
Nem o Avante!, na sua edição mais recente, dava nota da existência de um tal Paulo Raimundo, assumido sucessor de Jerónimo de Sousa no cargo de secretário-geral do PCP: não há a menor alusão a tal figura nesta capa, digna de antologia.
O desconhecimento não impediu que, em estrita fidelidade ao mandamento leninista, o Comité Central do partido da foice e do martelo tivesse dado o aval unânime ao ungido: neste aspecto os comunistas cá da terra não se distinguem dos camaradas norte-coreanos. As reuniões mais alargadas só servem para carimbar o que já estava decidido em circuito fechado pelos mesmos de sempre, que raras vezes saem da sombra.
Paulo quê? – devem interrogar-se muitos militantes de base. Tanto faz. Pode ser Paulo Cunhal, Paulo Carvalhas, Paulo de Sousa. A obediência ao novo chefe de turno está antecipadamente garantida, porque o Patrão Partido assim ordena. Manda quem pode, obedece quem deve.

Há muito que o PCP não é um partido revolucionário mas sim um partido reacionário. Teve o seu contributo para a democracia portuguesa mas nada é eterno.
O PCP sempre foi um partido reaccionário, pois o Marxismo é reaccionário.
Não há separação de poderes no Marxismo, não há limites ao poder no Marxismo. Apenas substitui o Rei Absolutista pelo Estado Absolutista.
Nem mais! O marxismo nada tem de democrático e portanto, este tipo de “eleição” é normal. Sobre o “contributo do PCP para a democracia”, a verdade é que foram os militares e não o PCP orquestrar o 25 de Abril e que a democracia nasce verdadeiramente no 25 de Novembro onde as pretensões do PCP de instalar uma ditadura ao estilo soviético foram goradas. O PCP não é, nunca foi nem aparenta querer ser um partido democrático, nem nunca lutou pela democracia mas sim pelo objetivo de substituir a ditadura de Salazar por outra igual ou pior.
Para quem não sabe pôr acentos no próprio nome, é normal que goste de factos alternativos.
Meu caro amigo já o disse antes a outro “anónimo” que o meu nome é e sempre foi “Luis” – no antigo bi e agora cc, sempre foi “Luis” que lá esteve. Lá está quando não se sabe é melhor estar calado para não se fazer figura de troll.
Quanto ao seu querido PCP, volto a afirmar que nunca quis a liberdade mas sim substituir o Estado Novo pela “ditadura do proletariado”. Lutaram contra o antigo regime não porque queriam ter um regime e povo livres mas sim porque sonhavam em instaurar um regime ditatorial marxista. Felizmente no 25 de Novembro ficaram a xuxar no dedo, hipócritas sem vergonha na cara que se dizem amantes da liberdade e democracia mas que depois tudo fazem para as destruir.
Mestres nos factos alternativos são os comunistas. Começa nos saneamentos, apagar gente das fotografias, rever a história de maneira conveniente, criar organismos fachada para multiplicar movimentos antagonistas. Todos com o curso tirado na arte da manipulação dos factos e do disfarce. E ao mesmo tempo que defendem os trabalhadores, vão-se aburguesando e instalando nas escolas e nas instituições públicas, sempre prontos a fazer qualquer coisa para piorar a nossa situação e melhorar a dos funcionários públicos. Vocês sabem muito bem que O Dinheiro Liberta. Geld Macht Frei, não é, motherfuckers?
E tinha que vir o ódio aos funcionários públicos, tão típico da escumalha de direita. Espero que sejas coerente e nunca frequentes um hospital público, nem mesmo numa situação de urgência.
Marxista era a sua mãe, lucklucky. Já o PCP, esse, não me lembro da última vez que falou em nacionalizar os meios de produção. Actualmente o partido que o substituiu fala em “desprivatizar” porque é demasiado politicamente incorrecto falar em nacionalizar e isso podia ofender os capitalistas.
Marchinhas de Carnaval – A Mulher do Padeiro (Letras y canción para escuchar) … ê ê ê / E viajava só no Bonde de Alegria / Cantava e pulava / E o padeiro não.
Onanismo “político”…
JSP