DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ivone Mendes da Silva: «Até a memória ganha bolor, o que vale é que temos a imaginação para clarear tudo.»

 

Patrícia Reis: «Não é que tenha de ter razão. Não preciso de me sentir certa todos os dias. Acredita. Posso cometer os mesmos erros de sempre e dizeres que, pese as horas de conversa e acusações mútuas, sou incapaz de aprender. O pior, sabes, é que quando sinto que a certeza mora cá dentro fico cheia de palavras que podem cair como uma chuva de pedras.»

 

Teresa Ribeiro: «No site Club-k, que se anuncia como um espaço de notícias angolanas, leio este texto de opinião, assinado por um tal de Nelo de Carvalho. É mais uma prosa de ódio a somar a umas quantas que têm ultimamente circulado por aí. A crise portuguesa está a ser, de facto, uma oportunidade para alguns angolanos expressarem o que lhes vai na alma e para nós percebermos o alcance do seu ressentimento. Que lhes faça bom proveito.»

 

Eu: «Ver as noites invadir as tardes e as manhãs. Ontem, solstício de Inverno, foi o dia com menos luz natural do ano: apenas nove horas e 25 minutos.»

3 comentários em “DELITO há dez anos”

  1. apenas nove horas e 25 minutos

    Não é nada pouco.

    Nos países do norte da Europa é muito menos.

    Conheço uma pintora polaca que se mudou para Portugal precisamente por ser um país com muita luz. No país dela, mal poderia trabalhar no inverno.

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