
(Postal para o És a Nossa Fé)
Não será agora o momento para muito elaborar sobre as características intrínsecas da FIFA – demonstráveis pela atribuição da organização do próximo Mundial à ditadura teocrática do Catar, ainda por cima ao invés de qualquer racionalidade desportiva. Mas a tíbia atitude face aos acontecimentos de agora, propondo-se mimetizar o comportamento do COI ao patrocinar a pantomina de uma representação russa desprovida dos seus símbolos, é o típico “nem sim, nem sopas”. É inaceitável. Muito bem vão as federações da Polónia, República Checa e Suécia, que já anunciaram a sua indisponibilidade para jogarem com a selecção do país que fere deste modo a segurança mundial e que aventa, a níveis retóricos que desconhecíamos nas largas últimas décadas, a utilização de arsenal nuclear.
Face a esta mercenária atitude da direcção da FIFA será de exigir à nossa Federação que se demarque de imediato dessa via, defendendo publicamente a exclusão russa. E, se tal não acontecer, será de exigir ao nosso governo que execute todo o tipo de represálias legalmente disponíveis sobre a FPF e seus associados. Entre as quais, se tal for possível, uma simbólica: retirar-lhe a possibilidade de utilizar os símbolos nacionais.

patrocinar a pantomina de uma representação russa desprovida dos seus símbolos, é o típico “nem sim, nem sopas”. É inaceitável.
exigir ao nosso governo que execute todo o tipo de represálias legalmente disponíveis sobre a FPF e seus associados. Entre as quais, se tal for possível, uma simbólica: retirar-lhe a possibilidade de utilizar os símbolos nacionais.
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ditadura teocrática do Catar
A ditadura do Qatar não é teocrática. O emir do Qatar não pretende sê-lo pela graça de Deus.
Regimes teoctráticos foram no passado usuais na Europa. No mundo islâmico não. Em geral, os dirigentes islâmicos não pretendem ter qualquer ligação a Deus, o que aliás seria terrivelmente blasfemo na religião deles.
Os Emirados árabes e a Arábia Saudita são ditaduras, ou pomposamente monarquias absolutas, e regem-se pelo “direito” do alcorão, por isso são regimes teocráticos. O mesmo acontece no Irão com a diferença de ser uma república com vários candidatos em eleições gerais.
Estas medidas contra a Rússia são como uma bola de neve, a gosto do quem dá mais. Ainda vamos presenciar a proibição dos russos usarem as cores da sua bandeira por causa das cores da bandeira da França.
regem-se pelo “direito” do alcorão, por isso são regimes teocráticos
Não.
Israel também se rege em parte pelo direito judaico, e nem por isso é teocrático. E a Europa nas suas leis (contra o aborto e o divórcio, por exemplo) regeu-se muito tempo pelo direito cristão, mesmo quando já não era teocrática.
Um regime é teocrático quando fundamenta a sua legitimidade na religião. Isso foi feito durante muito tempo nas terras cristãs. Nas terras muçulmanas, isso nunca ou raramente foi feito.
Uma coisa é a lei do país ser uma lei religiosa, outra coisa muito diferente é os ditadores dizerem que o são pela graça de Deus – como Franco aqui ao lado fez.
Escreva à Wikipédia e diga-lhes isso, p.ex. em relação à Arábia Saudita.
Isso foi feito durante muito tempo nas terras cristãs. Nas terras muçulmanas, isso nunca ou raramente foi feito.
lol. Você diz isto sem se rir? Sempre a utilizar exemplos ocidentais (mentirosos, por sinal) para relativizar o assunto e vindicar o seu esquerdismo de merda — mas esquece-se por exemplo da República Islâmica do Irão e de uma quantidade de outros países que baseiam o seu código jurídico na Sharia e em interpretações dinásticas do Alcorão, como na Arábia Saudita.
Pare de vir para aqui defender coisas indefensáveis e atrasadas. Sugiro até que vá viver com eles e nos liberte da tragédia que é viver consigo.
“V.” vê “esquerda” em tudo o que é sítio. Precisa de um psiquiatra.
O linguajar de esquerda —uma liturgia sindicante que turva o pensamento e corrói o livre-arbítrio— está em todo o lado.
Na psiquiatria também.
ao invés de qualquer racionalidade desportiva
Parece-me desportivamente racional jogar futebol em locais onde há muitos espetadores desejosos de o ver.
Faço notar que diversas competições entre clubes europeus têm atualmente as suas finais disputadas em países estrangeiros, tipo China ou países árabes. Presumivelmente, os organizadores dessas competições compreendem a racionalidade desportiva bastante bem.
Muito bem vão as federações da Polónia, República Checa e Suécia, que já anunciaram a sua indisponibilidade para jogarem com a selecção [da Rússia]
Como bem disse ontem o meu filho, que é mais adepto de futebol do que o pai, os jogadores russos não devem ser punidos por aquilo que a liderança do seu país faz.
Nem os jogadores da Polónia, etc devem ser punidos proibindo-se-lhes jogar contra quem queiram.
Pergunta para o filho de balio:
– E os soldados russos devem ser punidos, obrigando-os a combater por aquilo que a liderança do seu (deles) país faz?
Todos os soldados, em qualquer país do mundo, são obrigados a combater por aquilo que as lideranças dos seus países fazem.
Nenhum jogador de uma qualquer seleção nacional é obrigado a disponibilizar-se para jogar. Só joga se quer. Mas, também não deve ser impedido de jogar.
Os soldados têm de obedecer aos seus comandantes, doutra forma são considerados desobedientes/desertores e sofrem as devidas consequências.
O jogador da bola até pode marcar golo na sua própria baliza.
A FIFA , os grandes clubes ingleses só querem o pataco.
Ainda bem que o Bruno foi corrido senão lá teria o Sporting que prescindir de 100ML€
O post vai precisar de uma actualização, tendo em conta as decisões desta tarde.
O antigo presidente do Uruguai, Mujica, é que tinha razão: na FIFA são todos uns filhos de uma meretriz. Sem ofensa para as profissionais do sexo.