Hoje é dia de


Maria Dulce Fernandes,

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Este é O Dia Mundial da Alimentação 

«Esta data assinala-se todos os anos, desde 1979, por iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, em 1945. 

É importante:

  • Alertar para a necessidade da produção alimentar e reforçar a necessidade de parcerias a vários níveis;
  • Alertar para a problemática da fome, pobreza e desnutrição no mundo;
  • Reforçar a cooperação económica e técnica entre países em desenvolvimento;
  • Promover a transferência de tecnologias para os países em desenvolvimento;
  • Encorajar a participação da população rural, na tomada de decisões que influenciem as suas condições de vida.

Estima-se que o número de habitantes do planeta vai ultrapassar os nove mil milhões de pessoas em 2050 e que a produção mundial de alimentos terá de aumentar em 60% para conseguir dar resposta às necessidades alimentares da população mundial.»

Já não existe propriamente população rural. A agricultura está cada vez mais mecanizada e as plantações são cada vez menos naturais e cada vez mais transgénicas para não haver necessidade de pousio, poder-se  aumentar a produção e a produtividade, bem como o controle de pragas. Não condeno porque entendo a necessidade, mas fico a pensar durante quanto tempo a terra irá aguentar este ritmo frenético antes do inevitável colapso.

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Hoje celebra-se O Dia Mundial do Pão

“A data foi instituída pela União Internacional de Padeiros e Afins em 2000 para celebrar este alimento essencial. O pão é o alimento mais popular do mundo, estando presente nas várias refeições, assim como o alimento mais versátil, dando origem a inúmeras receitas. Quanto às variedades mais saudáveis, encontram-se o pão de espelta, o pão de milho, o pão de alfarroba e o pão de malte, por exemplo.

O primeiro registo do pão fermentado data de, aproximadamente, 4 mil anos a.C., quando os egípcios realizaram a fermentação de massa de trigo. Foram os romanos que espalharam o consumo do pão pela Europa. Era costume fazer-se uma cruz na massa do pão e rezar para que ele crescesse bastante, o que originou um corte que ainda se vê nos pães de hoje. Até à Idade Média o número de pães era uma medida de pagamento. Para os cristãos o pão é um alimento sagrado: um símbolo do corpo de Deus, da vida e de partilha.»

O pão é o melhor alimento do mundo e, segundo rezam as leis do nutricionismo, o que faz pior. Eu vou comendo pão de aveia e de centeio  para brincar à saúde, mas bom mesmo é pãozinho de trigo acabado de cozer. Durante a pandemia, cozi muito pão, comi muito pão, engordei muito também.

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16 de Outubro é O Dia Mundial da Coluna

«Estima-se que mais de 70% da população portuguesa já sofreu ou sofre ainda com dores na coluna vertebral. As doenças da coluna representam mais de 50% das causas de incapacidade física em idade laboral e são uma das principais causas de ausência no trabalho. A dor nas costas pode ser incapacitante.

O sedentarismo, a obesidade e a falta de exercício físico têm bastante influência no agravamento destas dores.

É importante: 

  • Ter uma postura corporal correcta ao longo do dia, seja a dormir, a comer, a andar, no computador ou a subir escadas.
  • Praticar exercício físico regularmente.
  • Receber massagens.
  • Dobrar pernas ao levantar pesos do chão.
  • Espreguiçar a coluna.

Algumas das principais doenças da coluna são a escoliose, a hérnia discal, a doença discal degenerativa e a espondilartrose. A coluna pode também ser afectada por tumores benignos ou malignos, necessitando de intervenção cirúrgica.»

A coluna vertebral é um mistério. Então com o avançar da idade, o mistério adensa-se e embrulha-se num enigma que está convicto de que é uma charada, mas não é. É algo muito sério que pode mudar a vida seja de quem for da noite para o dia.

22373650_PsspL.jpegNesta data assinala-se O Dia Mundial da Anestesia

«Esta data comemora a primeira demonstração pública com sucesso de uma anestesia geral, a 16 de Outubro de 1846. A medicina como hoje a conhecemos não seria possível se a anestesiologia não tivesse sido inventada. Desde então, a ciência e a arte da anestesia evoluíram e avançaram a um ritmo veloz até hoje. Actualmente, engloba a intervenção em emergência no pré e intra-hospitalar, terapêutica da dor aguda e crónica, anestesia dentro e fora do bloco operatório, tratamento e transporte de doentes críticos, simulação e formação médica.»

