
Hoje celebra-se O Dia de Ler um Livro
“Este é o dia perfeito para ler um bom livro. Também é um óptimo dia para incentivar outras pessoas a ler livros. Existem muitos benefícios associados à leitura: diminui o stress, aumenta a capacidade de concentração e estimula a memória. Os adultos que lêem com regularidade são mais estimulantes mentalmente do que aqueles que não o fazem. Além disso, os livros são uma forma barata de aprendermos mais sobre o mundo, sobre os outros e até sobre nós próprios.
Existem muitas datas significativas relacionadas com livros. A Bíblia escrita em latim e impressa pelo alemão Johann Gutenberg em 1455 foi o primeiro livro divulgado em massa.”
Ler um livro é viver muitas vidas. É viajar para terras distantes, é viver realidades diferentes, é dar asas à fantasia que nos sussurra ao ouvido: “vai”. Eu sou viciada em ler. Não escondo que adoro bons policiais e romances de época, mas leio o tudo o que me pica na leitura da pestana. Muitos me enganam e ficam tempos infindos por acabar, outros agarram-me de tal modo que não consigo parar de ler. Ler também é um escape. São momentos de alienação do que nos rodeia, porque não estamos lá, estamos noutra realidade, estamos a viver no livro.

A 6 de Setembro assinala-se O Dia da Luta Contra a Procrastinação
“Esta é uma celebração não oficial que incentiva as pessoas a encontrar maneiras de combater o desejo interminável de adiar tarefas importantes para outro dia.
Muitas vezes deparamo-nos com uma obrigação que preferimos não cumprir. Muitos de nós procrastinamos, fazendo outra coisa. A procrastinação nem sempre tem consequências desastrosas. A maioria das pessoas que procrastina tende a terminar a tarefa no último momento. Alguns psicólogos acreditam que isso pode até revelar uma personalidade perfeccionista. Mas a procrastinação costuma gerer problemas, contribuindo para aumentar os níveis de ansiedade de quem tem este hábito de adiar tarefas sem cumpri-las nos prazos estipulados.”
Não deixo nada para amanhã. Prefiro deitar-me tarde e completar tudo o que tenho para fazer. Detesto esperar e odeio fazer alguém esperar por mim. Tendo tudo organizado e certinho e não deixando pontas soltas, o amanhã é um dia muito mais alegre e despreocupado.
(Imagens Google)

adoro ler, raramente romances. sempre mais que um livro em simultâneo.
prefiro os que tratam de assuntos relacionados com política, partidos e governos, novas formas de crime organizado.
neste momento leio Roger Scruton in FILOSOFÍA VERDE, porque sou ecologista praticante e não gosto de ser enganado pelas greta e quejandos.
« é prámanhã,
bem podias fazer ontem »
Esse reformulado do Variações é acertadíssimo, entulho.
“adoro ler (…) sempre mais que um livro em simultâneo”.
Confesso que sinto inveja dessa capacidade.
Ler implica , exclusividade, ou se está a ler o livro A ou o livro B. É como dizer adoro conduzir duas motos em simultâneo.
Eu tenho sempre muitos livros para ler, mas pego num quando acabo o outro, a não ser que seja um livro que não me fala nada, nem ao coração. Aí fica de lado até ter vontade de voltar a pegar, ou vou lendo umas páginas todos os dias, para acabar depressa.
Dulce,
A questão é que ler duas páginas de um livro, pousá-lo, pegar noutro, ler cinco páginas, pousá-lo, ver televisão, escrever um comentário no telemóvel, não significa, na minha opinião, que se esteja a ler dois livros, a ver televisão e a escrever no telemóvel em simultâneo.
Digo eu
E eu também digo o mesmo. Se estou a ler, estou a ler. Um livro que me prende requer toda a minha atenção. As senhoras são multitasking, mas para a leitura tem sempre de se abrir uma excepção.
Dia de dois substantivos que me dizem muito :)))
Os livros fazem parte da minha vida desde que me lembro de ser gente. Não sei o que seria de mim sem eles, mas certamente não seria a mesma pessoa. Bons, maus, assim-assim, não interessa, são uma porta aberta para mundos infinitos, uma fonte inesgotável de conhecimento, uma companhia sempre presente. Hoje em dia também motivo para algumas irritaçõezinhas (o mau português, o inútil AO, as más traduções…), mas que não fazem diminuir o meu gosto pelos livros.
O medo da procrastinação também me acompanha desde miúda, e por ter medo dela é que tento ser despachadinha e não adiar aquilo que tenho mesmo de fazer. É por causa dela que me tornei organizada e disciplinada q.b., embora os anos e a preguiça me estejam a tornar mais flexível. Saber ser auto-indulgente também é uma arte, e contribui para a minha saúde mental 😉
Eu sou sempre muito consciente dos prazos. O que se faz a correr, nem sempre fica bem feito. Faço tudo para evitar a procrastinação , mas também aprecio a auto-indulgência. Faz-me bem.
Amanhã, vou ler um livro.
É p’ra amanhã, mas podias fazer hoje, porque amanhã sei que voltas a adiar…
O gostar de ler, normalmente, passa de pais para filhos.
Provavelmente os pais da Maria Dulce Fernandes, pelo gosto que tem em escrever, deviam estar ligados o ensino (professores) e transmitiram-lhe o gosto da leitura.
Trabalhei na Baixa de Lisboa mais de 40 anos e recordo ver muita gente na paragem dos transportes e até a andar a ler um livro. Um livro especial e que fazia rir quem o lia: “O Valente soldado Shveik”, de Jaroslav Hasek. Sabe-se lá, quem leu esse livro pela primeira vez, arranjou o hábito da leitura para ler mais livros. E talvez lendo “Cem anos de solidão”, de Gabriel Garcia Márquez, não mais parasse de ler livros.
Devorei o “Ao encontro de Espinosa”, de António Damásio, ao ponte de jantar fora de horas para não interromper a leitura até ao fim.
Os meus pais não eram professores, mas eram eles próprios grandes leitores. Lembro-me de haver sempre livros lá por casa, numa ampla variedade , desde os grandes clássicos até tudo o que era BD.
Cem anos de solidão arrebatou-me desde a primeira página.