Há 80 anos também havia palermas


Paulo Sousa,

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É positivo que, tal como nesses tempos, os palermas possam hoje continuar a manifestar as suas palermices. Não se lhe pode dar é mais importância do que aquela que os palermas merecem.

32 comentários em “Há 80 anos também havia palermas”

  1. Basta ler “Conspiração Contra a América”, de Philip Roth. Este romance tão premonitório dos tempos actuais faz-nos supostamente viajar às presidenciais dos EUA em 1940 que seriam disputadas pelo democrata Roosevelt e pelo aviador Charles Lindbergh, herói norte-americano, por parte dos republicanos.
    Lindbergh tem como principal bandeira eleitoral o pacifismo: recusa o envolvimento dos EUA nas “guerras europeias”. Faz equivaler agressor e agredido, proclama a equidistância moral entre carrasco e vítima.
    É a forma dissimulada que concebeu para dar o seu contributo à causa nazi, pela qual tem óbvia simpatia, desde logo dada a sua ascendência germânica.

    Não fazer nada, à época, era ajudar Hitler. Hoje, não fazer nada, é ajudar Putin. Ou, como ensinou Martí, «observar um crime em silêncio é cometê-lo.»

    1. A unanimidade na condenação a Hitler, ou de noutras manifestações de absoluta tirania, é ainda hoje uma unanimidade salpicada pelas franjas que vivem à margem das maiorias. Esses palermas têm na essência das democracias liberais a garantia de se poderem manifestar sem serem presos ou molestados, algo que nunca aconteceriam nas distopias que defendem.
      Por isso, quando os ouvimos a manifestarem-se livremente sabemos que estamos na direcção certa. Sem terem noção disso, os palermas são como os indicadores das análises ao sangue. Quando não há palermas a manifestarem-se, então provavelmente já estamos a ser governados por eles.

    2. O próprio herdeiro do trono inglês Eduardo 8º, que chegou a ser Rei de Inglaterra e que abdicou logo a seguir para casar com a americana, manifestou a sua simpatia por Hitler e segundo algumas fontes chegou a fornecer informações ao regime nazi.

      Por causa dessas ligações proibidas foi mesmo afastado da família oficialmente quando Isabel II chegou ao trono. Mas havia um conjunto de pessoas na alta sociedade inglesa que apoiavam o regime nazi. Há um filme… Os Despojos do DIa… que não sendo directamente sobre este assunto, retratam o período que antecede a guerra e o backdrop da história de amor entre o mordomo e a governanta são as reuniões de fascistas no palácio onde estavam empregados.

  2. Mas quem atacou os russos não foi o regime do Zelensky&Azov?
    Não é isso que está escrito nos “Relatórios da ONU” (e em dezenas de documentos)?
    Porque querem continuar a mentir descaradamente?
    Ninguém compreende, esta relutância em aceitar a verdade e este facciosismo em defender apenas uma parte.
    Não é uma guerra-por-procuração instigada pelos interesses dos EUA? Não é isso que alega a China, e outros países que não se submetem ao jugo americano?
    Porque só vêm um lado, e não o outro?

      1. Acho bem. Vir ler os comentários e faltarem cá os deste, seria como ir ao Jardim Zoológico (de Lisboa) e não ver a aldeia dos macacos.

    1. quem atacou os russos foi o regime do Zelensky&Azov

      Nunca ouvi tal tese. Pode elaborá-la?

      (Eu o que ouvi foi que a Ucrânia antes da guerra passava o tempo a bombardear as regiões separatistas do Donbass. Mas essas regiões não eram nem são “os russos”.)

  3. Não vejo em que é que as afirmações nos cartazes acima eram “palermas”. Qual teria sido o mal para os EUA de esse país não ter entrado em guerra contra a Alemanha?

  4. Isso para não esquecer a aberração que foi o ex-rei Eduardo VIII, o qual muitos ingleses sempre consideraram o verdadeiro rei e que , poucos meses depois de abdicar do trono, estava em Berghof bebericando chá com Hitler. Os ingleses são sui generis, mas os Duques de Windsor deixaram uma nódoa na história difícil de apagar.

      1. A história é conhecida, não foi re-escrita. Expulsaram o tipo da família. A família real, sendo poderosa, não governa contra o povo, como fazem por cá. E respeitam o jogo parlamentar, como ainda hoje há muita dificuldade em fazer por cá.

    1. A familia real Britanica tem origem na Alemanha.

      Da wiki In 1917, the name of the British royal house was changed from the German Saxe-Coburg and Gotha to the English Windsor because of anti-German sentiment in the United Kingdom during World War I.[1] There have been four British monarchs of the House of Windsor since then: George V, Edward VIII, George VI, and Elizabeth II.

  5. O regime do Kremlin é de tão execrável que todos os dias prova que em certos casos a diplomacia não é exequível. Infelizmente neste caso para se alcançar a paz é necessário usar a força para travar quem invadiu um estado soberano.

    Resta a solução dos “pacifistas” de conveniência. Para eles, para terminar a guerra na Ucrânia, esta tem que se render, entregar a sua terra ao invasor e permitir que o seu povo continue a ser escravo do regime cancerígeno de Moscovo.

    Na sua visão limitada e romântica de um mundo sem armas, talvez até sem fronteiras, onde a comunidade dos povos poderia ouvir todas as noites o imagine de John Lennon, acreditam que se as armas fossem depostas pelos ucranianos, a paz venceria. Resta saber se TODOS destruiriam as suas armas e renegariam em SIMULTÂNIO à usurpação da terra alheia.

    Todos condenamos o roubo, mas isso não nos permite dormir de porta aberta, pois sabemos que os ladrões andam lá fora. E até não haver mais NENHUM ladrão, a porta tem que permanecer fechada. Por mais belas que sejam as causas, a dura realidade impõe a sua ordem.

    Depois da Ucrânia, seria a Moldava, depois a Roménia e a Polónia. Quando Putin se aproximasse de Berlim, aquela que ele nunca aceitou perder, talvez os defensores das causas impossíveis, se interrogassem, – e agora? Provavelmente prefeririam se entregar nas mãos da Federação Russa, no lugar de aceitar a ajuda do Ocidente.

    Talvez seja por isso que das suas bocas não sai uma palavra de repúdio pela desgraça que neste momento acontece na Ucrânia, na Europa.

  6. Manifestações anteriores à “Operação Barbarossa” , certamente ( se bem que , no Reino Unido, a questão fosse mais complexa…)
    JSP

  7. Não é para admirar, estas manifestantes, talvez desempregadas, foram contratadas ou estavam na linha do pensamento do industrial Henry Ford grande admirador e apoiante de Hitler.

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