Quando apareceu fê-lo de mansinho.
Parecia um tipo sensato, capaz de contribuir para a elevação do debate político. À medida que o partido definhava foi ganhando protagonismo, tempo de antena, admiradores.
Na anterior legislatura esteve em quase tudo, liderando a bancada, desafiando o Governo, arrebanhando fiéis.
Em Setembro passado, cada vez mais confiante, explodiu com as Europeias.
Ora lá, em Bruxelas ou em Estrasburgo, ora cá, foi gerindo com expectativa e indisfarçável avidez o seu sonho de um dia liderar o PSD. O lugar em Bruxelas foi o trampolim que precisava para ganhar altura.
Mas faltava o mais difícil: ocupar o espaço de Aguiar Branco e romper pelo campo de Passos Coelho. Foi o que ele ensaiou há dois dias quando utilizou a bancada do Parlamento Europeu para estraçalhar, no melhor estilo cantinfleiro, o Estado de direito democrático que fez dele deputado da nação e o rodeou de microfones.
O registo da sua inaudita intervenção quase fez esquecer a dificuldade que tem em encontrar uma tribuna à medida da sua ambição. O partido não se adaptou ao eurodeputado, mas este adaptou-se ao partido e ao estilo revisteiro.
Menos de seis meses depois de ter tomado posse no Parlamento Europeu, Paulo Rangel já está pronto para dividir a sua agenda parlamentar europeia com a liderança do maior partido da oposição. Rasgar o contrato com os portugueses e a sua relação de confiança bilateral já não faz qualquer diferença. Em política, sempre vale tudo. Pelo menos para alguns.

Também me parece, Sérgio.
(Ando aqui às voltas com um belo Alfa Romeo para ti. Brevemente.)
Tens toda razão, Sérgio. Rangel rompeu com a “política de verdade”, depois de meses a jurar que não seria candidato, e deu o tiro de partida para a candidatura da pior maneira possível, com uma declaração absolutamente insensata no Parlamento Europeu. Lamentável.
O PSD necessita de se arrumar internamente, dar a conhecer massivamente aos Portugueses o que se pode realmente mudar e falar com claresa , os Portugueses querem um partido unido e a uma só voz. Até agora não tem existido uma figura carismática, lider. Será com Rangel?? Pelo menos numa altura conturbada ele ganhou ao contrario de outros. Não tem valor?? Mas atenção, só isso não chega, demonstre por A + B. Seja sinsero e objectivo e só poderemos ficar melhor, claro que é valido para todos os candidatos do PSD. Se não for desta, cuidado, o PSD afunda-se, tomem consciencia.
jotape
Cheira-me a esturro. Tem o Cavaco e a Manuela por trás dele. Mais tempestades estarão para vir…
Além desses, tem Jardim Gonçalves e Opus-Dei.
Parece mentira que ainda se dê crédito a este senhor.
na realidade lamento que o PSD que deveria ser o próximo partido do governo apoie este senhor que fala bem mas não me alegra pois para mim é um fala barato
Gostaria que o PSD encontrasse o verdadeiro líder mas certamente que qualquer pessoa de bom senso não pensa que vais ser este novato da política.
É bom que alguém promova no estrangeiro as vergonhas e os escândalos que por cá se passam. Afinal teem medo de quê? o tempo do senhor que escondia a verdadeira situação do país ao mundo já passou à mais de quarenta anos. Tenho dito!
não concordo consigo amigo.
Acho que é um politico diferente do que estamos abituados a ver.
Só pela apresentação dele ontem se viu a diferença, entre ele e todos os outros. Não se apresentou com os históriocos nem com grandes figuras do partido. Quem quizer segui-lo que venha, assim é que é.
Força Rangel
Este post está em destaque na Homepage do SAPO.
Ora aí está um homem que ainda consegue “dar um coice e abanar as orelhas para enxotar as moscas”! E V.Exa , Senhor Sérgio de Almeida Correia, já irá perceber porquê…
Quando Paulo Rangel usou a tribuna do Parlamento Europeu para denunciar uma desgraçada evidência aos olhos de quem queira ver e ouvir, fê-lo no momento certo e no lugar ideal!
Eu que nasci, ainda, na primeira metade do seculo XX e consigo comparar os tempos, as gentes, os políticos de antes e depois de Abril de 74, salvo raríssimas boas excepções no após, é tudo exactamente igual e por isso lhe lembro abaixo a crítica feita pelo nossso grande escritor, poeta, político e pensador, Guerra Junqueiro, que há 114 anos criticou a situação política de Portugal que se vivia no final do século XIX, mas cuja actualidade é de tal forma evidente que me leva a pensar que Guerra Junqueiro não morreu, escreveu na blogosfera , um dia destes, estas palavras!
“Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
[.] Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.”
Guerra Junqueiro, in “Pátria”, 1896.
Compare!
Gratos ao SAPO, mais uma vez.
Penso que o PSD está na altura de ter um líder mais jovem, com ideias actualizadas e com projectos de futuro para o país. Rangel será provavelmente o primeiro de outros, que dariam ao PSD uma nova imagem. O país precisa de gente com ideias, que não fique eternamente a debater o presente e passe á acção em termos de futuro. Todos nós agradecemos .
