Aos habituais produtos de free-shop do serviço de vendas a bordo, a TAP, nos voos de médio curso, adicionou recentemente as refeições rápidas. Sim, as mesmas que noutros tempos servia a todos os passageiros.
Há uns anos para cá, essa prática tornou-se banal embora até agora apenas nas companhias chamadas de low-cost. Mas a TAP, agora pedronunista, não quer ficar atrás.
O detalhe de um bilhete da nossa companhia de bandeira custar facilmente dez vezes mais do que numa dessas companhias de baixo custo, e refiro-me naturalmente a destinos idênticos, é exactamente isso, um detalhe. No ponto de vista do cliente a venda de comida a bordo era aceitável face ao baixo custo do bilhete, mas na visão de quem acha que a TAP tem futuro, o caminho passa sempre por juntar o pior dos mundos.
No futuro, quando estas décadas iniciais do século XXI forem estudadas, não duvido que a insistência do governo em se endividar para manter algo inviável, obsoleto e anacrónico, como a TAP é actualmente, não será apenas interpretada como uma deriva ideológica, mas terá de ser comparado à insistência do regime anterior em defender algo igualmente obsoleto, como era o império.
Darwin mostrou-nos que na natureza a incapacidade em se adaptar leva inevitavelmente à extinção. A forma como nos comportamos, enquanto país, perante a realidade, não será mais que um reaccionarismo alienado e insuflado de uma grandeza que ouvimos dizer que um dia terá existido, mas que agora só encontramos na dimensão da dívida já contraída e que deixaremos de herança.
Os actores, como sempre, serão julgados pela história. Não duvido que os em causa, deixarão os vindouros incrédulos pela inacção face às tragédias que, estando mais do que anunciadas, um dia conseguirão mostrar-se genuinamente surpreendidos. Nisso eles são bons.
![]()
O menu que anuncia esta nova fonte de receita da nossa companhia aérea, parece querer garantir que os produtos são bons, mas quando ali leio “Sabor do Mercado” interpreto que alguém está a gozar com quem defende uma gestão adequada e capaz de se adaptar às mudanças, que é como quem diz, capaz de se adequar aos sabores do mercado.

As pessoas têm de ser coerentes, se querem ir a armar ao fino numa viagem de avião não podem querer uma sandes de courato e pagar um euro. A comida tem de ser Gourmet, o conforto tem de ser excelente e a segurança irrepreensível.
Graças às normas europeias da aviação, a segurança é irrepreensível. O resto é simplesmente pedronunista.
Eu sei que você não gosta do pedronunista, mas isso não o pode impedir de separar o trigo do joio.
Nas companhias de aviação há quem cumpra as normas rigorosamente e quem cumpra os mínimos. As low cost são um exemplo.
A segurança nos aviões foi implementada depois do 11 de Setembro pela FAA e depois seguida pelas normas europeias, mas é só em termos de segurança física, reforço da cabine, blindagem das portas, por aí.
A segurança a que eu me refiro é em termos de manutenção em que cada operador decide a sua intervenção em termos de ciclos de voo. E nisso por muito que você não goste do pedronunista, a TAP é um exemplo.
Isso é um mito, que também se pode designar como pedronunista.
https://observador.pt/2015/03/25/se rao-as-companhias-low-cost-menos-seguras/
Cada um é livre de acreditar no que quiser, o que eu lhe digo é que a TAP cumpre escrupulosamente as manutenções programadas e é das companhias com mais técnicos de manutenção com formação técnica periódica e com certificação homologada.
As companhias low cost não têm manutenção têm inspecção que é feita nos hangares da TAP.
O mesmo funciona ao contrário. A TAP não tem a manutenção que é feita nas hangares onde as companhias de low cost o fazem. Para algumas isso até poderá ser, quem sabe, nas OGMA.
Mas será que quando um bilhete de avião custa 10 vezes mais, isso se explica pelo cuidado adicional – se o mesmo existir – na manutenção?
Você não pode querer sol na eira e chuva no nabal.
Você sabe que os preços não são fixos, variam conforme as datas de voo, como nos hotéis. Tem voos mais baratos no mesmo avião, e se tiver sorte tem voos mais baratos que nas low cost.
Mas como você não gosta do pedronunista é difícil de contentar.
As low cost não têm manutenção própria é sempre de terceiros.
