Impressões alemãs (8)


Cristina Torrão,

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Estátua de homenagem a Ferdinand Adolf Heinrich August Graf von Zeppelin (conde de Zepellin), na cidade de Friedrichshafen. Todos sabemos que ele foi o inventor do dirigível, embora seja mais correcto (passe a expressão) dizer que, como fundador da empresa Luftschiffbau-Zeppelin GmbH, desenvolveu uma aeronave a partir de algumas ideias já existentes (em alemão, dirigível chama-se mesmo Zepellin).

O conde de Zepellin era natural da cidade de Constança e, depois de se aposentar do exército (onde atingiu o posto de brigadeiro-general), sediou-se em Friedrichshafen (também junto ao lago), lá fundando a sua empresa. Embora o dirigível não tivesse grande futuro, pois inflamava com facilidade, representou um grande avanço na aeronáutica. Em Friedrichshafen, esta aeronave é omnipresente. Lá se situa o Museu Zepellin e réplicas do dirigível (algumas com capacidade para voar, outras tipo brinquedo) animam os turistas, no Verão.

 

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Esplanada em Friedrichshafen, no Verão

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Friedrichshafen é também a cidade onde se pode apanhar o ferry-boat para a localidade suíça de Romanshorn, atravessando o Lago Constança

8 comentários em “Impressões alemãs (8)”

  1. tinha uns 6 anos quando o dirigível atravessou o país ao longo do Tejo
    estava com minha Mãe a visitar uma seara e ouvi a criançada gritar «um porco gordo a voar»
    Saúde e Fraternidade

    1. Ainda não me tinha apercebido. Ando muito longe de palavras e expressões brasileiras há quase trinta anos. Mas, por acaso, gosto do som da palavra, não me importava que fosse assim em Portugal também.

      Também confesso que quase não conheço a obra de Chico Buarque. Uma falha minha, eu sei, mas nunca fui muito dada à música brasileira, nem mesmo quando vivia em Portugal. Outra falha, eu sei, é boa música.

      1. Ora, ora, qual falha qual quê, cada um de nós tem preferências e nenhum de nós pode conhecer tudo.
        Eu da música alemã conheço uma artista chamada Nena (já lá vão 30 anos ou assim) e não era, exclusivamente, pela qualidade musical .
        Desejos de um excelente 2022 para si e para o fotógrafo (as fotos estão muito boas).

        1. A Nena? É melhor pôr mais dez anos em cima (o tempo passa mais depressa do que pensamos, eu que o diga). O seu sucesso internacional remonta aos anos oitenta, foi dos poucos artistas musicais fora do mundo da língua inglesa a chegar ao “top ten” norte-americano. Não tenho a certeza se foi nº 1. A cantiga em questão, “99 Luftballons”, tem, porém, uma versão inglesa. A Nena já fez parte do júri do “The Voice of Germany”. Apesar de ser avó, continua muito apresentável, mas de ideias controversas, pende para o que hoje apelidamos de negacionistas.

          Mas já que entramos neste assunto, lembrei-me agora de um cantor que chegou ao nº1 do top norte-americano a cantar em alemão! Aliás, penso que só houve, até hoje, três ou quatro artistas a cantar em língua não-inglesa a conseguir tal proeza. Foi o Falco, com o seu “Rock me Amadeus”. Mas não era alemão, era austríaco.

          Obrigada pelo elogio às fotos e também um excelente 2022 para si

  2. Creio ser uma família enorme. Na minha (vasta) colecção familiar tenho um Johann Friedrich Alexander Fürchtegot, Graf von Zeppelin (ou von Zeppelin-Aschhausen) casado com Helene, Freiin Böcklin von Böcklinsau, esta última com antepassados comuns.
    Foi prefeito da Lorena (Lorraine, Löthringen) entre 1901 e 1912 mas nunca tive a curiosidade de procurar a sua ligação ao vulgarmente considerado inventor dos dirigíveis.

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