 

 

Sabendo que quase todos os procedimentos cirúrgicos são benéficos e que nenhum se faz sem anestesia, refiro que a minha única experiência com anestésicos potentes não foi aquilo que me disseram que seria e que descrevi aqui https://delito.brucke-multimedia.com/michael-jackson-nao-obrigada-14634599

 

 

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Hoje é O Dia Mundial das Missões 

«Este dia comemora-se no penúltimo domingo de Outubro, no mês das missões. Visa incentivar a cooperação missionária e agradecer o contributo dos missionários na construção de um mundo melhor. É celebrado anualmente em todos os países onde há católicos comprometidos com a construção de um mundo mais justo, digno e gratificante, onde todos têm aquilo que precisam para viver. A data foi criada em 1926 pelo Papa Pio XI.

É o dia do ano em que mais se reflecte sobre a urgência e o dever de ajudar o próximo. A cooperação missionária pode ser realizada pela oração, sacrifício e testemunho de vida, através da ajuda material aos projectos missionários, ou colocando-se à disposição para servir em missões.»

É missão de todos nós sermos pessoas honradas, dignas e diligentes, educando os nossos filhos com  hombridade e correcção para que tenham uma vida também digna e sã. Se cada um se empenhar em cumprir a sua parte, a nossa missão será realizada com sucesso.

(Imagens Google)

11 comentários em “Hoje é dia de”

  1. alimentos cada vez mais caros e menos saudáveis.
    os políticos socialistas não fazem; vão fazer depois de criarem milhares de comissões.
    XISSA!

    «quem dá pão é Pai»

    2 x/dia faço ginástica para endireitar a espinha que nunca dobrarei a ninguém.
    há 51 anos quando tive grave problema o meu Amigo Prof de anatomia descritiva mandar fazer 3x/dia: encostar a colina numa esquina, colocar os pés em ângulo de 90º e esticar a coluna.

    num mundo cada dia + miserável em todos os aspectos as missões são indispensáveis

    trabalhei na síntese de curarizantes para poupar anestésicos (alteração da estrutura de antibióticos). a pior anestesia é a dos politiqueiros que nos desgovernam.
    «morte aos políticos e a quem os acompanhe!»

    «morra o Dantas! morra!
    Pum !» em vez de crianças pelos cães

    1. Ainda sou do tempo, em que cada coisa tinha a sua época e havia um tempo para tudo. Presentemente toda a alimentação é temporã. Há de tudo durante o ano inteiro, mas as frutas, por exemplo, perderam muito e em alguns casos todo o sabor.
      Em termos de política, não creio que estejamos anestesiados. Acomodados é a palavra mais correcta. Falar-se mar é oferecer uma maioria absoluta de bandeja é um bom exemplo.

      1. dizem na tv que a fruta tem pesticidas.
        esquecem-se de dizer que estes se degradam e se reduzem a zero ao fim duma quinzena.
        parece que há ou havia, entre os milhares de ministérios, um que devia tratar destes assuntos.
        «Avante, camarada, avante, camarada
        E o sol brilhará para todos nós!»

  2. A coluna vertebral é um mistério.

    Não é mistério nenhum. Há posições que fazem mal à coluna, e prontos. É só questão de evitar essas posições.

    Por exemplo, uma pessoa sempre que está sentada numa cadeira ou num sofá, deve estar com o rabo encostado ao fundo dessa cadeira ou sofá, por forma a ter as costas na vertical. É tão simples quanto isso.

    Uma pessoa sempre que se abaixa, antes de se levantar deve fletir um pouco as pernas, por forma a que as pernas ajudem a levantar a coluna. É tão simples quando isso.

    Nunca se deve carregar coisas em mochilas. Ou se carrega num saco na mão, ou num carrinho de compras. É tão simples quanto isto.

