A Independência do Brasil


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Cumprem-se hoje 200 anos da independência do Brasil. É tonitruante o relativo silêncio, qual murmúrio, em Portugal sobre o assunto – publicações, filmes, documentários, congressos? Nem mesmo o recordar, trazendo para os escaparates, do que foi sendo bem feito sobre essa época. Razões para tal haverá, desde a pequenez (ultramontana) que ao processo ainda sente como “perda” – e que na senda deste Ventura de agora ainda chamará “terroristas” aos Tiradentes – e o patético (identitarista) que se quer “desculpar” da História, a ver se nisso pingam uns subsídios extra para as ONGs e centros de investigação que controlam.

Enfim, deixo aqui memória desta interessante “Oceanos”, n. 44 (2000), com  alguns artigos interessantes sobre portugueses no Brasil independente, que foi coordenado pelo antropólogo Robert Rowland – estou a folhear/reler hoje, como celebração…

E deixo um desejo sincero aos meus (poucos) amigos e amigos-FB brasileiros. O de que daqui a 200 anos o Brasil tenha evoluído o suficiente para que os seus problemas já não sejam culpa do colonialismo português. Será difícil, pois até agora não conseguiram libertar-se disso. Mas talvez venha a ser possível…

6 comentários em “A Independência do Brasil”

      1. Eu procuro por um documento original do tempo de João VI, com este tipo de linguagem, que não seja criado na República, porque na República contam todas as mentiras do passado.

        Pertendia o Gabinete de Vienna estabelecer hum Pacto federativo entre Portugal, e Brasil, por occasião da morte do Senhor D. João VI, e segurar os duas Coroas na mesma linha de Successão por meio de huma Loi defamil-h, que regulasse para o futuro a recíproca Successão ao J lirono.

        Este projecto, alem de estar em rigorosa opposição ás Leis Fundamentaes de Portugal, e Constituição do Brasil, não remediava, ou providenciava sobre a inevitavel difficuldade, que necessariamente havia de occorrer. Como se verificaria este plano á satisfação de todos os partidos?

        Não podia o Imperador do Brasil cingir o Diadema de Portugal; e subindo ao Throno o Senhor Infante D. Miguel ficava excluida a descendencia dos Imperadores d’Austria, e do Brasil, o que não convinha; então lembrou o meio termo da abdicação em huma Princesa Brasilico-Austriaca para succeder no Throno, e fundar huma nova Dynastia; e para salvar apparencias, e evitar questões lembrou tambem o outro meio termo do casamento da mesma Princeza com o Senhor Infante D. Miguel, que residia então em Vienna, mais como prisioneiro, do que como viajante; de facto o Principe de Melternich tomou á sua conta o negocio da Successão á Coroa de Portugal, e a 27 de Março de 1826, assim que chegou a Vienna a noticia da morte do Senhor D. João VI, huma Circular Austriaca, dirigida aos Ministros d*Áustria nas Cortes Estrangeiras, exigio de todas ellas o reconhecimento do Imperador do Brasil como Rei de Portugal, a que todas se subineltêrão.

        Não bastavão porém estas providencias, tão requintado elixir de Diplomatismo j estes arranjos de familia forão considerados insufficientes; a lembrança de huma Carta Constitucional obteve em Londres os maiores applausos; julgou-se no Rio de Janeiro útil, e indispensavel ao Systema liberal allucinar a Nação Portuguesa, e confundir com o enthusiasmo do Partido Constitucional, e com as consequencias daquella dadiva Liberal a monstruosidade da usurpação: pensárão, e persuadirão-se que a Carta seguraria a paz, e a concordia em Portugal. Enganarão-se.

        Foi em consequencia destes arranjos diplomaticos tão antecipados (menos o da Carta, que se oceultou ao Governo Austriaco) que o Imperador do Brasil em 6 de Maio de 1826, na abertura das Camaras, communicou á Assemblea Nacional do Brasil no Discurso do Throno as suas resoiuções, e providencias relativas a Portugal, declarando nelle — Que não podia ser Monarcha ao mesmo tempo de Portugal, e do Brasil j— e, não obstante tão solemnes declarações, continuava no exercicio de expedir Decretos para Portugal, qual o de 29 de Abril de 1827, regulando o Conselho d’Estado, e limitando os Cargos Diplomaticos de Portugal, estabelecendo hum Embaixador para o Brasil, e Enviados para Londres, Paris, Madrid; Encarregados de Negocios para “Vienna, S. Petersbourg, Roma, Napoles, Turim, Estados Unidos; Cônsules para Stockolmo, e Copenhage. Que incomprehensivel inconsequencia!