“Você sabe que os preços não são fixos, variam conforme as datas de voo, como nos hotéis. Tem voos mais baratos no mesmo avião, e se tiver sorte tem voos mais baratos que nas low cost.”
Você sabe tanto que não acredito que não saiba que está – propositadamente ou não – a misturar várias coisas.
Os preços variam segundo as datas de vôo e também a data em que compra o bilhete: o “e” é essencial.
E no resto não acredito que não saiba que há tantos “ses” implícitos na sua 2ª frase que só por um acaso dos diabos aquilo lhe acontece a si que não está sentado no aeroporto à espera dos “ses” todos.
Eu explico mais devagar a segunda frase.
Os preços variam no mesmo avião. A cabine está dividida em três áreas com preços diferentes. E quando digo se tiver sorte é porque a TAP de quando em vez, faz promoções de voos em que você só paga as taxas de embarque.
Não interessa aqui dizer quanto voos já fiz na TAP e na concorrência, mas desses em que se paga apenas as taxas de embarque nunca apanhei em nenhuma delas. Embora esse tipo de tarifa, até possa ajudar a explicar os 4000 milhões que os portugueses, mesmo os que nunca andaram de avião, terão de lá colocar.
Bem, você para dizer mal…vai lá vai.
Parece que eu disse que eram preços promocionais, não disse que eram para todos e parece que também disse que era preciso um bocadinho de sorte, mas como você só vê o mal e o pedronunismo está-lhe atravessado, pronto, dá nisto.
Claro que é um exemplo. Caso contrário não estaria autorizada a voar na Europa.
Já nos “extras”, a coisa que separa a Carris Aérea do Autopullman que carrega o Ronaldo, a TAP não é o que foi, nem vale o que se paga.
E o que se paga ultrapassa largamente o preço dos bilhetes.
O que sei e que me contam é que, das ditas bandeiras, a TAP é constantemente a mais cara.
Pessoalmente já comparei com KLM e Lufthansa, e a portuguesa tinha preços mais (bem mais) altos.
Se você for ao site da TAP há-de ver que para o mesmo destino tem vários preços. Dependem do dia em que se viaja e da categoria do voo. Alguns até são mais baratos que nas low cost. E sempre vai mais seguro.
Poder encomendar a refeição na TAP pode ser um avanço. Antes do início da pandemia viajei bastante de avião, mais de uma viagem por mês. Escolho os voos profissionais em função dos horários, pelo que me calhou várias vezes a TAP.
Num total de 3 vezes não foi servida qualquer refeição (quando supostamente estariam incluídas no preço do bilhete), ficando os clientes com o estômago a roncar, caso não tivessem comido antes. Isto não havendo qualquer possibilidade de comprar comida a bordo.
A TAP anda coxa há demasiado tempo. Pelo menos agora parece reconhecer a sua falta de preparação para servir refeições…
Absolutamente verdade. Quando diz coxa está a ser muito meiguinha, só falta levar marmita.
Esse é outro ponto interessante. A TAP mantém slots que não utiliza e assim condiciona a oferta da concorrência. É uma manobra permitida pelas autoridades que gera limitações adicionais aos concorrentes e uma renda adicional à TAP. Como sempre que isso acontece, quem perde são os clientes.
A CGD é igual…
A CGD não é tão pedronunista, isto é, excluindo os créditos criminosos que nos fizeram a todos entrar nas suas contas, consegue sobreviver.
“O detalhe de um bilhete da nossa companhia de bandeira custar facilmente dez vezes mais do que numa dessas companhias de baixo custo, “
Um bocadinho exagerado, se reservar com antecedência suficiente a diferença de preço entre as Low Cost e as companhias de bandeira é mínima. Por vezes se se juntar as taxas escondidas que as Low Cost incluem – vi um voo de uma delas em que até a bagagem de mão era paga à parte- as companhias de bandeira são mais baratas.
A perda regular de quota de mercado da TAP para toda a concorrência explica-se pela ignorância e irresponsabilidade (para com a própria segurança, entenda-se) dos clientes.
O que se passa com o eleitorado do PCP é um fenómeno idêntico.
Não estará a fazer uma comparação um bocadinho estapafúrdia?
O que é que tem a ver a TAP com o eleitorado do PCP?
Claro que não é estapafúrdia. Compare a trajectória e concluirá que ambos caminham para o declínio.
E também ambos causam imensos prejuízos ao país.
Reservar com antecedência?
Porreiro pá, para quem está reformado ou vive de rendimentos e só vai passear.