Pensamento da semana


Cristina Torrão,

«Uma criança dizia, dizia
‘quando for grande
não vou combater’.
Como ela, somos livres,
somos livres de dizer».

Ermelinda Duarte

 

Ser livre de dizer não implica que se diga. A pior prisão é, muitas vezes, a que existe dentro de nós.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana

13 comentários em “Pensamento da semana”

  1. Boa noite, Cristina
    A questão foi termos o direito de o dizer e não o termos dito, ou dito com convicção, até que se tornasse um acto tão automático como o respirar.
    E aí temos tantos jovens a entrar no exército, ainda por cima como voluntários, na escola onde se ensina a matar e a morrer.
    Agora vemos governantes que envolvem os nossos jovens na arte de combater, já não em defesa da “Pátria e do Império (português)”, mas num combate sangrento entre Impérios.
    Zé Onofre

  2. …mas se treinarmos as exteriores talvez a interna abrande os nós. Até por haver prisões necessárias. A liberdade humana não se faz restrita apenas em tons negativos, há muito de positivo e humano nela, tal como o conceito de sermos uns com os outros.
    Bom dia

    1. É verdade, Bea, há prisões necessárias. Também não sou apologista de que se diga tudo o que nos vem à cabeça. Devemos sobretudo evitar insultos e ofensas graves. Por outro lado, há pessoas que têm dificuldades em adaptar-se à liberdade, aprisionam-se elas próprias, perdem oportunidades, não tomam iniciativas.

  3. (uma gaivota voava voava)’
    ‘ filha da puta, não mais se cansava ”

    ” -que queres ser quando adulto?
    -DELINQUENTE! ”
    agora é político de esquerda

    1. Eh eh.
      Uma criança dizia dizia:
      Quando for grande quero ser pedreiro ou presidente.
      Não foi uma coisa nem outra e enfiou-se na aguardente.

  4. É a canção preferida da minha criança, Cristina, com algumas adaptações.
    Adaptação 1.
    “Quando eu for grande, eu vou combater”
    Devemos lutar por aquilo em que acreditamos, filho, digo-lhe.
    Adaptação 2.
    “Um kiwi crescia, crescia, grito verde e branco num campo qualquer”
    “Vede e banco como o nosso S’poting, papá?
    Sim, querido, queremos uma sociedade verde (ecológica) e branca (de paz) não queremos construir uma sociedade de papoilas saltitantes a derramarem sangue pela pátria.

      1. Impossível, não batize e deixe-o escolher a religião ou ser ateu, mas correr a torná-lo sócio do Sporting.

  5. “‘quando for grande
    não vou combater’.”
    Era o que eu dizia há muitos, muitos anos quando era criança. Mas passados uns anos fui mesmo combater. Porque me obrigaram e não vi maneira de evitar.

  6. Lembro-me de uma adaptação do Verão quente de 1975.
    Um comunista saltava, saltava
    D’uma janela d’um sétimo andar
    Como este anda há muitos
    Comunistas p’ra empurrar.

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