        Nesta altura, desde 1826, 1836, o Brasil não ficou independente, aliás a filha de D. Pedro IV, a D. Maria II que casara com Fernando da Bélgica, como parte das negociações da família da Bélgica de onde eu sou originário e toda a minha família real passada contem o mesmo sobrenome e ADN.

        honori Ferdinardi Auftriaci Felgarum Gubernatoris à S. P. Q. Antuerpienfi decreta , & adornata cum figuris & iconibus, à P P. Rubenio, delineatis, & commentario Cafperii Gevartii. Antuerpiæ,

        Archiducis Alberti Pj Felgarum Principit. Antvertypis Plantin. 1622.4.; Bergue S.J^immoch, Felgarum & Belgicâ

        Para os Anónimos, podem falar o que quiserem, mas quando eu tiver a monarquia de volta nas minhas mãos, os IP dos links e computadores estão todos gravados e saberei fazer o meu julgamento aquando do processo da monarquia

        João Felgar

  1. A razão principal está espetada no meio dos Restauradores. É dar a volta à estátua e ver se diz que o senhor foi “I Imperador do Brasil”. O “Grito do Ipiranga”, tal como as Invasões Francesas (para lá da fuga real, do “folclore” das batalhas e da chegada das “luzes”), as Sessões das Cortes de 1821-22, o Tratado de Londres, o Mendizabal e “os devoristas” são “não-assuntos”, de que não se fala, pois estragariam a narrativa oficial do Século XIX português, com os seus “heróis” (o dessa estátua e os de mais uma dúzia delas, num raio de 5 km) e “vilões” (a Carlota Joaquina, o Forjaz, o Beresford, o D. Miguel, o Remexido), com a qual nem o Salazar se meteu (compare-se os manuais escolares do Estado Novo com os da Espanha Franquista ou vá-se a Madrid procurar a estátua do Mendizabal).

  2. E depois não é só isto, o Fernando que casou com a D. Maria II, pertencia à casa da Áustria, Bélgica e Habsburgo, acontece que os entendidos da história das repúblicas, inventam coisas e criam de raiz casamentos de casa de Saxe Coburgo Gota do tal Fernando, que foi o pai de Pedro V, Luís I, Carlos I, Manuel II.

    Pois, mas eu volto à carga novamente e volto a dizer que o Fernando é da Bélgica e não de Saxe Coburgo Gotha, com certeza que adoro provar as coisas, e obrigar as pessoas a refletirem quando abrirem a boca.

    Kings & Queens of the Belgians

    Leopold I (1790-1865) => H (mtDNA) R1b-U106 (Z305+) (Y-DNA)
    Marie-Louise of France (1812-1850) => H3 (mtDNA)
    Leopold II (1835-1909) => H3 (mtDNA) R1b-U106 (Z305+) (Y-DNA)
    Albert I (1875-1934) => R1b-U106 (Z305+) (Y-DNA)
    Leopold III (1901-1983) => R1b-U106 (Z305+) (Y-DNA)
    Baldwin I (1930-1993) => R1b-U106 (Z305+) (Y-DNA)
    Albert II (b. 1934) => R1b-U106 (Z305+) (Y-DNA)

    Kings & Queens of Portugal

    Maria II (1819-1853) => H (mtDNA)
    Pedro V (1837-1861) => H (mtDNA) R1b-U106 (Z305+) (Y-DNA)
    Luís I (1838-1889) => H (mtDNA) R1b-U106 (Z305+) (Y-DNA)
    Carlos I (1863-1908) => R1b-U106 (Z305+) (Y-DNA)
    Manuel II (1889-1932) => R1b-U106 (Z305+) (Y-DNA)

    Mas os Reis Portugueses de D. Afonso Henriques até João VI, tinham outro ADN a começar também em U152, e entende se o porquê, é que Napoleão eliminou toda a linhagem masculina dos reis que ele ia conquistando, e o ADN de U106 veio de uma irmã de um com U152 L2 ou W5b*, neste caso de Maria Teresa

    Kings of Saxony

    Frederick Augustus II (1797-1854) => H3 (mtDNA)
    John I (1801-1873) => H3 (mtDNA)

    Portanto da Saxonia não é, não. Mas hoje as mentiras descobrem se e os entendidos, as pessoas de bem, que temos muita gente em Cascais, Sintra e noutras localidades, andam muito enganados.

    E com as Cortes de Lamego de 1143 e vou encostar-vos a um canto, aquando do processo da Monarquia, como diz um historiador de Amesterdão, o Sr. terá que criar de raiz toda a Nobreza Portuguesa e riscar todos os nomes dessa nobreza e picar todos os brasões.

    João Felgar

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