ouvir, pode aqui ouvir toda a intervenção.
“Quando, na Nova Zelândia, olhámos para o nosso processo de arrecadação de receita, concluímos que o sistema era extremamente complexo, de uma forma que distorcia tanto as decisões empresariais como as individuais. Então fizemos algumas perguntas a nós mesmos: o nosso sistema fiscal visava a arrecadação de receita? Visava a arrecadação de receita e também a prestação de serviços sociais? Ou visava a arrecadação de receita, a prestação de serviços sociais e a mudança de comportamentos, tudo ao mesmo tempo? Decidimos que os serviços sociais e as componentes comportamentais não faziam parte de um sistema de tributação racional. Assim sendo, decidimos que iríamos passar a ter apenas dois mecanismos de tributação – um imposto sobre o rendimento e um imposto sobre o consumo – e que simplificaríamos estes mecanismos e baixaríamos as respectivas taxas tanto quanto o possível. A taxa mais alta do imposto sobre os rendimentos baixou de 66% para 33%, e a mais baixa de 38% para 19%, com apenas estes dois escalões. Depois, estabelecemos uma taxa de imposto sobre o consumo de 10% e eliminámos todos os outros impostos – impostos sobre mais-valias, impostos sobre a propriedade, etc.
Desenhámos este sistema cuidadosamente para obter exactamente a mesma receita que recebíamos antes, e apresentámo-lo ao público como um jogo de soma zero. Mas o que realmente aconteceu foi que passámos a arrecadar mais 20% do que antes. Porquê? Não tínhamos antecipado a redução voluntária da evasão fiscal. Se as taxas de imposto forem baixas, os contribuintes não vão contratar advogados e contabilísticas sofisticados para encontrarem mecanismos de evasão fiscal. Na verdade, todos os países que analisei um pouco por todo o mundo que simplificaram e baixaram drasticamente as suas taxas de imposto acabaram por arrecadar mais receitas, não menos.”

Como posso eu aumentar os meus lucros? Já sei, não compro mesmo quase nada.
Como posso eu diminuir os meus prejuízos? Já sei, não compro mais nenhuma companhia aérea.
Magnífico!!!
«nós por cá todos bem»
Como sempre o tuga para fazer alguma coisa tem de ser a copiar. Será que não há nada que possamos fazer de forma original? Sei lá, colheres por exemplo.
Copiar as boas prácticas. Qual a novidade? Prefere insistir em companhias aéreas de bandeira com capital público, quando nenhum outro país da UE o faz? Isso é que é a criatividade socialista.
Sim? E quais são as boas práticas?
É a ANA, são os CTT? Sim senhor, boas práticas.
Pelo menos a TAP ainda não foi privatizada de madrugada e já com o governo fora de funções, outras práticas portanto.
Boas prácticas fiscais são as neo-zelandesas. E já agora as da Irlanda que com impostos tão baixos, consegue ter as prestações sociais per capita muito superiores às nossas.
Lá estamos nós a falar de cor. Os impostos têm de ser adaptados aos países respectivos consoante o regime politico que lá vigore. Faz tanto sentido ter os impostos iguais aos dos kiwis como ao dos cubanos.
Cada macaco no seu galho, o que temos é de combater a corrupção e evitar que os impostos de uns sirvam para pagar as tontices de outros, como no caso das gémeas luso-brasileiras por exemplo.
Combater a corrupção, nos últimos longos anos, é combater o PS.
Pois, os outros partidos só têm anjinhos.
Então mas não foi a acusação de corrupção que os juízes não consideraram para investigação?
Não será melhor deixar a clubite partidária e aguardar serenemente pelo dia 10 de Março?
É capaz de ser mais inteligente esperar pela evolução dos outros dois processos do que pelo 10 de Março…
Paulo Sousa, não dé crédito a este Carlos Sousa. Ele não merece que lhe dè importância, que não a tem. É um pobre diabo que aprendeu a ler, que escreve mal e que adora o PS, porque sim.
Há gente a quem puseram uma palas e só vê o que lhe puseram à frente,. É o caso.
O óscar desta semana vai para … ao-paulo-rebelo-diz-que-suspeitas-sao-ra ciocinio-delirante-e-nao-se-afasta-de-ca ndidatura-de-pedro-nuno-santos-17420422.h tml
https://www.tsf.pt/portugal/politica/jo
Lembra bem.
Mas como o PR não manda em nada dentro de nenhum ministério, de quem dentro do Ministério da Saúde vieram as ordens para tudo aquilo?
É que a responsabilidade toda é de alguém do Governo, disso não cabe dúvida.
Mao Tsé-Tung disse que “mais vale copiar bem do que fazer mal”.
O resultado está à vista por lá.