  3. Alimentação, pão, coluna, anestesia e missões. Com todos interagi, todos poderiam inspirar-me um comentário mas fico-me pelo último.
    Vi com agrado que a igreja “aggiornou” o discurso sobre missões, reduzindo ao final do primeiro e mais importante mandamento: ama o próximo como a ti mesmo (é como interpretei o último parágrafo). É um mandamento que sempre me foi difícil porque, embora paradoxalmente não aspire nem sonho em ser outra pessoa, o que é facto é que gosto muito pouco de mim. De facto, quase a roçar o não gosto.
    Nunca gostei de missionários. Quase da mesma maneira que, apreciando moderadamente a análise histórica de Marx, sempre detestei profundamente os marxistas. Não estando em causa nem doutrina nem motivações – sou católico praticante – nunca pude aprovar a tábua rasa que geralmente faziam das tradições e culturas indígenas para impor os usos da moral cristã.
    Fui aluno e sou fã dos jesuítas. Não tive dinheiro para pôr os meus filhos no ensino privado mas, quando os dois mais velhos tinham 13 e 12 anos forçei-os – de facto a mãe não tinha conseguido convencê-los e eu tive de me impor – a frequentar os celebrados acampamentos de férias do Camtil. Quando regressaram, felicíssimos mas meio zangados, perguntaram-nos porque é que não os tínhamos inscrito antes, pois haviam campos para miúdos mais novos. E, sem me ter envolvido, admiro à distância o apoio dos jesuítas aos imigrantes. Mas também considero que uma das páginas mais negras da nossa história foi protagonizada por jesuítas com índios brasileiros. Foi (mal) tratada no belíssimo filme “A Missão” com Jeremy Irons mas o rigor histórico não foi preocupação da realização.
    Quando o missionarismo não é religioso mas político, o desastre é garantido. No âmbito da guerra do ultramar, as missões protestantes em Angola e sobretudo, os missionários italianos em Moçambique foram simplesmente do pior. No âmbito da Teologia da Libertação, um movimento que, independentemente de ideiais, conseguiu desvirtuar o sacerdócio ao ponto de sacerdotes terem pegado em armas e chefiado guerrilhas, fez os jesuítas perderem 30% dos seu efectivos, que abandonaram a Ordem e as ordens.
    Recentemente vimos Biden a assumir-se missionário da democracia com o resultado prático de ter hostilizado o príncipe Mohammed bin Salman – hoje determinante na OPEP – e ter de ir depois pedir batatinhas aos “ayatollahs”. Nem discuto as “democraticidades” comparadas do Irão e Arábia Saudita (e Emirados que estão na mesma onda) mas, o regresso ao acordo com o Irão, que irá a prazo garantir-lhe o acesso ao nuclear, vai – não tenho nisso qualquer dúvida – levar Israel a uma acção militar de antecipação. E, isso sim, poderá desencadear uma guerra alargada no Médio Oriente.

    1. Eu respeito e admiro profundamente quem escolhe o segundo plano da vida para si, para se poder dedicar por inteiro ao próximo, Francisco. Eu nunca teria a abnegação necessária para tal. Escolho, sem ser missionária, fazer por cumprir condignamente uma missão de vida, que afinal, se resume a praticar com coerência os mandamentos de Deus. Fui educada na fé Católica Apostólica Romana. Muita coisa, principalmente a postura inflexível dos padres, arrumou com a minha fé para um canto. Recorro a ela todos os dias, mas à minha maneira. Ajudo quem posso quando posso. Muitas vezes. Sem publicidade. Acredito num mundo melhor.

  4. > Era costume fazer-se uma cruz na massa do pão e rezar para que ele crescesse bastante, o que originou um corte que ainda se vê nos pães de hoje.

    Ocorre-me que esse corte sirva para o pão abrir ali, e não num sítio ao calhas.

    A técnica terá decerto aplicação noutros campos. Eléctrodo de sacrifício chamado à recepção

    1. Lembro-me de ir com a minha Avó Hortense fazer pão. A casa do forno tinha o dito, uma cúpula caiada de branco com um buraco e a primeira coisa a fazer era botar-lhe o fogo, com carumas e galhos e depois com madeiros. Enquanto o fogo ardia, fazia-se o pão. Havia uma espécie de mesa de madeira com tampa. Lá dentro estava um saco grande de pano com farinha e um pano branco com uma massa que a minha avó chamava de madre e que tinha que se misturar com água numa cova feita à mão no meio da farinha, que antes se tinha despejado do saco para cima da mesa. Entretanto punha-se também sal e amassava-se tudo muito bem, o que para mim era uma diversão enfarinhada. Depois tapava-se a massa com uma toalha e íamos apanhar flores. Quando voltávamos, a minha avó sentava-me a um canto, tirava pazadas de brazas para um balde de folha e fechava o buraco do forno com um espécie de porta de madeira. Destapava a massa e pegava numa lâmina daquelas dos dois crocodilos e dizia ” Deus te acrescente, hoje e sempre” enquanto fazia dois cortes em cruz. Punha a massa na pá de rabo comprido, e forno com ela. Era de comer e chorar por mais.
      Eu, se faço pão, mantenho o ritual, mas sei que a cruz ajuda à cozedura.

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