
“Activistas” ambientais atiraram hoje mesmo uma sopa de tomate para o célebre “Girassóis” de Van Gogh e, depois, espalmaram as mãos no quadro. Com isso querem agir contra os combustíveis fósseis. De facto, isto nada mais é do que o primado do “intervencionismo” sobre o património monumental, esse que os académicos burguesotes defendem nas páginas do jornal da SONAE, diante do sossego dos “bem-pensantes” esquerdalhos. E é também a melhor forma de alienar o apoio popular às necessárias transformações produtivas.
Mais do que irritação este episódio provoca-me dor. Percebo-me, mais uma vez, ancião, já não ser deste mundo. Pois “no meu tempo” havia militantes – gente com quem se ombreava ou lutava, se necessário até de armas na mão. Se admirava ou odiava. E agora, nesta era em que cheguei a antiguidade, já não os há, aos militantes. Há sim “activistas”, histéricos do agit-prop, prenhes de “vitimizações” aburguesadas e de meneios “genderísticos”. Gente sobre a qual se escarra. Apenas.

100% de acordo com este post.
Boa parte dos ingleses valem somente isto: um escarro.
Nunca entendi estes “atentados” de m*rda em que a atenção não recai na causa em si, mas no perpetrador, e tenho para mim que é essa a publicidade que se pretende atingir.
O que me indigna é o jtp estar com medo de dizer que estas supostas activistas são malucas e lésbicas.
Ó anónimo, a cada um as suas indignações. Entretanto, e para que não haja dúvidas, eu sou um homem com medos (mas nunca o de assinar o que digo) – e demónios. Mas não esse a que você alude.
Apetece dizer: Puta que os pariu. Vão mas é trabalhar!
Tenho sempre uma desconfiança de que estes anti-capitalistas, anti-combustíveis e anti-fosseis não resistem à monetarização resultante das partilhas e dos views das figuras que fazem. Há uns youtubers que para faturar visualizações e seguidores engolem pastilhas de detergente da loiça. Estes procuram a fama e a fortuna a fazer figuras tristes de outra natureza. No fim de contas não são mais do que emanações do vil metal.
O quadro destruído é o original ?
Estas “eco-activistas” da treta mereciam ter os focinhos borrados também. Não necessariamente com sopa de tomate.
Estes activistas têm sempre uma criação/formação esquisita: porquê estragar um quadro do Van Gogh avaliado em milhões de euros.? Porquê contra aquele quadro? Porquê não foram atirar as embalagens de enlatados a quem os produziu? Porquê aquela marca em concreto e não outra, ou as várias do mercado?
E ficamos com uns apartes dos direitalhos ou centralhos versus bem pensantes esquerdalhos.
Está na moda diabolizar os combustíveis fósseis mas, se não fossem eles, teríamos e estaríamos ainda hoje quiçá a utilizar milhões e milhões de toneladas de produtos agrícolas para gerar diesel, o famoso bio-diesel. Será que estes “ativistas” já pensaram nisto? Quantos milhões de km2 de plantações teríamos de ter no mundo para produzir bio-diesel suficiente? Que área florestal já teria sido varrida do mapa para dar espaço a essas plantações? Que emissões teriam resultado da destruição dessa floresta? Quantos milhões de pessoas no mundo teriam passado fome devido ao desvio de produtos agrícolas da alimentação para a produção de energia?
Não digo que não tenham que se buscar alternativas mas a verdade é que os combustíveis fósseis tiveram e têm vantagens que são ignoradas sistematicamente e deliberadamente pelos “ativistas” e “fundamentalistas” ambientais aos quais podemos hoje agradecer pela fatura ridícula que estamos a pagar na Europa pela energia.
“Quem semeia ventos colhe tempestades”. Estes jóvens “activistas” são o resultado da formatação -educação não é termo utilizável nestes casos- em escolas em que há profesores “activistas”. A vida é activismo. Pretestos?.
Estas obras têm uma história, têm um ser humano. A estes jóvens activistas nunca foi apresentado o homem. Não lhes foi dado a conhecer o homem. Foi-lhes dito que aquilo vale milhões!. Um mal a corregir.
