DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Vidal: «Mais um livro que nasce aqui mesmo, na blogosfera. Long life to Walter-Ego e parabéns à Rita!»

 

João Campos: «Na Única desta semana, sobre a entrevista a George Clooney: O ator[sic] chega com novo filme – “Nos Idos de Março” -, mas com a mesma vontade de mudar o mundo. Numa conversa anormalmente densa para uma estrela de Hollywood, Clooney fala de política, corrupção e dos seus ideais. Como é bom de ver, a única coisa anormal aqui é a imbecilidade do jornalista, com um texto que não é digno de figurar num jornal que se afirma “de referência”. A entrevista, essa, é assim-assim: tem momentos interessantes, mas demasiadas perguntas que já contêm, em si, uma resposta.»

 

João Carvalho: «No bloco noticioso das 9 horas da RTP1 acabo de ver pela enésima vez a Rita Marrafa de Carvalho, que está há uma temporada no Brasil com uma equipa da televisão pública, talvez à procura de Duarte Lima. Ainda ontem voltei a ver a Márcia Rodrigues no Telejornal, que está há dias na Grécia com uma equipa de reportagem, julgo que a transmitir por palavras próprias a crise grega e as várias caras de Papandreou que são transmitidas e noticiadas por todo o mundo para todo o mundo. Quem é que disse que a RTP custa muito dinheiro ao País? Não parece.»

 

Rui Rocha: «Vítor Pereira não será, sequer, o principal culpado. Não lhe cabe qualquer responsabilidade na ausência de soluções para substituir Falcão. O descontentamento e a desmotivação de jogadores que pretendiam sair e acabaram por ficar não foi ele que o provocou. E também não foi ele que se deixou surpreender sem plano B adequado para substituir André Villas-Boas. Mas, também é verdade que a falta de chama e de entusiasmo do futebol do Porto são a sua cara.»

 

Teresa Ribeiro: «A Ordem dos Médicos ameaça boicotar os genéricos. A patroa da saúde em Portugal, que até hoje nenhum governo conseguiu dobrar, diz que está nesta guerra em defesa dos interesses dos doentes. Muito preocupados com a nossa saúde, os senhores da OM recusam a prescrição  dos medicamentos que dizem ser menos fiáveis. A indústria farmacêutica, que amiúde lhes proporciona salutares convívios em locais exóticos, também concorda que, para nosso bem, o melhor é continuarmos a consumir os medicamentos de marca.»

 

Eu: «É enternecedor verificar a extrema tolerância de uma certa esquerda perante quem suga fraudulentamente o dinheiro que resulta da contribuição de todos. Esses sim, são os inimigos do ‘estado social’ — porque o sabotam por dentro, aproveitando-se dele para o sangrar. Os notórios abusos de uns impedem quem verdadeiramente precisa de ter acesso à protecção estatal.»

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