Hoje é dia de


Maria Dulce Fernandes,

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A 31 de Maio comemora -se O Dia dos Irmãos

“O Dia dos Irmãos comemora-se em Portugal a 31 de Maio. Para relembrar a importância que os irmãos têm na formação de todos os indivíduos. Irmãos fazem parte da história pessoal de quem os tem: partilham memórias de infância e são os primeiros amigos.

Além disso, podemos ter como irmãos tanto os que são filhos dos nossos pais como aqueles que conhecemos ao longo da vida e são mais que amigos. O Dia dos Irmãos é a celebração que encerra aquele que é considerado o Mês da Família.”

Tenho dois irmãos. Os rapazes. Lindos como deuses com o seu metro e oitenta, cabelos claros e olhos azuis. Eram também umas pestes, mas como qualquer bom malandro possuem uma inteligência estratosférica. Eu, como mais velha, devia ser a mais respeitadora e quem mais fazia respeitar as regras familiares. Mas não. Éramos e ainda somos um trio do arco da velha, mestres na ironia e no humor. Olha que três.

Um belo dia, o Menino, o mais novo, escondeu uns ovos para nos presentear com eles quando estivéssemos distraídos. Gorada a primeira tentativa e já alerta, cada um de nós foi também buscar um ovo. Todos os ataques tinham direito a contra-ataque, de tal modo que a Mãe, farta daquilo tudo, foi também buscar um ovo e, quando o mafarrico do Menino mais uma vez se escondeu atrás das suas saias para escapar às nossas investidas, zás! ovo na cabeça. É uma imagem tão marcante aquela, que nunca se desvaneceu. A cara de espanto e de tristeza, de dor até porque a alma também dói, da pobre criança! Oh mãe, coitadinho! E lá fomos levá-lo para a banhoca enquanto “catávamos” os pedacinhos de casca de ovo. Que horror, mãe, fazer isto ao menino! “

Os meus rapazes são o máximo.

 

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Hoje comemora -se O Dia Sem Tabaco

“O Dia Mundial Sem Tabaco foi criado pelos Estados-membros da OMS em 1987 e é comemorado todos os anos em 31 de Maio. O objectivo é aumentar a consciencialização sobre os efeitos prejudiciais do tabaco e da exposição ao fumo passivo, e desencorajar o acto de fumar em qualquer das suas formas. O tema deste ano é “Tabaco e saúde pulmonar”. A campanha destaca os efeitos negativos do tabaco nos pulmões, desde o cancro até doenças respiratórias crónicas.”

Devia comemorar-se todos os dias esta efeméride. Todos os dias deveriam ser sem tabaco. Não é difícil deixar de fumar. Eu deixei. Custou-me mais abandonar o ritual do que o tabaco. Aqueles minutos só meus, de tranquilidade e relaxamento, clique, chama e aspiração profunda. Mas é como tudo. Ou queres ou não queres. Eu quis e a minha vida ganhou outro tipo de qualidade.

 

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No dia 31 de Maio comemora-se O Dia dos Vizinhos

“Todos os anos, na última terça-feira de Maio, pessoas do mesmo prédio e do mesmo bairro juntam-se entre vizinhos para celebrar os valores da solidariedade, da fraternidade e da tolerância.
A Festa dos Vizinhos pretende potenciar a solidariedade local. Para o organizador nacional, João Carvalhoisa, “de facto, é nossa obrigação encorajar uma vizinhança mais activa neste mundo ameaçado pelo crescimento do individualismo.”
As pessoas podem organizar uma festa de vizinhos no seu espaço comum, na sua rua ou no seu jardim.
As entidades públicas e privadas têm uma participação importante neste dia. Só têm de visitar o sítio na internet deste projecto, www.vizinhos.eu, e fazer o download do formulário de inscrição. Pouco depois recebem o kit da Festa dos Vizinhos escolhida para fazer parte desta grande projecto solidário.”

Garanto que desconhecia esta iniciativa de socialização. Também,  desconheço 80% dos meus vizinhos. Já conheci todos os habitantes dos 29 fogos. Mas o tempo foi passando, os mais velhos foram partindo e os que chegam são fugazes encontros de elevador, sem nada a dizer.

No tempo dos meus pais, conhecíamos não só os habitantes do prédio, como os da rua e os das outras ruas que formavam o bairro inteiro. Havia a convivência na missa, no café, nos Santos Populares… tenho muitas saudades desses tempos.

 

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No dia 31 de Maio comemora -se O Dia do Pescador

“Todos os anos a 31 de Maio comemora-se o Dia Nacional do Pescador. Institucionalizado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º103/98, de 23 de Julho, e celebrado oficialmente desde essa data, trata-se do reconhecimento público mais que merecido de um sector, que tem sido dos mais ignorados da história. Esta data assinalava também, simbolicamente, um ano de vigência de uma Lei que viu reconhecidos alguns direitos laborais dos pescadores, a Lei 15/97, de 31 de Maio que estabeleceu o contrato individual de trabalho a bordo das embarcações de pesca, que garantia o direito a gozo de descanso e férias, ou a obrigatoriedade de um seguro de acidentes pessoais, para além do seguro de acidentes de trabalho, em casos de morte ou desaparecimento no mar, e incapacidade absoluta permanente.

