A Lisboa de Medina (6)


Pedro Correia,

thumbnail_20210817_191509[2].jpg

thumbnail_20210817_191413[2].jpg

Lisboa, Avenida Almirante Reis 

47 comentários em “A Lisboa de Medina (6)”

    1. “Para se sentirem em “casa”” Com esta exagera de mais para conseguir os seus objectivos. Propaganda pouco inteligente e dirigida só aos que já estão convencidos.

  1. É um progresso que alguns sem-abrigo já tenham uma tenda e um local onde a deixar instalada de borla. Já não são propriamente sem-abrigo.
    Em tempos anteriores ao de Medina, os sem-abrigo nem de uma tenda dispunham.

    1. Aquela zona de Lisboa levou com o “descongestionamento” do Casal Ventoso, muitos daqueles saíram de lá. Agora os tempos são outros, já lá vão os tempos do Santana dos abrigos de cartão. Isto é o problema das grandes cidades, arranja-se medinices destas em NY, Londres, Paris, Cascais e onde se queira.
      O Moedas não mete nisto para não ser acusado de ter interesses imobiliários.

  2. Conheço muito bem a zona da segunda fotografia (entrada norte do Metropolitano dos Anjos) porque, desde há vinte anos, trabalho lá regulamente. Antes, havia ali uma minúscula agência bancária (não me recordo de qual banco). Quando a fecharam, tornou-se um habitual dormitório dos sem-abrigo. É uma situação já muito antiga: vem, seguramente, do tempo de Costa; talvez do tempo de Santana; quiçá mesmo desde o tempo de João Soares. E assim permanece.

    A área dos Anjos é um bom exemplo da gestão “empurrar com a barriga” que é usual em Costa: empurrar com a barriga para o futuro, no governo do país, as deficiências estruturais; empurrar com a barriga para outro lado, no governo de Lisboa, os problemas locais. Quando, há anos, os jornais deram páginas a Costa e Medina para estes propagandearem a “requalificação” do Intendente e a eliminação da prostituição que lá existia, os jornais fizeram olhos vesgos ao facto de parte dessa prostituição ter-se, simplesmente, transferido para os Anjos.

      1. Tudo se requalifica, mas demora tempo. O Intendente está muito melhor do que o que estava. 500 metros mais adiante ainda não está, mas há de vir a estar. Roma e Pavia não se fizeram num dia.

        A Avenida Duque de Loulé está atualmente espetacular, com imensos prédios muito bem requalificados. Há vinte anos era uma desgraça. Mas ainda lá por perto há muitos outros prédios por requalificar. Alguns deles já estão a ser requalificados.

        É preciso ter paciência, não se faz tudo de uma vez.

        1. Nada do que se passa com os prédios na Duque de Loulé —que conheço centímetro a centímetro— é mérito da CML ou de qualquer input da política. O que seria mérito da CML —criar condições para revitalizar o comércio naquela avenida, ou em outras — não acontece. Continua tão manhoso como era há 20 anos. Pior, está lá há 20 anos. E quando acontece é sempre uma VERGONHA, como a baixa pombalina entregue boutiques de futebol e lojas de sandes imundas de paquistaneses.

          Gostava de saber por que razão as pessoas são incapazes de ver as coisas como elas são.

          1. Nada do que se passa com os prédios na Duque de Loulé é mérito da CML

            Sem dúvida que não. Eu só queria, no meu comentário, salientar que as coisas se fazem gradualmente. Uns prédios dessa avenida (e seus arredores) já estão requalificados, outros ainda não estão. Tudo leva o seu tempo, era isso que eu queria dizer.

    1. Acho que não se diz transferido, é deslocalizado.

      O mais certo é o Costa, o Medina ou o balio dizerem que nas outras grandes capitais europeias também há sem-abrigo. E prostituição.

    2. Bem, mas a requalificação do Intendente existiu mesmo, não existiu? O Intendente está muito bonito e até já tem prédios em alojamento local, tal é a beleza da zona.

      Portanto, houve progresso: onde antes havia uma praça podre, agora há uma praça bonita.

      Prostituição tem que haver sempre algures e, enquanto ela não fôr devidamente legalizada, com o proxenetismo e os bordéis permitidos, é claro que ela se fará sempre algures na rua. Não é culpa da Câmara Municipal de Lisboa que a Assembleia da República não faça o que deveria, legalizando o proxentismo.

    3. Que queria que a Câmara Municipal de Lisboa tivesse feito para eliminar a prostituição? Matar as prostitutas todas? Proibi-las de estarem na rua? Não pode!

      A Câmara não pode eliminar a prostituição. Pode somente, como fez, convidá-la a transferir-se de uma zona para outra.

