Faltaram Fernando Nogueira e Durão Barroso, ambos residentes fora do País. Os restantes líderes do PSD pós-Cavaco Silva estiveram hoje na mesma sala, o que é um ténue sinal de unidade num partido que está fragmentado há década e meia. Marcelo Rebelo de Sousa, Santana Lopes, Marques Mendes, Luís Filipe Menezes e Manuela Ferreira Leite falaram esta tarde no conclave de Mafra, cada qual a seu modo. Santana lembrou que nenhum líder resiste e subsiste se tiver metade do partido contra ele. Mendes fez um vibrante apelo à unidade. Marcelo matou saudades dos congressos sociais-democratas, onde não comparecia há 11 anos.
Faltaria ver ainda todos estes ex-líderes reunidos no mesmo palco, após a eleição interna, ao lado do próximo presidente social-democrata. Mas isto já seria pedir de mais num partido que parece viver em permanente crise existencial. Uma crise bem compreensível, já que perdeu quatro das cinco últimas eleições legislativas realizadas em Portugal.