Volvidos estes anos o Dia do Pescador continua a ser assinalado nas várias comunidades costeiras, envolvendo autarquias locais, associações, e outros agentes do sector. “

Somos um país de pescadores feitos marinheiros. O peixe tem o papel mais importante na nossa alimentação. Ainda se pesca como se pescava há 100 anos; os motores ajudam, mas a técnica é igual: lançar as redes e ir mais tarde recolhê-las cheias de peixe a saltar. Conheço pescadores e sei que a faina não é fácil. Apesar da remuneração ser boa não é certa, porque o peixe nem sempre “está a dar”  e o defeso deixa os barcos muito tempo em doca seca

                                                                   

(Imagens Google)

10 comentários em “Hoje é dia de”

  1. tenho IRMÃ mais nova do 2º casamento de minha MÃE.
    no nosso caso na se aplica a frase de Petigrilli na ‘decadência do paradoxo’;
    «eram mais que inimigos , eram irmãos». o mesmo não terá pensado de alguns dos nascidos do 1º casamento do Pai.
    tenha imensas queixas dos vizinhos (num país que não considero minimamente civilizado). agora escrevo com bolas nos ouvidos por obras há 2 semanas no andar de cima sem qualquer respeito pelo decreto~lei nº 9 / 17.I – art. 2º. âmbito1.
    os candeeiros do teto parecem o pêndulo de Foucault. administração zero à esquerda

    1. Somos 3 irmãos. Eu sou a mais velha. Eu sempre me dei bem com os meus irmãos e agora velhotes, ainda nos damos melhor, porque já chegámos à linha da frente, o nosso tempo já nos vai fugindo e temos plena consciência disso.
      Quanto ao barulho, entulho, não há nada a fazer. Obras com licença podem começar às 8 da manhã e ir até às 18/19h. Entendo-o bem- Tem alturas em que é difícil ouvir até o nosso pensamento.

  2. Já conheci todos os habitantes dos 29 fogos. Mas o tempo foi passando, os mais velhos foram partindo e os que chegam são fugazes encontros de elevador

    Eu conheço todos os proprietários dos fogos do meu prédio – encontro-os regularmente nas assembleias de condóminos. Porém, quase todos os fogos do prédio estão arrendados e os moradores-inquilinos, esses, raramente os vejo e, quando os encontro fugazmente num elevador, mal dá para trocar um cumprimento.

    1. Ás reuniões de condomínio vai sempre o meu marido. Nos tais encontros fugazes no elevador, limito-me a um “bom dia ou boa tarde ou boa noite, como está?” Mas nunca sei ao certo de que andar são. Sou a velhinha simpática do elevador. Era capaz de dar uma história engraçada.

  3. Hoje é o Dia Sem Tabaco.
    Comecei a fumar com quinze anos, quase todos os homens e algumas mulheres fumavam.
    Ás vezes diziam-me ‘já a formiga tem catarro’ e ninguém dizia que fazia mal à saúde, e até o “Kart dava quilómetros de prazer”, o “SG Gigante dava personalidade”, o “Definitivos toda a gente definitivamente prefere” , os médicos davam consultas enquanto fumavam e o actor Ronald Reagan dizia num anúncio de prendas de Natal “I’M SENDING CHESTERFIELDS to all my friends. That’s the merriest Christmas any smoker can have – Chesterfields midness plus no unpleasant after-taste,”
    Agora, que fui obrigado a deixar de fumar, vivo com DPOC, sempre ligado a oxigênio e até me canso com o simples movimento de levar a comida à boca.
    Realmente o tabaco é uma porcaria, mas, que bom que era beber um whisky antes e fumar um cigarro depois.

    1. Lembro-me bem. O Marlboro Man, era moda e muitos Natais comprei na CáJor volumes de SG Ventil, que embrulhava impecavelmente para oferecer ao meu pai. Depois do primeiro grande enfarte ficou proibido de fumar e só podia beber um copo de vinho tinto à refeição. Vi o meu pai definhar. Tinham sido muitos anos de tabaco. Eu comecei a fumar no liceu. Parei as 2 vezes que estive grávida e sempre pensei que os problemas de saúde das crianças tinham alguma coisa a ver com o tabaco. Mas era algo que me ajudava muito a aliviar o stresse. O meu pai morreu de ataque cardíaco fulminante, cerca de 12 anos depois de deixar de fumar.
      Eu deixei de fumar há 15 anos. Tenhos problemas respiratórios que podem não ter a ver com o tabaco. Não sei. Lamento e compreendo-o muito bem.

  4. Os pescadores não mereceram comentários. É pena.
    Hoje os abrangidos por contratos de trabalho, são dos útimos proletários do seu tempo. Trabalho duro, alguns riscos e não se vislumbram robots para fazer o trabalho.
    Em Portugal foram “podados” por Cavaco que utilizou os fundos europeus para pagar reformas a pescadores e indemnizações a armadores que abandonassem a faina, enquanto Espanha, com os mesmo fundos e as mesmas regras, construíu a terceira frota de pesca mundial (já foi, não sei se ainda é) e, evidentemente, é useira e vezeira em pescar nas nossas águas, pouco vigiadas “et pour cause”, Mais um exemplo – as Forças Armadas seriam outro, a opção pelas auto-estradas outro ainda – de como um muito mau primeiro-ministro, consegue bons resultados estatísticos, apenas porque todos os outros foram piores ou muito piores.
    Além dos pescadores, com obra social graças a Tenreiro e contratos colectivos graças a não sei quem, há os pescadores à linha, figuras simpáticas que povoam as beiras-mar e beiras-rio com uma devoção e dedicação exemplares.
    Nasci e cresci na praia, com raízes e férias na beira-rio mas nunca fui pescador. Como gosto de explicar, consigo perfeitamente estar umas horas seguidas sem fazer nada, sem precisar para isso de ter uma cana na mão.

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