      1. O Estado devia proibir a prostituição de rua sem controlo sanitário e cobrar um imposto de valor acrescentado ao cliente que procura este tipo de serviços públicos. O problema não são as prostitutas!!! Os homens devassos é que são o problema!!!

        Maria Rita

        1. Que ridícula, principalmente quando não se coíbe de qualificar (e depravar) as necessidades e comportamentos do homem. Todos nós temos necessidades biológicas que afectam e direccionam a nossa conduta. Nem todos possuímos atribuições, qualidades, paciência, vontade e disposição para nos interrelaccionarmos de forma livre, desapegada e espontânea e nem todos lidamos bem com rejeições, frustrações e/ou carências. Nem todos conseguem ultrapassar as suas limitações e nem toda a pessoa é capaz de se exibir e de se expor, naturalmente, para qualquer outra, principalmente quando n se encontra resguardada por um qualquer acordo ou outro tipo de protecção. A prostituição tem sentido (e obrigação) de existir para atender a todos os que encontram nesse propósito (sexo pago e consentido) forma de suprimir as suas necessidades. Não é nem um sinal de desonra nem de virtude. É uma utilidade que deve estar ao alcance de qualquer pessoa livre e desprendida de considerações e limitações castradoras e fúteis.
          Devassa é uma pessoa se imiscuir em vida alheia e achar-se no direito de impedir, julgar e sancionar acordos particulares e individuais que em nada afectam a vida pública.
          N vou entrar pelas questões de saúde pública e de protecção dessas profissionais (e também dos clientes) uma vez que (pra além de n importar pra discussão) se resolve (parcialmente, óbvio, afinal n existe nada que pode ser assegurado totalmente) com liberdade e regulação (da actividade). São esses mesmos preconceitos e discriminações que instigam esses comportamentos mais descuidados.
          Que vergonha pelo excesso de pudor e arrogância de certas gentes.
          Esperemos que nunca tenha necessidade de recorrer alguém ‘pouco recomendável’ (segundo a Maria) pra se satisfazer.

          Diogo S.

          1. Até dá dó ver aqui um lamúrias como o Sr. Diogo a esgalhar ao pessegueiro sem vergonha nenhuma.
            Tenha juízo!!!
            Respeite as Mulheres!!

            Maria Rita

          2. O Diogo tem razão. Se pagar IVA já é ok? Lá ia o lucro. Era mesmo ser f* duas vezes. Tenha juízo.

            Até tenho algumas dúvidas que uma mulher diga “esgalhar ao pessegueiro”, portanto aposto que é um travesti a falar aqui.

          3. Para: Diogo, V , José Ramos

            É execrável esse machismo emergente e totalmente insultuoso de questionar o meu gênero e dizer que sou um travesti ou até lésbica, só porque sou uma mulher de pensamento livre que assusta o espírito mais tacanho e velhaco talibã. Se tenho expressões de homem é porque fui ensinada por cinco irmãos a defender-me de todo o tipo de assédios e não preciso de andar em matilha para ter coragem de atacar mulheres ou homens. Os Homens que Odeiam as Mulheres de Stieg Larsson retrata bem os homens das cavernas que andam por aí a solta.

            Passar bem senhor/a V e amiguinhos

            Maria Rita

          4. Talvez a razão de ter “sido ensinada a defender-se pelos seus cinco irmãos por qualquer tentativa de assédio”, condicionaram e distorceram o seu dito “pensamento livre” e enviesaram a sua capacidade de raciocínio, de relativizar os diferentes casos, de compreender o mundo de forma imparcial e destituída de preconceitos e de elaborar um pensamento critico e livre, sempre reticente e atenta a qualquer “desvio da norma” (segundo o seu entendimento, claro), que confirmasse e validasse as suas crenças (delirantes, parece-me).
            Continua com o enxorrilho de disparates, projectando nos outros traços próprios evidentes (“homem das cavernas”, “talibãs” e blabla). Uma sem noção, a roçar a hipocrisia e insanidade. Nem merece mais comentários da minha parte, está mais que apresentada.
            Com um espírito tão determinado, rebelde e autoconsciente, bem que podia criar uma seita que procurasse lutar contra “os homens que odeiam mulheres”, “os homens das cavernas” “e os talibãs” que por aí pululam e denunciar e castigar “todo e qualquer tipo de assédio”, inspirando-se nas escrituras de Stieg Spielberg e nos ensinamentos dos seus irmãos (,claro!), que obviamente, dão um real panorama da nossa realidade. Se por outro lado, preferir fazer uma luta solitária e individual, visto que não é de “andar em matilha” (presumo então que vadia, também se coça toda em público e urina nos postes?) o mesmo é válido e toda a luta pertinente e necessária (para acalmar o seu espírito e dar legitimidade aos seus medos e preocupações).
            Mas não se esqueça de “respeitar as mulheres” e de cultuar o corpo sagrado feminino, qual templo que não se permite à descoberta e apreciação pelos “homens devassos”, isentado aqui de qualquer forma (e de forma categorica) as prestadoras de serviço, claro.
            Deve ser mais uma destas novas femininistas que lutam pela “emancipação e libertação sexual da mulher” e sua “desobjectificação” que não se aplica (ou se enquadra) quando as mesmas se despem, voluntariamente e a maioria das vezes sem contrapartidas reais, para o insta. Nesse caso tratam-se de mulheres despertas e decididas, afinal “meu corpo minhas regras?”, ou só quando lhes dá jeito?
            Passe bem. LOL