Manuel Soares
Mais um para o monte dos mentirosos
Se até aqui seguia o conselho de Rui Rio -ser fiel com quem o nomeou para Eurodeputado, agora já pode deixar de ser fiel
O que acho é que, seguindo a linha de coerência de outros (D. Barroso, A. Guterres, J. Sócrates), trata-se de alguém que começou mal ou seja que “estava fora de questão ser candidato à liderança”, era deputado europeu e acaba por se candidatar.Não agoira nada de bom.
De facto, parece que há políticos que vem a reboque, ou seja, tentam ser lideres porque não há melhor. Nunca tem capacidade para ser lideres. Depois como não há nada melhor, lá vem estes
É, sem dúvida, o melhor candidato para a presidência do PSD, porque é sem dúvida, o primeiro ministro que o país precisa.
Bem longe de um Passos Coelho basista, sem chama e de discurso plastificado, que se movimenta e ascende entre autarcas e de um Aguiar Branco, que sendo homem de qualidades, não tem carisma para o lugar de líder, nas exigências de hoje.
l. lima
Tem toda a razão.
As apresentações são todas iguais, muito pomposas e irreverentes, mas depois é tudo igual, e a prova que é tudo igual, lá vem ele de Bruxelas!
Caro Sérgio, este é daqueles posts que vou guardar em arquivo para mais tarde recordar.
“Na sua sapiência o povo, que convém não esquecer, somos todos nós, decide com coerência, apesar das suas incoerências… Até quando exporta uma bolinha de sebo para o parlamento Europeu, sedenta de poder que sabe a curto prazo será trucidador para o seu PSD!” – escrevi ontem, não prevendo que hoje rangeria os dentes de contrição…
Não dar ouvidos à voz do Povo poderá ser considerado exagero, porque o mundo está em constante mutação, e os atentos coerentes – vira-casacas, não podem deixar de dar largas à sua ambição, mesmo que isso possa ser um retirar de tapete a quem já porfiou – a guiar em branco.
De traições está o inferno cheio, e esperar pode ser, o truque de retirar outro coelho da cartola laranja, tão corroída pela falta de exercer o poder, vulgo – enganar o Zé Povinho.
Subtil de Sousa
Um apareceu na Figueira a rodar o seu carrito novo, este vai chegar de Bruxelas de avião, para passar o fim de semana….e vai ser Primeiro Ministro de Portugal tão depressa que nem vamos acreditar…
Agarrem-se às cadeiras pois o carrossel vai arrancar…
Não percebo a sua preocupação.Parece que o incomoda a mudança prometida de rompimento com a podridão que assolou este País e a que este governo do PS não é alheio.A mim incomoda-me o comodismo,o deixa andar,e a passividade com que nós Portugueses assistimos à caminhada para o abismo e pactuamos com as mentiras deste governo,com a falta de credibilidade da Justiça,com a inssegurança crescente, com a falta de valores morais e com um sem número de coisas negativas que vão acontecendo neste País e não temos a coragem de dizer basta.Paulo Rangel teve-a por isso já começa a incomodar os poderes instituidos.
Onde está o tão proclamado por este senhor Paulo Rangel PSD verdade ou contrato feito com os portugueses em que nenhum deputado sairia do parlamento europeu antes do fim do mandato. Pelos vistos já não existe o que ele andou por aí a dizer, quer é mais um tacho, já não chega o que têm lá fora ainda quer outro. Este senhor é a continuação de Manuela Ferreira Leite. Diz ele que vai romper, romper o que? Com a líder do partido que o ajudou a ser alguém no PSD? Só espero que haja algum juízo dentro do PSD e não o deixem vencer, senão ainda arriscamos a vê-lo no parlamento como oposição ou como 1º ministro aos berros, porque ele não sabe falar pausadamente e em condições, só consegue falar aos berros Que ganhe o Pedro Passos Coelho.
O País precisa de um ESTADISTA com carisma e muita DIGNIDADE. Este senhor Paulo Rangel ao candidatar-se a líder do PSD, em caso de vitória terá fortes probabilidades de vir a ser a curto prazo o 1º.Ministro de Portugal.
Ora pelo triste espectáculo dado recentemente no Parlamento Europeu, ao denegrir a imagem de Portugal, este senhor evidenciou a sua falta de dignidade e carisma para ser o ESTADISTA de que Portugal precisa para ocupar o lugar de 1º.Ministro.
Independentemente das razões que o senhor possa ter, o palco usado não é seguramente o mais apropriado.
Os problemas que existem no seio de uma família discutem-se dentro da própria família, para fora defende-se sempre a família, este é o princípio.
Completamente de acordo. De momento ele é o mais maquiavélico e o mais inconsistente dos políticos portugueses, salvo na ambição em que é implacável.
O mal de nós todos é a inveja e a meledicência.
Venha quem vier e apareça quem aparecer, logo virá uma enorme quantidade de outros, para lhe roer os pés ao dito…
E assim estamos sempre neste atoleiro de tricas e discussões de nada.
Há maior mentiroso que aquele que diz que o que mentiu não mentiu?
E é só vermos o que vai por aí de gente dessa!
Citando alguém concluo:
– “Estamos fartos!”
mcm
Uma pessoa que dá o dito por não dito, não merece a minha confiança. Um politico tem de ter personalidade. Espalhou os ventos e, de pés juntos, não seria candidato. Hoje aparece na ribalta. Haja vergonha e decência.