A Lisboa de Medina (16)


Pedro Correia,

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Lisboa, Gare do Oriente

(uma das portas de entrada da cidade transformada num imundo urinol público)

38 comentários em “A Lisboa de Medina (16)”

  1. Aqui a culpa principal é do Calatrava. É um objecto arquitectónico completamente desligado da sua função e serve apenas para embelezar (?) o portfolio do arquitecto: enche o olho visto de longe, mas de perto não só criou um buraco escuro em baixo onde páram os autocarros como a estação em cima é um pé de vento no inverno e um autêntico tarrafal durante Verão. Esta concepção da arquitectura como peças autónomas que se espetam onde calha, sem a preocupação de se traduzirem em maior conforto e maior qualidade de vida, não me convence.

    1. a culpa principal é do Calatrava

      Claro. O arquiteto deveria ter planeado a estação com paredes inclinadas a um ângulo tal que, sempre que alguém lhes mijasse em cima, o mijo ricocheteasse e lhe molhasse as calças.

      1. Já existem paredes assim, mas o ricochete é feito pela própria tinta que tem uma propriedade qualquer. Por exemplo, no túnel de Xabregas junto à Casa Pia.

      2. Claro.

        Muito claro. Se não tivesse criado aquele buraco escuro com pontos mortos sem utilidade o pessoal não ia para ali mijar e sabe-se lá mais o quê

  2. Bom dia Pedro Correia
    Este é um dos piores exemplos dos vários que conheço em Lisboa e em outras cidades e vilas, e refiro-me exactamente à imundície que se propicia com aquele monumento que, como bem referido no comentário de V, é das coisas piores quanto à comodidade dos cidadãos e utentes.
    Tenham uma boa semana. Saúde.
    António Cabral

    1. Felizmente estes postais não têm cheiro incorporado, caro António Cabral. Valha-nos a tecnologia ainda não estar tão “evoluída”.
      Um abraço, agradecendo e retribuindo os seus amáveis votos de boa saúde.

  3. Realmente, aquele mictório branco ali no meio só deve ser acessível a homens com mais de 1.80mt. Vê-se mesmo que foi feito para turistas.

  4. E porque Lisboa não é só Portugal, na última semana aqui a zona foi invadida por funcionários camarários munidos de roçadoras que desfazem as ervas e plantinhas que crescem nos passeios e escadas. Não os (ou)via há uns largos meses.

      1. Isso, Pedro Correia. E os eleitores deviam votar, todos os anos, de forma a dar a vitória à oposição. A primeira coisa que esta nova administração deveria fazer era realizar uma auditoria às contas da anterior presidência.
        E publicá-las. Tudo fiaria mais fino. O problema, depois, seria o auditar as auditoras….

        Outra solução para este curiosa confusão entre autárquicas e legislativas seria um quadradinho, no boletin de voto, com a designação “Nenhum dos acima mencionados”. Se calhar seria voto expresso mais comum do que se possa pensar.
        Claro que passaríamos largos meses a votar, em sucessivas votações, sem identificado vencedor. Até aparecer no boletim o D. Sebastião?.

  5. Se isto é um urinol público, é culpa de quem lá mija, porque há na Gare do Oriente diversas casas de banho que podem ser utilizadas gratuitamente.
    Não se deve assacar a Medina a culpa de os cidadãos de Lisboa (e arredores) serem porcos.

  6. A limpeza dos espaços públicos no quotidiano é da competência das juntas por lei.

    A ideia que um presidente de câmara tem responsabilidade por tudo o que se passa não faz grande sentido.

    Não é à toa que há uma tripla eleição nas autárquicas.

    1. Lá vem a cartilha habitual. Tudo quanto está mal na cidade, nunca é da responsabilidade do alcaide.
      Parecem os putos queixinhas da escola primária: a culpa é sempre dos outros meninos.

      1. A sua resposta nem faz sentido… nem sequer vou votar em Medina.

        Agora a limpeza diária é das juntas. Facto. Responsabilize o executivo do Parque das Nações.

  7. Pelo que oiço da campanha autárquica a solução para a Higiene Urbana é o acesso à habitação para o munícipe poder fazer xixi em casa.

  8. O único problema que vejo nessa fotografia é o desperdício de espaço numa inútil calçada que suportaria perfeitamente uma ampla ciclovia de dois sentidos.

  9. Ó senhor candidato a presidente da câmara, como é que resolvia o problema das pessoas mijarem fora dos urinóis públicos na Gare do Oriente?
    Arranjava uns mirones, apontadores, desempregados a receber o rsi, voluntários do meu partido, sei lá tantas coisas e tal para informar as pessoas de ser mijonas de rua.
    Muito obrigado senhor candidato a presidente da câmara, se ganhar temos o problema resolvido. Uf! ‘té qu’enfim já estava mesmo à rasquinha com tanta conversa.
    Prontus, mais uma medinice resolvida.

  10. Acredito em Medina e na sua visão para a cidade de Lisboa.
    Força, rumo à maioria. O povo é soberano e sapiente com o seu voto.

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