          5. Eu as mulheres respeito muitíssimo incluindo as prostitutas que, ao longo da história, acabaram por ser quase sempre as mulheres mais livres nas respectivas sociadades. Mas pelas mulheres idiotas, como pelos idiotas em geral, o meu respeito é ZERO.
            José Ramos

  3. O Pedro Correia aceita fazer um murinho das lamentações, agora que se aproximam as eleições? Mandavam-se para aí umas fotos, desde obras emblemáticas a requalificações, e eram publicadas periodicamente com uma tag do tipo “pelos caminhos de portugal”.

    1. Já vi que está incomodado. Trabalha no gabinete de propaganda do presidente da Câmara ou é daqueles que só frequentam a Lisboa “turistica” – a cidade dos postalinhos, das “lojas históricas” e das ciclovias?

      1. Viu mal. Se não percebeu, era perguntar primeiro e disparar depois.
        Não trabalho no gabinete, nem há muito resido em Lisboa. Apenas propus usar o espaço para que outros partilhassem as suas “cidades de”. Ficou ofendido com a proposta, que me mande criar o próprio blog, agora essas respostas são assim um bocado para o infantil, não?

        1. Viu mal você. Escrevendo aqui há 12 anos, todos os dias, não fico ofendido com coisa nenhuma.
          Como já referi antes, vivendo eu em Lisboa só posso escrever sobre a cidade onde vivo. Quanto a outras cidades (ou vilas ou aldeias) só posso hoje pronunciar-me como visitante, nunca como residente.

          Mas os leitores que assim entendam poderão sempre dizer de sua justiça a respeito das terras onde vivem. Tenciono aliás abrir aqui um espaço específico para isso.

          1. “Tenciono aliás abrir aqui um espaço específico para isso”

            É exactamente sobre isso que escrevi. A resposta é que estou incomodado e trabalho no gabinete de propaganda. Exacto, vi mal.

          2. Já estou e ver e a ouvir o Medina em campanha eleitoral:
            -Seguindo o conselho de Pedro Correia, e quero lá saber das grandes cidades mundiais, em Lisboa vou acabar com os sem abrigo a dormir em tendas na rua e a incomodar as criancinhas que por lá passam. Espero que o Moedas não me chame demagogo ou populista.

          3. O que ouvirás o Medina dizer é:
            -No meu próximo mandato, prometo obrigar os senhorios de tendas a instalar água e luz em cada barraca e fazer a respectiva ligação ao saneamento municipal. Temos de ser uma cidade mundial exemplar! E a Câmara oferecerá gentilmente os aparelhos de ar condicionado, comprados à empresa do genro da ex.ma senhora vereadora.
            Espero que o Moedas bata palmas.

  4. Há realmente um problema de pessoas a dormir na rua nessa zona. Alguns sem tendas, sem abrigos de cartão, de outras nacionalidades não falam nem percebem portugues.
    As entidades competentes ignoram e nada fazem, mas com pessoas do Afeganistao vai correr melhor.

    1. E os mendigos estão com azar porque as casas à borla que vão construir com a bazuca são para os pretos e para os ciganos. Nunca nada há-de chegar para alimentar esses.

  5. Serão estes os tais alojamentos a preços acessíveis de que o Medina andou a ufanar-se na imprensa estrangeira?

  6. Uma curiosidade dos tempos que se vivem: em Lisboa, a maior parte dos sem abrigo é mais bem acompanhada e protegida que muitas centenas de idosos fechados em solidão nos seus decrépitos apartamentos. É refeição quente à noite, é voluntários disponíveis para conversar uma horita, é carrinhas periodicamente a prestar cuidados de saúde… E lugares sempre disponíveis nas residências de abrigo, que quase sempre rejeitam.
    Vida de mendigo em Lisboa é apenas uma inconveniência.

  7. A Lisboa cujo presidente é Medina, membro de um partido capitalista que governa um país capitalista, num planeta capitalista. No fundo é a degeneração total do capitalismo. Tanta casa sem gente e tanta gente sem casa.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *