Lápis L-Azuli


Maria Dulce Fernandes,

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Hoje lemos: Charles Bukovski, “Correios”.

Passagem a L-Azular: “Deus ou alguém continua a criar as mulheres e a atirá-las às ruas. O traseiro  desta é muito grande e os peitos daquela são muito pequenos, e esta é doida e aquela é doida e aquela outra é religiosa e aquela ainda, lê folhas de chá e esta aqui não consegue controlar o flato, e aquela ali tem um nariz grande, e aquela tem pernas ossudas… criatura sexual, uma maldição, o fim de tudo.”

Deveria ler-se: “Quem desdenha, quer comprar. As mulheres felizmente não nasceram de qualquer costela masculina como insistem os criacionistas, os mesmos que peroram que o mundo é tão quadrado quanto ou seus escassos neurónios, ou não seriam as fêmeas inteligentes, multifacetadas e quase perfeitas. E belas. Sobretudo belas. O problemas dos machos, até mesmo “aqueles que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando”, é o de cada vez mais preferirem outras companhias, mais activas e estimulantes em vez do real deal.

(Imagem Google)

32 comentários em “Lápis L-Azuli”

  1. Et les plus doués pour le meurtre sont ceux qui prêchent contre
    Et les plus doués pour la haine sont ceux qui prêchent l’amour
    Et les plus doués pour la guerre – finalement – sont ceux qui prêchent la paix
    Ceux Qui Prêchent Dieu ont besoin de Dieu
    Ceux Qui Prêchent La Paix n’ont pas la paix.
    Ceux qui Prêchent l’amour n’ont pas l’amour.
    Attention aux prêcheurs
    attention a ceux qui savent.
    Attention a ceux qui lisent toujours des livres

  2. O encargo que trouxeram para as mulheres estas novas modas de as fazerem «inteligentes, multifacetadas e quase perfeitas. E belas. »!!!

    1. O encargo foi para os homens, que não estavam habituados a concorrência e tiveram de se esforçar para singrar na vida. Quanto a belas, não duvide e nem há concorrência nesse campo, porque a maior parte dos homens bonitos, os chamados” gajos bons”, jogam na equipa contrária.

    2. “DEUS GUARDE O HOMEM DE MULA QUE FAZ «HIM» E DE MULHER QUE SABE LATIM”

      « , Garrett, nem Camilo, nem Eça de Queirós se eximem a ironizar sobre a “doutorice” pedante da Mulher, Garrett com o seu comentário sobre as “boquinhas gravezinhas e espremidinhas pela doutorice que são a mais aborrecidinha coisa e a mais pequinha que Deus permite às suas criaturas fêmeas”. (“Viagens na minha Terra”, cap. XII), Eça reforçando em diminutivos irónicos o retrato de uma personagem feminina no episódio das corridas (“Os Maias”, cap. X), ou no conceito alegremente demolidor da personagem Ega da mesma obra, “A mulher só devia ter duas prendas: cozinhar bem e amar bem” (Cap. XII). Mas é Camilo que, em longa diatribe verrinosa, encarna o perfeito espécime da tacanhez de princípios de uma sociedade burguesa e machista, que transforma a Mulher em puro objecto do conforto masculino. Nem sabemos se a exaltação discursiva do escritor subentende um retrato da em tempos muito amada Ana Plácido, pessoa de leitura e talentos de escrita que a levariam mais vezes ao sofá do que às peúgas rotas do marido:

  3. Pior que os escritores era o Helder : às mulheres só seria permitido uma vez por mês interromper um jogo de cartas para limpar a mesa e outra necessidade.

    1. Apesar da história da costela ser um daqueles mitos que tendem explicar uma qualquer superioridade, depreendendo que o homem veio do barro, ” fazer um barro” no norte tem uma conotação muito diferente da da criação.

      1. Lá está você com as conotações.
        O homem foi feito em primeiro lugar precisamente para a mulher não estar sempre a mandar palpites e assim poder criar em paz.

          1. Não tem nada a ver com misoginia, nós fomos o rascunho que Deus precisava para criar a obra prima final que é a mulher.

            ( Estou perdoado?)

  4. tudo começou a descambar quando o mimado adão embirrou com lilith, a 1ª mulher, feita do mesmo pó que ele e que se pôs a andar do paraíso farta de o aturar. Deus teve pena, acedeu ao pedido de adão e fez-lhe outra mulher duma costela, a tolinha da eva que conseguiu expulsar-nos a todos do paraíso por não conseguir controlar os impulsos

      1. é muito significativa, a história de lilith, a 1ª feminista. uma mulher feita igual ao homem, a mesma natureza divina, demonizada depois quando não se quis submeter a adão. todo um mito para nos manterem ” bem comportadas” e obedientes.

  5. É certo e sabido que Deus criou o Céu, a Terra e tudo o que neles existe.
    Criou o Homem, fez tudo isto em seis dias, no sétimo dia descansou.
    Depois criou a mulher e nunca mais teve descanso.

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