Fernando Nobre talvez seja um daqueles nomes que só é lembrado, pela maioria dos portugueses, em situações de calamidade, como a que ocorreu a semana passada no Haiti.
Poderia ser, hoje em dia, mais um médico de sucesso, ou um professor universitário de reconhecido mérito. Optou por colocar os seus conhecimentos e a sua vida ao serviço dos outros. Primeiro nos Médicos Sem Fronteiras, depois na AMI, organização por ele criada em 1984 – e de que é presidente – com o intuito de prestar ajuda humanitária em situações de crise e emergência e a combater o subdesenvolvimento, a fome, a pobreza e a exclusão social.
Quando, em qualquer parte do mundo, uma catástrofe, uma guerra ou um conflito étnico requer ajuda humanitária, Fernando Nobre está sempre entre os primeiros a oferecer ajuda e a AMI é a primeira ONG portuguesa a marcar presença.
Fernando Nobre participou em missões humanitárias em mais de 100 países e delas nos tem dado testemunho em vários livros que relatam a sua experiência de vida na ajuda aos mais carenciados.
Recentemente, no Congresso da Ordem dos Economistas, fez um discurso vigoroso e provocador, lembrando aos economistas presentes – que também são actuais e ex-responsáveis políticos, gestores e empresários -, as suas responsabilidades pelas desigualdades “gritantes e indignas” que marcam a sociedade actual.
Quem não teria aplaudido o discurso seria, certamente, o cromo da semana.

.. sem dúvida alguém que com pouco já fez imenso. Prova viva que a humanidade se move e se mexe sem serem necessárias “condições exemplares”.
Subscrevo inteiramente.
Já à bastante tempo que venho a seguir as actividades da AMI, particularmente no Sri Lanka – na fase posterior ao Tsunami.
Vale a pena ir lendo o blog deste grande senhor.
Um homem absolutamente notável e, como todos os que o são – sobretudo nestas áreas – naturalmente incómodo. Muito oportuno e bem escolhida a tua figura da semana, carlos.
Figura da semana e cromo, bem escolhidos, sem contestação Carlos. Em todo o caso, arrisco dizer que o cromo é capaz de lhe estragar a caderneta…
Tal e qual
:))
Gostei dos dois, como sempre. Ou melhor: nunca gostei do ‘cromo’.
Também nunca me rendi ao rendeiro.
:)))
Destaque bem merecido.
abr
Concordo, Carlos. Um ser humano extraordinário – fazendo jus ao seu nome – “Nobre”
O Dr Fernando Nobre, é um HOMEM como poucos….