
Ana Vidal: «Supunha eu que a prática do plágio é recurso de quem não tem talento próprio. Estava redondamente enganada, como têm provado à exaustão as pesquisas que vou fazendo para documentar esta série. Nomes de talentos consagradíssimos, tanto na música erudita como na ligeira, deixaram-se tentar pelo facilitismo ou pela preguiça de copiar melodias de outros, mesmo tendo capacidade de sobra para produzir os seus próprios êxitos.»
José António Abreu: «Não se estranhando em Cavaco Silva, eterno opositor dos referendos, ou em António José Seguro, de quem não recordo qualquer posição sobre o assunto (mas, com excepção da voz sacerdotal, admito ter dificuldade em recordar o que quer que seja que lhe diga respeito, por vezes até a própria aparência física), é curioso como tantas pessoas que, ao longo dos anos, acusaram (bem, na minha opinião) o processo de integração europeia de falta de democracia por, sempre que possível, fugir ao escrutínio popular, estão agora não apenas dispostas a aceitar mas exigindo que o BCE, um organismo liderado por burocratas não eleitos (do calibre de um Vítor Constâncio, no less), tente resolver problemas de origem política à revelia da opinião que parece imperar em vários países.»
José Maria Gui Pimentel: «Portugal parece estar realmente a capitalizar o cumprimento do programa da Troika. Independentemente da bondade do mesmo – que já foi muito discutida – este resultado (que, de resto, já era perceptível pela evolução dos juros da dívida) é mais um argumento para que seja concedido mais tempo a Portugal para corrigir as contas públicas.»
Luís Menezes Leitão: «Com a ideologia que presentemente manifesta, não sei o que impede Freitas do Amaral de aproveitar o facto de o cargo de líder do Bloco de Esquerda ir vagar brevemente para se candidatar ao lugar.»
Rui Rocha: «Nunca penso em mim como se fosse a criança que efectivamente fui. Nem com a idade que resulta da data de nascimento que vem indicada no cartão de cidadão. Também não me reconheço em qualquer outra das idades que tive ou que poderei ainda ter, com uma única excepção. Quando me imagino, tenho rigorosamente vinte e oito anos. Há mais de catorze que é assim.»
