Leituras


Pedro Correia,

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«Enquanto não amamos, é como se dormíssemos, filhos, como somos, da poeira… Se amamos, sentimo-nos divinos, puros como no primeiro dia da Criação…»

Leão Tolstoi, Guerra e Paz (1869), volume I, p. 151

Ed. Inquérito, 1957 (3.ª ed) . Tradução de José Marinho

6 comentários em “Leituras”

  1. Quevedo,antes do Russo,pretendia que fôssemos poeira enamorada.
    De estrelas segundo os astrobiólogos.
    Imitar criação divina:- Fazer um filho,plantar uma árvore,escrever um livro.
    Mas a divindade não revelou como se sentiu ao criar,apenas no fim achou tudo muito bom,
    necessitando de descanso. Talvez por aqui Tolstoi se inspirasse.

  2. O romantismo deu imenso jeito a merceeiros a precisar de vender mercadoria. Epitomizado pelo folhetim Tide: o casamento perfeito entre a novela romântica e o sabão.

  3. Parece-me que somos sempre poeira que o amor enaltece como se fora ouro em pó. O amor tem, entre outras conveniências, uma lente que torna único o comum. Não parece razoável que o persigamos com tanto afinco.
    Gostei qb de Guerra e Paz.

      1. Também vi o filme ( o antigo, com Audrey Hepburn) e gostei, mas o livro pareceu-me melhor, tem mais amplidão aprofunda as personagens e ambiente social da época, o que também é natural. Mostra verdades extraordinárias como se sejam um comum discorrer.

  4. Alguém que nunca recebeu o Nobel da literatura. Também não precisa. A sua obra(tal como a recente de S. Rushdie) é intemporal e nâo estará certamente sujeita ao louvor de caquéticos e cobardes de uma academia.

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