Estes jóvens foram formatados pelos ventos dos grandes dramas sociais, a política das tribus contra as tribus. Luta permanente é o normal.
Activismo. A tempestade.
Tribus de todos tamanhos e de todas ideologias. Pobres vítimas.
O quadro tem um vidro e os activistas sabiam-no, sofreu somente um ligeiro dano na moldura, mas o autor e os que o comentam sem cumprir requisitos mínimos de informação (embora tenham teorias definitivas sobre o ambiente –e o “e o eco-diesel”?, pequeníssima parte de um ecossistema de demasiado complexo). Haja paciência.
Andre A. – o “autor … sem cumprir requisitos mínimos de informação”? Haja paciência sim, mas para o atrevimento ignorante de comentadores como você. 1) No postal eu não refiro danos graves ou até irreparáveis no quadro. Falo apenas da “acção propagandística” deste miúdos. (O postal tem um pequeno erro, na pressa de o escrever confundi o apor as mãos “sob” o quadro com “sobre” o quadro, dizendo “espalmaram no…”, mas isso é de somenos). 2) Entenda, se não consegue compreender à primeira: não me vou por aqui a dissertar sobre a sacralização do movimento impressionista na pintura, e a de Van Gogh em particular. Mas é sabido que a sua série “Girassóis” é um ícone – monumentalizado, para facilitar. Caso houvesse danos fortes no quadro julga que não o teria referido, até reforçando a patetice do acontecido? 3) Para quem já viu – ao vivo ou em ecrã -, algo que é mais do que comum (até por estas peregrinações culturais típicas do turismo de massa das últimas décadas) é consabido estar este quadro protegido. Mas mais, procurei no feixe de fotos que logo apareceram na internet, uma em que fosse bem visível a moldura – qualquer pessoa medianamente informada (e que já tenha entrado num museu e ou galeria, com olhos de ver) atenta na estrutura da moldura e repara na protecção. Tudo isto feito num ápice… Não cumpro os requisitos de informação? Não tenho de os cumprir, é um blog. Mas cumpro os requisitos de informação disponíveis para fundamentar o que opino. Estão no postal, bem patentes. 4) há dúvidas? Deixo ligação a um notícia (com aspecto de “take” de agência noticiosa, ainda que não esteja assim identificada). Há ali alguma indicação de danos na obra? Será possível que um dano numa obra com esta celebridade – mero rasgão que fosse, como já foi acontecendo noutros casos – não fosse imediatamente noticiada?
Paciência?, repito-me. Sim, para a arrogância atrevida e falsária do seu comentário. “Eco-diesel”? Como manifestar a exigência face às questões ecológicas? Deixo-lhe a ligação para um postal meu com 4 anos, sobre jovens mais ou menos da idade destes “activistas” (porventura até mais novos) – de facto a primeira manifestação internacional daquele movimento geracional que depois tanto engrandeceu. Com uma pertinência de métodos e de reflexão que nada tem a ver com este folclorismo – de putos patetas induzidos pelos medíocres esquerdalhos adultos como você, sempre em busca do orgasmo folclórico https://delitodeopiniao.blogs.sapo.p t/o-clima-aqui-em-bruxelas-10383805
Queixa-se dos «histéricos do agit-prop» com histeria de escarro sobre miúdos eco-assustados que decidiram fazer uma acção meramente simbólica.
Andre A, agora mudou o seu renhanha…? Ao seu primeiro já respondi com detalhe, e deixou-o cair. Mas este seu segundo já estava respondido, a priori, tive esse cuidado. Haja paciência? Não tenho mais. Siga
Seria interessante que este comentador anónimo, lendo a notícia a que aqui aludo, percebesse a vacuidade não só destes seus comentários mas da atitude que o comanda. Mas muito duvido, esta gente não analisa, não prevê nem aprende. Só está com os “seus”: https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/a ctivististas-e-monet-14741238
Reparo melhor na foto: estas ecopatetas estão afinal a fazer publicidade a um grande grupo empresarial norte-americano.
Legenda: é preciso ter lata.
E as pilosidades coloradas,com o velho policolor ou alguma marca imperialista decerto eco-nefasta.
greto tum-tum