
Wismar, na costa do Mar Báltico, foi fortemente bombardeada na 2ª Guerra Mundial. Muitos edifícios históricos ficaram seriamente danificados, como as igrejas góticas de Santa Maria e de São Jorge. Da primeira, só mesmo a torre ficou de pé e, em 1960, o governo da RDA resolveu rebentar com as ruínas da nave. Não posso ajuizar desta decisão, pois não faço ideia qual era o nível de destruição dessas ruínas. Quanto à igreja de São Jorge (fotografia acima), o governo comunista também pouco fez. A seguir, uma fotografia de um painel que mostrava o estado do edifício em 1990, altura da reunificação alemã (à direita) e em 2005, já depois de várias obras.

Quando lá estivemos, em 2012, apesar de a parte exterior já ter sido reparada, lá dentro, o cenário era ainda desolador. Nunca tinha estado numa igreja tão vazia. Melhor dizendo, tão nua.

O facto de se tratar de uma imponente construção gótica ampliava a desolação.

Em baixo, algumas pinturas por restaurar.

Esperemos que, passados dez anos, a igreja tenha recuperado mais da sua grandeza de outros tempos.


Talvez haja uma particular grandeza, num templo, nessa aparente desolação: a austera, pouco mais que intocada, dignidade do que sobreviveu. Não é apologia da desgraça; é, no meu caso, memória da igreja de S. Domingos, em Lisboa.
Tem razão. Obrigada pelo seu interessante comentário.