
Hoje lemos: Mário Zambujal ” A Crónica dos Bons Malandros”
“Linhas paralelas que não tardaram a encontrar-se porque a vida não é assim tão geométrica.”
Passagem a L-Azular. Interfere com o conceito geral da criação. Deveria ler-se: “A nossa vida não é geometria nem é verdadeiramente nossa para calcular. Não escolhemos fazer a admissão e muito menos o check-out. Temos licença para viver e até essa poderá ser revogada a qualquer momento. É por isso que a vida é tão preciosa e é importante vivê-la bem, nos tempos de ouro e nos tempos de lixo”.
Há de convir que o ouro não se come, não se bebe, não agasalha nem consola pela textura, e que o lixo, com vontade e paciência, tem sempre algum modo de ser reciclado. Um bom malandro é um bom reciclador. Mestre em paralelismos intersectados, consegue reciclar bosta em erva de cheiro e mostrar ao país que continua a ser um ás e que só não vê quem sofre de miopia progressiva. Aguardo o desfecho da JMJ, e o sequente acto de contricção, em que o país pedirá desculpa e indemnizará a igreja pela inépcia no tratamento de um acontecimento único. Após estes acertos, o malandro poderá mudar tranquilamente da esquina nacional para outra mais europeia. É o que os malandros fazem, mudam de esquina.
(Imagens Google)

Tal como os leitores de sensibilidade, talvez fosse boa ideia criar uma rubrica dedicada aos leitores de agressividade, que são aqueles leitores que vêem a vida a preto e branco e não engolem todas as patranhas literárias.
Hoje lemos: Mário Zambujal ” A Crónica dos Bons Malandros”
“Linhas paralelas que não tardaram a encontrar-se porque a vida não é assim tão geométrica.”
Passagem a L- Sanguini. Deveria ler-se:
” Linhas paralelas uma merda, se as linhas paralelas se encontraram é porque eram oblíquas, dhaaa.”
Prontos e assim ficaria mais uma franja da população incluída nesta nova linguagem de inclusão.
Não podia ser mais a ” preto e branco” , geometricamente falando.
Está em vias de ser publicado o livro ” As Crónicas dos maus malandros “, consta que é sobre tudo o que gira à volta da da Tap e CPI à mesma dita cuja
.
Outro título a considerar seria ” Crónica dos Malandros Medíocres”. Maus é assim (como dizer?), poucochinho?
pensei que ia falar de
” Dick Haskins é o pseudónimo de António de Andrade Albuquerque (Lisboa, 11 de novembro de 1929 — Lisboa, 21 de março de 2018), que foi um escritor português que se notabilizou pelos seus romances policiais. ”
Ai da não cheguei lá…
Também era um bom malandro?