
Laura Ramos: «Alguma opinião pública come palha.»
Eu: «The Power and the Glory (tradução de António Gonçalves Rodrigues para a edição portuguesa dos Livros do Brasil) é uma obra escrita por um católico firme no combate às ortodoxias. Em 1953 – quando o romance já tinha sido adaptado ao cinema, seis anos antes, por John Ford – a Santa Sé pronunciou-se com reservas sobre o seu conteúdo, considerando-o “paradoxal”. Palavras produzidas por alguém mais papista que o Papa. Ao receber o escritor [Graham Greene] no Vaticano, em 1965, Paulo VI confidenciou-lhe que tinha apreciado este livro que estabelece um paralelo quase herético entre o padre em pecado mortal e o Cristo que nos surge eternamente vivo nas páginas do Evangelho de Mateus.»
