Quiseram as autoridades portuguesas ofender um chefe de Estado estrangeiro de visita? Não quiseram. E quiseram que no mesmo local fosse assassinado um imigrante por um funcionário em representação do Estado? Ainda menos. Estas coisas são impossíveis de acontecer? Eram. Mas são sintomas do Estado em que estamos. E a tragédia é menos que aqui tenhamos chegado e mais que quem aqui nos trouxe esteja coberto por um manto de legitimidade e de inimputabilidade.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

… e mais que quem aqui nos trouxe esteja coberto por um manto de legitimidade e de inimputabilidade.
Pumba. Lapidar.
A grande tragédia reside no facto de as autoridades se desautorizarem a elas próprias, a começar num presidente plastificado que de tudo fala e nada diz sobre os desaforos que correm a seus pés, e vai contemplando acorrentado na sua envernizada poltrona. Pior ainda é quando por normas e propaganda talhadas à medida deixam uma sociedade inerte e conformada com este destino.
Nada disto aconteceria se a TAP não tivesse sido privatizada.
Agora metam os 40.000 aérios na conta do Pedro Nuno Santos…
E pelo caminho privatize-se a senhora que os pariu a todos, citando o Prémio Nobel da Literatura português.
Agora se percebe o porquê do spin noticioso, de que o Governo português está interessado em comprar o avião da droga: overno-quer-comprar-aviao-que-trazia-mei a-tonelada-de-droga-do-brasil
https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/g
Será apara acautelar casos semelhantes no futuro…
A moral judaico-cristã foi suplantada por uma nova moral simplificadamente baseada no ideal da democracia e em subvertidos (são vários e diferentes) ideais de igualdade. Mesmo os sustentáculos da nova moral que deveriam ser a liberdade e o estado de direito, passaram a plano secundário. E o que deveriam ser os primeiros princípios, verdade e justiça apenas subsistem como resquícios, sendo, as mais das vezes, subvertidos.
O estado em que estamos, bateu no fundo porque já nem os ideiais democráticos respeita, como bem ilustra o que se passou com o voto dos emigrantes na Europa. Alguns tentaram desculpar o indesculpável, atribuindo as culpas a Cabrita, que deveria ter proposto uma alteração à lei mas afinal não seria preciso pois dois ou três representantes de partidos, “corrigiram” a situação.
Nisto tudo ressalta a figura do PR, supostamente o garante. Mas que deixou passar as inconstitucionalidades do estado de calamidade, do encerramento de escolas, do impedimento dos confinados votarem nas autárquicas, finalmente da eliminação dos votos no círculo da Europa. Quatro manifestas inconstitucionalidades, três delas confirmadas pelo TC.
Acontece que o homem foi professor de direito constitucional. Mas também acontece que – salvo erro – António Costa foi, no seu tempo, o seu melhor aluno. A ideia que fica é que hoje é o aluno que explica ao mestre como deve ser interpretada a lei, no interesse do governo.
https://observador.pt/opiniao/lixo/
(Aconselho, se me permite, a leitura deste texto. Talvez aqui esteja uma possível resposta ao grave declínio do país e das suas instituições).
Nisto decerto que também alguém com poderzinho e muito cioso em mostrar-se relevante