O congelamento dos salários da função pública era uma medida esperada e que até se compreende. Não tanto em função da crise, mas mais pela tendência dos governos (iniciada com Manuela Ferreira Leite, é sempre bom não esquecer…) em transformar os funcionários públicos em bombos da festa. Parece-me, porém, inadmissível, a antecipação para 2010 das regras sobre a reforma que deveriam aplicar-se apenas a partir de 2015. O governo fez tábua rasa do acordo que estabelecera com os sindicatos e mandou-os às malvas…
Esta é apenas uma das situações que demonstra o desprezo pelas pessoas que ressalta do OE. Nada de surpreendente, já que o único primeiro-ministro que em Portugal se preocupou com as pessoas, nos últimos 25 anos, foi António Guterres. Custa , porém, ver um governo que se autoproclama socialista, seguir uma política que privilegia o mercado e escarnece das pessoas.
O OE reflecte, afinal, o triunfo de Davos, no confronto com Porto Alegre.

Meu caro CBO, se os funcionários públicos são os bombos da festa o que dizer dos quase 600 000 no desemprego, mais outros tantos a ganhar 475 euros e a trabalhar em péssimas condições e daqueles, tantos por aqui, que há 4 anos não são aumentados?
Tens toda a razão, Pedro, mas não é por isso que os fp deixam de ser bombos da festa. Que tal taxar as grandes fortunas, os lucros bolsistas e outros rendimentos gerados à custa de quem trabalha?
Pois meu caro o que está em causa é uma forma de entender o país e não quem leva o estandarte de Bombo.
Eu também me posso considerar bombo da festa quando sou,maior parte das vezes, mal atendido e servido por quem teima em se fazer passar por “calimero” e por exemplo não muda de emprego, para um dos tais em que deixaria de ser bombo da festa… abraço
Carlos gostaria muito mas não posso acompanhá-lo nessa missa pelos funcionários públicos. São pessoas com emprego garantido e para a vida. São dos poucos com poder reivindicativos e com honras de telejornais cada vez que espirram. Venham trabalhar no privado a verem como elas mordem. O Governo de Guterres acabou como acabou exactamente porque se preocupava com as pessoas. A questão é que os indígenas só se dão bem com ditadores, não sabem funcionar doutra forma, a programação foi feita no Estado Novo e ninguém parece interessado na desprogramação.
Já trabalhei no público, no privado e até no cooperativo, Ariel. Creio que se faz uma análise muito injusta sobre os funcionários públicos. Como em todo o lado, há mandriões…
Plenamente de acordo em relação ao resto do seu comentário. este povo é ingovernável, está cheio de tiques de Estado Novo e resquícios de novo riquismo. São robôs endividados, mas cheios de “cagança”.
Claro que em todo o lado há mandriões Calos. Isto é uma pincelada a traço grosso. Deve ser da idade, porque também eu já passei pelos três sectores. Estamos a caminhar para velhos :))