
Adolfo Mesquita Nunes: «Gostar de alguém é também um exemplo de alteridade. Mas antes do outro, do que lhe queremos ou do que por ele estamos dispostos, está o bem que ele nos faz.»
Cláudia Köver: «Pegou-me pelo braço. Não com a mão, simplesmente com as palavras. Arrastou-me de forma lenta, passo-a-passo. Provavelmente adormeci-lhe no ombro, sem dar pelo arrasto e sem lhe sentir o pulso. Provavelmente não senti nada, ou não dei conta do que senti, até me perguntarem o que sentia.»
Helena Sacadura Cabral: «A tragédia é que quando não se tem dinheiro, aqueles que o emprestam se sentem no direito de insultar…»
Patrícia Reis: «Não somos as melhores amigas, nada que se pareça (até porque me doem as cruzes e a Helena está inteira na vida sem esse tipo de dores), mas somos cúmplices em tanta coisa. Há pessoas que têm o dobro do sangue dos outros. A Helena é uma delas. Bem hajas.»
Eu: «Para se avaliar até que ponto o chamado acordo ortográfico é uma monumental trapalhada, lanço um desafio aos leitores: tentem ler este naco de prosa explicativa. E digam-me a que conclusões chegaram.»
