
Uma amiga informa-me que a recente missão do Vaticano à Ucrânia, anunciada como de contactos preparatórios para uma futura mediação pacificadora, é encabeçada por Matteo Zuppi. Surpreendo-me (e também ela). Vou ver e ainda torno a surpreender-me, agora ao invés. Afinal Zuppi, actual arcebispo de Bolonha e presidente da Conferência Episcopal Italiana, ainda nem 70 anos tem, contrariamente ao que imaginava eu. Era assim ainda um jovem – particularmente se pensarmos em termos das hierarquias católicas – quando foi durante anos mediador nas negociações de paz entre Frelimo e Renamo. E pode-se dizer que “sabe da poda”. Que o seu Deus o proteja e lhe dê sucessos nesta missão.

Não precisa que seja a sua amiga a informá-lo. A imprensa internacional está cheia, cheia mesmo, dessa informação. Mais estranho é que tais notícias tenham chegado a Setúbal, o reino do choco.
Feriado, 10 de Junho, sábado entre outros feriados, imensa gente em férias, convívios, até celebrações. E um pobre pateta, anónimo, a desatinar de fel, sozinho ao teclado, resmungando em blogs. Arranje lá um simulacro de vida. E desampare a loja.