Talvez até 101 por cento?


jmmcc,

«(…) a adesão à greve deverá rondar os cem por cento.»

(Repórter Maria Miguel Cabo na Edição da Manhã, SIC-Notícias)

13 comentários em “Talvez até 101 por cento?”

  1. O Conselho de Disciplina da Liga de Futebol, o mesmo que castigou Lisandro López com um jogo de castigo por ter simulado um penalti, multou Pablo Aimar em €750 nas mesmas circunstâncias.
    O CD não se limita a julgar factos; interpreta-os abusivamente, «porque o penalti de Aimar não foi tão importante como o de Lisandro», ou coisa semelhante.
    A justiça do CD interpreta genialmente os argumentos do Benfica. Está lá para isso, valha a verdade — e como não tem vergonha, é porque deve valer a pena.

      1. ah ah ah ah

        Não conhece as ouras? Querem lá ver que só conhece a paria da dita cuja.

        :))))

        [Espero bem não o ter entontecido com o vocábulo nem com esta resposta]
        :)))

          1. Eu aprendi-o quando andei lá pela capital. Sendo eu originária da paisagem, achei por bem acrescentar o vocábulo ao meu rol, de acordo com as regras da boa convivência centralista.

            :)))))

  2. Semelhante à expressão cerca de 100 vítimas.
    Ando há anos a ouvir e a ler expressões deste género e ainda não as consegui decifrar.
    Cerca de 100 vítimas são 99? 101? 99 e meia? E, a ser assim, o que é que é meia vítima?

    1. Discordo da sua crítica, Pedro. Quando não se sabe o número exacto e, no entanto, é possível dar uma ideia, essa ideia é dada por um número redondo aproximado: cerca de cem, à roda de cem, mais ou menos cem, etc., que sempre fornece uma estimativa realista a quem se informa: 98, 99, 100, 101, 102…

      Ridículo é dizer-se, como acontece às vezes, que são cerca de 99 vítimas, à roda de três vítimas, mais ou menos sete vítimas. É um disparate dar a entender que não se sabe bem quantos são e indicar um número exacto em vez de um número redondo.

      Já a expressão “cem por cento” corresponde à totalidade de qualquer coisa. Ora, se é a totalidade pela expectativa estimada, pode dizer-se “quase” ou “perto de”, admitindo ser igual a 100% ou um pouco abaixo, mas não deve dizer-se “cerca” nem “à roda de”, porque não pode ser acima de 100%, que é a totalidade possível.. Isto é: pode ser 98% ou 99%, mas nunca pode ser 101% ou 102%, o que invalida “cerca” e “à roda de” por serem expressões que contemplam pequenas imprecisões abaixo e acima do número indicado.

      Abraços para Macau.

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