DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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João Carvalho: «Sempre de dedo em riste com a marca habitual do mau gosto, o chefe do executivo madeirense (visto aqui por Miguel Madeira/Público) prossegue a sua campanha eleitoral com a agenda recheada de inaugurações de obras públicas, como faz há mais de 30 anos. Claro que, desta vez, algumas das festanças popularuchas que foram marcadas devem andar a provocar-lhe urticária. Mas a dúvida é outra: quem andará a pagar a agitada campanha?»

 

José António Abreu: «Adquiri um montão de coisas no Continente e na Worten, recorrendo a créditos que fui pagando com novos créditos. Durante uns tempos correu tudo bem mas agora ninguém – bancos, empresas de crédito rápido, familiares, amigos – aceita emprestar-me mais dinheiro. Cheguei a preocupar-me mas já descobri a solução: enviei uma mensagem de correio electrónico para a Sonae propondo que solicitemos crédito em conjunto. Ainda não responderam mas não podem recusar – afinal, quem é que lucrou com as minhas compras?»

 

Laura Ramos: «Depois de dada como tecnicamente falida e com um decreto de encerramento iminente, em 2009, a Fábrica Bordalo Pinheiro está, finalmente, em franca recuperação. Um facto para ser lido à luz da recessão actual, o que significa que nós, portugueses, não podemos descansar. Nenhuma unidade de produção é descartável.»

 

Pedro Fonseca: «A minha experiência de viagem pelo país por terras desconhecidas permite-me esta afirmação: Na generalidade (honrosas excepções existem), as mulheres não sabem ler um mapa. Foram inúmeras as vezes em que tive que desistir da resposta a um pedido de ajuda de orientação numa localidade. A reacção mais comum é a de esbugalharem os olhos a olhar para o mapa, seguida de começarem a apontar áreas que reconhecem. Mas responder à questão: “Onde está o sítio X e como chego lá, a partir daqui?”, esqueçam.»

 

Rui Rocha: «Casamento da culpa – constitui um sinal de retrocesso civilizacional que continue obrigada a morrer solteira em pleno século XXI.»

 

Eu: «O novo buraco das contas públicas da Madeira teve pelo menos um mérito: ajuda a enterrar de vez as discussões que subsistiam sobre os supostos méritos da criação de regiões administrativas em Portugal.»

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