Os partidos também morrem


Pedro Correia,

Dos quatro partidos históricos da democracia portuguesa, três naufragaram nesta eleição que pintou de cor-de-rosa o mapa político do País. CDS (com 1,6%) e PCP (com 4,4%) obtiveram os piores resultados de sempre. O PSD esforçou-se e conseguiu: tem o seu terceiro pior resultado deste meio século. A renovação de gerações no eleitorado provoca este fenómeno de erosão dos partidos políticos. Os que têm maiores pergaminhos históricos só levam mais tempo a morrer. Os que surgiram já com a democracia consolidada – e o PRD ou o PSN, de que quase já ninguém se lembra, são exemplos disso – podem extinguir-se quase tão depressa como nasceram. Fica o aviso, aos que andam mais distraídos. Ou demasiado eufóricos.

28 comentários em “Os partidos também morrem”

  1. Boa tarde Pedro Correia
    Creio igualmente que andam por aí muitos eufóricos.
    Boa semana. Saúde
    António Cabral

  2. Qual renovações ?Custa-lhe assim tanto entender e aceitar que o eleitorado prefere o Costa ao Rio e ao Ventura. Não é uma questão de país para filhos é antes de mais uma relação de confiança e em quem acreditam mais, tendo em conta as alternativas.

    José Saraiva ( permanentemente vítima de censura em matérias políticas aqui no delito de opinião)

  3. “Roma não paga a traidores”
    Estas eleições são o reflexo do entendimento que os partidos fazem do seu eleitorado.
    À primeira todos caem, à segunda cai quem quer.
    Quando o Passos Coelho prometeu ao miúdo que não tirava o 13° mês ao pai, só devia era ter cumprido a promessa. Como não cumpriu, quando o Rui Rio disse que não fazia acordos com o chega, não o devia ter feito nos Açores.
    Fez o acordo, agora teve a paga.
    Se não teve inteligência para refrear a ganância de ir ao pote também não ia ter inteligência para desempenhar a função de primeiro-ministro. Como diz o velho ditado, cá se fazem cá se pagam.

      1. Não seja assim, são só quatro anos a subir poucochinho acima da União Europeia. Depois o PSD ganha e vamos ter uma subida de 100% lá para 2100 ” Se” as condições permitirem.

      2. Certamente Passos Coelho não é o culpado de todos os males do mundo. Mas a verdade é que os eleitores estão vacinados contra a direita e, ao contrário do Covid, (ainda) não precisa de uma dose de reforço.

  4. Tanta treta com vencedores e perdedores e não sei mais o quê, o que quero saber é quando começa aquela coisa de trabalhar 4 dias por semana. É para já ou ainda demora?

    1. aquela coisa de trabalhar 4 dias por semana

      Trabalhar é um eufemismo. Vocês terão é de lá ir 4 vezes por semana, se ninguém picar o ponto por vocês. Mas podem sempre sair às 2pm e ir entupir a 2ª circular logo depois de almoço como é costume.

      Vantagem: poupamos 1 dia na luz.

  5. como habitualmente
    4,5 milhões de portugueses não votaram apesar das novas gerações
    kosta eleito por 2.5 milhões de portugueses ou sejja 1 em cada 4
    muito óptima representatividade
    os lambe-cus já fazem fila para comer as papas na cabeça de 7 milhões
    grande criação de riqueza à vista desarmada
    a crise nunca é politica é sempre económica e financeira
    « é fartar, vilanagem

    “é fartar, vilanagem”

    1. Grande é o Chicão. Tão grande que conseguiu extinguir um partido com 48 anos de história.
      Algo que nem o Cunhal nem o Otelo conseguiram em 1975.
      O moço fica para a história.

  6. Estava escrito que o CDS ia c’os porcos. Mas que os Verdes tenham ido de vela é que é bastante simpático: nunca chegaram a falar de verdura e nunca deviam ter estado no Parlamento a gastar tempo e dinheiro ao País. Aldrabões de merda.

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