Ouvi há pouco em podcast a última edição do programa Geometria Varável da Antena 1 em que todas a semanas Maria Flor Pedroso com Nuno Severiano Teixeira e Carlos Coelho analisam os assuntos que acham mais relevantes. Entre outros assuntos, um dos pontos abordados esta semana foi a mais recente entrevista de António Costa à RTP. Sobre ela Nuno Severiano Teixeira disse o seguinte:
– Eu acho que nesta entrevista o Primeiro Ministro esteve bem, particularmente nos aspectos performativos (…). A dimensão performativa é nesta entrevista a mais importante (…), porque o décor onde ele estava era bonito e sóbrio, muito sóbrio, bom design português, boa pintura, as cadeiras não eram cadeirões e, portanto, ele não estava recostado, estava numa posição de respeito para com o seu interlocutor, e isso é importante.
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Algures pelas redes sociais já tinha também tropeçado noutro ponto importante desta entrevista, que provavelmente terá passado despercebido ao comum cidadão, e que consistiu no facto de António Costa ter mudado de óculos. Nuno Severiano Teixeira, ficou-se pela decoração e não aprofundou a sua análise à estética pessoal do entrevistado.
Eu, que apenas prestei atenção às reacções da entrevista, tenho a dizer que sendo fraco comentador de entrevistas, o sou ainda mais fraco de decoração e mobiliário. Sobre os óculos, acho que António Costa fez mal em trocá-los, pois era a parcela da sua imagem que menos me custava a suportar.

Tanto o entrevistado como o perfumado decorador de cena andaram a rastejar na baixeza de uma deprimente falta de decoro.
Não há oculista que possa remediar a visão de quem se refugia na sombra de opacas palas.
“Deprimente falta de decoro” é uma bela sequência. E perfeitamente ajustada à ortopedia ética da figura.
pallas
Eu não tenho dinheiro para trocar de óculos.
Se não precisar de usar, nem é assim tão grave.
«ó luís fico melhor assim ou assim!»
«e aos costumes disse nada!»
« não estou aqui para enganar ninguém!» vendedor da banha da cobra cuspideira ou da cascavel
Bem lembrado o Luís do outro.
“…tropeçado noutro outro …”
O ódio é tanto que até tropeçamos nas palavras.
O que mais abunda por aí são fiscais do ódio dos outros. Fico agradecido pelo reparo. Vou corrigir.
De nada, é que o bom julgador por si se julga.
Ódio. É só fazer as contas.
Vocês funcionarios públicos não dão por nada na vidinha protegida, mas o resto das pessoas está a passar mal e não tem casa nem regalias de espécie nenhuma: só merdas socialistas para pagar.
“Devemos ter amigos que nos ensinam o bem e perversos e cruéis inimigos que nos impeçam de praticar o mal.”
Diógenes
Homem, você não precisa de filosofia — estar na função pública é como estar fora do mundo.
Já agora faço uma errata. Onde está “Ódio. É só fazer as contas.” era para ser “Ódio? É só fazer as contas.“
E já agora veja aqui:
https://www.worldhistory.org/image/2908/d iogenes-in-search-of-an-honest-man/
= também eu ando à procura de gente decente. E não encontro.