
Ana Margarida Craveiro: «Noutros tempos, licenciaturas com fax e equivalências estranhas davam direito a gritaria, fecho de universidades e papéis a desaparecerem (ou a terem várias versões). Agora, um mesmo não-assunto deu direito a um processo, apresentado por um ministro do mesmo governo, e uma demissão. Podemos reclamar da crise, podemos reclamar dos orçamentos, podemos reclamar de muita coisa, mas que alguma dignidade está de volta, ai isso está.»
Ana Vidal: «Sábado cultural: visita à exposição da Clarice Lispector, na Gulbenkian. Magnífica e imaginativa forma de expor tantas palavras essenciais. O mistério de Clarice intacto, apresentado em gavetas que ora escondem ora revelam. Como ela própria. Um aplauso a quem teve a ideia.»
José Navarro de Andrade: «Seremos a chacota das instituições civilizadas? Uns velhacos sem palavra, em que não se pode confiar nem um asno? Uma piolheira que só merece pão e água? Que importância tem isso a quem placidamente voga no éter da jurisprudência metafísica?»