E também está à vista por cá.
Uma boa frase.
igual à china. pagam pouquíssimo.
Que é que paga pouquíssimo?
na china os comerciantes pagam muito pouco irc , pelo menos foi o que me disse quem trabalha lá.
e o sistema neozelandês parece-me óptimo , tal como o sistema democrático da Suíça ou a cultura dos senhores políticos na Suécia… e ninguém os quer copiar , caramba
Mas sabe bem aqui por estas bandas ter a casa cheia de porcarias que, de outra forma, nunca se teriam, não sabe?
não sei , não tenho porcarias. há muitos anos que deixei de ser ” consumidora” , um produto é apenas mais uma treta para limpar e ocupar espaço e quase nunca vale o tempo que gastei para ganhar o dinheiro que custa. só gasto no essencial e em farras.
Pois, eu também já cheguei à conclusão de que quaisquer coisas que se compre acabam por ser itens inúteis para os quais não há espaço em casa, por isso também só gasto dinheiro em coisas para o tubo digestivo, que essas ao menos, após processamento, não ficam a encher a casa.
Também compro livros mas, após leitura, desfaço-me deles abandonando-os num banco de jardim, do qual rapidamente alguém os leva.
Bem me parecia: o balio é um tipo esquisito, meio amalucado, que apenas vive para comer e chatear a cabeça dos outros, inclusive dos amigos.
É como diz o povo, os amigos não se escolhem. E alguns são muito chatos
Ora ainda bem, só lhe fica bem.
Mas de qualquer modo espreite lá por trás das poucas coisas que compra só porque não pode deixar de ter, para garantir que o “Made in RPC” ou outra coisa que tal não está lá.
Uma vez comprei uma colher de pau banalíssima aí numa feira tradicional e só quando cheguei a casa é que vi de onde tinha vindo.
mais impressão me fazia comprar algumas marcas como a nestlé , loreal , coca cola , pepsi e todas em que a blackrock e vanguard sejam acionistas …nem morta. aliás , foi assim que me fui convertendo à austeridade, bem hajam
compro o mais possível na praça , e cozinho , nada de pré fabricados..
A liberdade é nice.
sim , é. mas mais do que a “liberdade política ” ou de expressão , valorizo a liberdade de acção…mais facilmente podia fazer pela vida na china que aqui em que nem um agricultor de sobrevivência pode vender os produtos sem passar pela treta do estado e cumprir exigências monthy phyton.
e como cidadã não me favorece nadinha a posição dominante de determinadas corporações com dinheiro para comprar políticas e políticos. o escândalo loreal na frança , por exemplo?
era óptimo que as pessoas começassem a avaliar as situações falando com quem vive e trabalha nos lugares estigmatizados pelo ocidente , em lugar de ver filmes de hollywood. e ler média ideologizados..
No sistema fiscal -e não só- uma classe política débil, como a portuguesa, salvaguarda e mantém o seu poder via sucessivos níveis de control borucrático e proveitosas excepções.
Uma classe política débil não pugna por planos que proporcionem ao País o bem comum. O fito da sua actividade é apenas garantir a própria sobrevivência e interesses imediatos, criando e mantendo um sistema administrativo complexo, sem control possível pelo cidadão.
A própria União Europeia é, ela mesma, um exemplo de complexidade acrescida….
A classe política não é débil, a exigência e a ambição dos eleitores é que é.
Olá! Olha mais um “carneiro” que pensa, e diz, que as pessoas existem porque existe Estado.
… isto dava pano para manga de gente.
Uma outra coisa que a Nova Zelândia fez foi acabar com todos os subsídios à agricultura. A União Europeia (e não só) faria bem em aprender com ela. Não seria experimentalismo.
Pois. Mas aqui é “bóis”. Os bóis sabem isso melhor que ninguém. Só que se fizessem o que bem explicou, isso não lhes daria cadeironas e trocas de favores. Os eleitores não têm governo nem lhe vêem alternativa. Não passaremos da cepa torta.
Taxas e taxinhas. CIP diz que existem mais de 4.300 taxas em Portugal axinhas-cip-diz-que-existem-mais-de-4-30 0-taxas-em-portugal/
https://eco.sapo.pt/2020/10/06/taxas-e-t
Quase um quarto dos benefícios fiscais não tem uma função definida mpostos/detalhe/quase-um-quarto-dos-bene ficios-fiscais-nao-tem-uma-funcao-defini da
O Grupo de Trabalho para o Estudo dos Benefícios Fiscais olhou para mais de 500 incentivos e esta foi algumas das conclusões a que chegou: Benefícios fiscais sem função definida ou despesa associada, facilitismo e complexidade.
https://www.jornaldenegocios.pt/economia/i