A Valsinha. O crescendo é um arrepio só. E termina docemente, docemente.
Um dia, ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto, convidou-a pra rodar E então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar E cheios de ternura e graça, foram para a praça e começaram a se abraçar E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade que toda cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouvia mais Que o mundo compreendeu E o dia amanheceu Em paz
Sem dúvida é umas minhas favoritas de Chico. Sou fã incondicional de muitas músicas dele e também do poeta debochado chamado Vinicius. Aqui tem a correspondência trocada pelos dois durante a elaboração da música: http://musicapoesiabrasileira.blogspot.com/2007/04/leia-correspondncia-entre-chico-e.html Eu gosto muito de parcerias e costumo trocar e-mails com um colega roteirista.Já escrevemos diversos curtas e até um média desta forma.
Talvez não por coincidência (e gostanto muito de muito Chico Buarque), calha ser esta a única musica dele que trago no meu i-pod. Tenho que arranjar outras, claro, mas esta foi e será a primeira.
Belíssima canção, Pedro, não me canso de a ouvir. Olha que dois – casamento perfeito – Chico e Vinicius – música e letra
Chico e Vinicius não compuseram muitas canções em parceria – mas as que fizeram são excelentes. Esta acima de todas.
A Valsinha. O crescendo é um arrepio só. E termina docemente, docemente.
Um dia, ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto, convidou-a pra rodar
E então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça, foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz
O Chico, balhamedeus!
O Chico, balhamedeus!
Tudo dito, Maria do Sol.
O Chico, balhanosdeus!
Giro e talentoso 🙂
O Chico ultrapassa a escala. Balhanosdeus, caríssimas.
:))
Indiscutivelmente linda esta valsinha.
Ainda hoje sinto um arrepio sempre que ouço isto. Vá-se lá saber porquê.
Excelente, Pedro.
Esta tinha que figurar nas Canções do Século, entre as primeiras.
Sem dúvida é umas minhas favoritas de Chico. Sou fã incondicional de muitas músicas dele e também do poeta debochado chamado Vinicius. om/2007/04/leia-correspondncia-entre-chi co-e.html
Aqui tem a correspondência trocada pelos dois durante a elaboração da música: http://musicapoesiabrasileira.blogspot.c
Eu gosto muito de parcerias e costumo trocar e-mails com um colega roteirista.Já escrevemos diversos curtas e até um média desta forma.
também sou fã de parcerias.
Sem dúvida uma das canções do século. É liiiiinda!
Linda, sempre. Deste século e do outro.
Talvez não por coincidência (e gostanto muito de muito Chico Buarque), calha ser esta a única musica dele que trago no meu i-pod.
Tenho que arranjar outras, claro, mas esta foi e será a primeira.
Esta é daquelas que apetece sempre ouvir. Há outras, que também passarão por cá.