A RTP 2 tinha hoje à tarde, a apresentar as notícias, uma pivot quase completamente afónica. Dificilmente se percebia o que dizia, e tive mesmo de subir o som para conseguir ouvir alguma coisa. Nunca tal tinha visto, e a situação chegaria a ser cómica se não fosse tão confrangedor o visível esforço que a pobre jornalista fazia para falar. Sinais da crise? Se era essa a razão, aposto que não foi grande a poupança: o tratamento e repouso daquelas cordas vocais esticadas ao limite vão sair mais caros do que uma ou duas horas de uma substituta, pagas a recibo verde.


Talvez ela não quisesse ser substituída. Estava com ar de esforço? Se calhar, estava a ser fotografada pelo artista da Clara…
Não me parece… não tinha um ar tão satisfeito e faltava-lhe o cigarro.
Melhor para ela…
Que coisa! Realmente não tem explicação.
Não assisti mas imagino o efeito sado-maso 🙂 Coitada.
Só que quando a simples qualidade da eufonia já não constitui requisito para se ser apresentador, que dizer de uma gripezita passageira? Peanuts. É só pensarmos na Júlia Pinheiro (estridência assassina) e num seu oposto qualquer, como a Isabel Figueira (afonia crónica).
A mim – confesso – estas violências cometidas sobre o pobre e passivo espectador têm o condão de me pôr num estado de irritação miudinha que … me irrita a mim própria.
Também não assisti (felizmente), mas parece-me que a sua ideia, Ana, de substituir a pobrezinha pela Bianca Castafiore seria, no mínimo, uma belíssima ideia. Só teríamos de acautelar devidamente os nossos cristais…
Um abraço.;-))
Pelo menos ouvia-se bem, Luís…
Um abraço 🙂