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Casa onde esteve a Rainha D. Amélia em 5 de Outubro de 1910
A menos de 50 quilómetros de Lisboa, numa distância facilmente percorrida pela A8 e pela A21, a Ericeira é uma excelente alternativa à generalidade das praias algarvias por esta altura. Tem mais espaço, menos gente, muito menos confusão e proporciona férias mais em conta. Com uma gastronomia baseada no que o mar oferece – peixe e marisco para qualquer paladar. E uma deslumbrante orla de praias, entre a linha costeira de Torres Vedras (a norte) e de Sintra (a sul).
Possui personalidade muito própria. Não se confunde com Mafra, sede do concelho, nem pretende rivalizar com ela, sabendo-se com atributos únicos. Faz questão em manter-se vila contrariando a moda, numa época em que quase todas as vilas ambicionam ser cidades. Cultiva ritos e tradições. Orgulha-se de ter sido a última povoação que abrigou a família real antes de rumar ao exílio, a 5 de Outubro de 1910.
Mantém o seu ritmo muito próprio e uma original relação com o clima. Sabe que ali o vento costuma soprar de norte e adapta-se à circunstância. Não estranha que surjam neblinas matinais, com a certeza de que o sol abrirá após o meio-dia e haverá belas tardes de praia em perspectiva.
Enquanto esperamos, petiscamos. Algo com sabor a mar. E desejamos que estes dias durem para sempre.
Fotos minhas

Bom dia Pedro Correia
Belo local, que visitei amiúde, agora menos. Tenho ficado por Torres Vedras, em família. O animal feroz por lá anda igualmente. Bom Domingo. Saúde.
António Cabral
Boa saúde, caro António Cabral. Animais, só vi no prato. Nada ferozes, por sinal.
Antigamente havia muita avozinha que dizia arrota pelintra, que vais a Sintra
Sintra é uma vila hospitaleira que podia servir de santuário para o acolhimento de mulheres afegãs que assim teriam oportunidade de inspiração única para movimentos de libertação.
Maria Rita
Caro amigo, tu bem vais mudando de nome, mas o estilo é sempre o mesmo 🙂
Com tanta coisa para comentar sobre a Ericeira, vem chatear, agora, sobre o disparate de aparecer um ouriço do mar no brasão e não um ouriço de terra (ouriço caixeiro) como o que existe num antigo brasão da Vila, inclusive não se relacionar, simplesmente, com os topónimos de zonas costeiras que terão a ver com o caracter pedregoso da costa, ex.: Pedrogão, Peniche, Cascais, Leixões.
Bem pior é o da Costa de Caparica.
Sublimidade.
Nem é preciso ter alma.
Confesso-me admirador incondicional desta vila. Por muitos motivos. Começando por não querer ser cidade.
A vila dos ouriços. Boa escolha para um fim de semana.
Ainda cheguei a conhecer a Ericeira com o trânsito a passar no centro da vila. Boas recordações mesmo.
Estive muitos anos sem frequentar a Ericeira. Fiz mal. Porque merece uma visita demorada. Agora mais ainda.
Passei lá muito tempo e é uma das minhas terras — as marés vivas ali são fenomenais
Estive muitos anos sem voltar à Ericeira, onde morreu afogado um meu amigo e colega de faculdade, por sinal excelente nadador. Decidi regressar enfim – e fiz bem.
Ah, compreendo bem. Mas o tempo vai arrumando as coisas, talvez. Nunca sei.. Um abraço, Pedro.
É isso, sim. Abraço.
a última povoação que abrigou a família real antes de rumar ao exílio, a 5 de Outubro de 1910
Ainda ontem estive no Palácio de Mafra. Está lá asinalado o quarto em que D. Manuel II passou a última noite em Portugal. Não foi na Ericeira, foi em Mafra.
haverá belas tardes de praia em perspectiva
Se houver. As mais das vezes haverá uma nortada que não nos deixará estar na praia. Ontem à tarde, até em Mafra se sentia.
Sobre o topónimo Ericeira por ser lugar de muitos ouriços (ericiu) do mar e talvez de terra, também aparece outras explicações. Isto de topónimos é o que se queira, quer os via erudita, os mais credíveis, quer os via popular ou lendária.(aquele de Odivelas ser por um ‘ou ides vê-las’ ter perguntado a Rainha ao D. Dinis é o máximo)
E o de Ericeira não foge à dúvida de poder ser um talassotopónimo que inclui os topónimos à beira mar em zonas pedregosas e ainda um fitotopónimo por ericeira ser uma planta (miosótis-das-arribas) endémica de Portugal que se encontra apenas na faixa costeira entre Cascais e Ericeira, ou então como diria o Prof. Hermano Saraiva ‘não sei e ninguém sabe’.
Ericeira, o melhor que se mantém.
Conjugação quase perfeita