Pois: “à” muito tempo que não encontrava tanta escrita dedicada “há” consoante muda; é verdade que por vozes se “houve” falar disso, mas não ao ponto de colocar em causa o acordo “hortográfico”… Vemos os “tetos” que caem (não do úbere das vacas), mas o que mais me incomoda é o “fato” de ter que vestir um “fato” quando vou a uma cerimónia. E até parece que agora “Ninguém para o Benfica”!… E como posso encontrar um “egípcio” à sombra da pirâmide, se o “Egito” já perdeu o “p”?… Bem. Quem tiver problemas com o “h” sempre pode ir para Itália. Lá hã “armonia” entre os “uomini” tanto “oggi” como amanhã… não “abbiamo” qualquer dúvida. E esta “ein”!?…
Também há as vogais mudas. U de ‘querida’, por exemplo. Ainda não se lembraram de começar aos tiros também a essas vogais. Deve ser o próximo “combate” pela gloriosa revolução ortográfica. Guilhotina para as consoantes e as vogais que não gritam, apenas sussurram.
Muito bom. Melhor ainda só mesmo o próprio AO90 a justificar a manutenção do “h”: «1.º O h inicial emprega-se: a) Por força da etimologia: haver, hélice, hera, hoje, hora, homem, humor; b) Em virtude de adoção convencional: hã?, hem?, hum!»
As consoantes mudam. Umas vezes parecem sofrer de laringite, outras vezes nem tanto. É o caso do P de Egipto. Que aliás se mantém incólume em egípcio, egípcia, egiptólogo, egiptologia. Uma das maiores aberrações paridas pelos ineptos que forjaram este “acordo”.
Ómem com “O grande”, já é um clássico. Desastroso, mas um clássico. Não admira que o acordo burrográfico se vá impondo paulatinamente.
Faz lembrar aquela velha anedota:
– Ó mãe, já sou ‘ómem’?
– Ainda não, filho. Tens de crescer mais um bocadinho.
(inventada agora)
orizonte
ipotenusa
ermengarda
orto
E então aquele escritor alemão o erman esse, o gajo do “sidarta”? Ganda pinta.
— ó ipólito!, ai que umidade, ómem,
— tá úmido tá
– Eu sou muito ‘ómem’!
– Pois olha, não pareces…
(esta saiu mesmo agora do forno, salvo seja)
Pois: “à” muito tempo que não encontrava tanta escrita dedicada “há” consoante muda; é verdade que por vozes se “houve” falar disso, mas não ao ponto de colocar em causa o acordo “hortográfico”… Vemos os “tetos” que caem (não do úbere das vacas), mas o que mais me incomoda é o “fato” de ter que vestir um “fato” quando vou a uma cerimónia. E até parece que agora “Ninguém para o Benfica”!… E como posso encontrar um “egípcio” à sombra da pirâmide, se o “Egito” já perdeu o “p”?… Bem. Quem tiver problemas com o “h” sempre pode ir para Itália. Lá hã “armonia” entre os “uomini” tanto “oggi” como amanhã… não “abbiamo” qualquer dúvida. E esta “ein”!?…
«Ninguém para o Benfica» é frase acordística que merece o meu aplauso.
Pior que as consoantes mudas são as vogais falantes…por estrangeiros note-se
-Mi diga qu érida.
Também há as vogais mudas. U de ‘querida’, por exemplo.
Ainda não se lembraram de começar aos tiros também a essas vogais. Deve ser o próximo “combate” pela gloriosa revolução ortográfica. Guilhotina para as consoantes e as vogais que não gritam, apenas sussurram.
E viva o Óquei de Barcelos.
OK.
Muito bom. Melhor ainda só mesmo o próprio AO90 a justificar a manutenção do “h”:
«1.º O h inicial emprega-se:
a) Por força da etimologia: haver, hélice, hera, hoje, hora, homem, humor;
b) Em virtude de adoção convencional: hã?, hem?, hum!»
A etimologia! E a tradição ortográfica. Eh eh eh!
Ainda há quem se atreva a chamar “ciência” a isto.
Charlatanice. Não tem outro nome.
Horrendo, quando se sabe que não se trata propriamente de uma consoante.
Aliás, consoante muda é uma contradição nos termos.
As consoantes mudam. Umas vezes parecem sofrer de laringite, outras vezes nem tanto.
É o caso do P de Egipto. Que aliás se mantém incólume em egípcio, egípcia, egiptólogo, egiptologia.
Uma das maiores aberrações paridas pelos ineptos que forjaram este “acordo”.
É isso mesmo: uma consoante muda é um fonema afásico.
Perante isso, alguns ficam sem palavras.