Pensamento da semana


Teresa Ribeiro,

Da direita à esquerda, ninguém parece acreditar que o dinheiro da bazuca vai ser bem aplicado. Esta unanimidade, a que me junto, diz tudo acerca da confiança que depositamos nos governantes e do nosso atávico mas avisado pessimismo. Falta-nos pensamento mágico para enfrentar a próxima oportunidade perdida com um sorriso.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

36 comentários em “Pensamento da semana”

  1. Enquanto houver in-fluxo de fundos nada nos sobressaltará.
    As contas, a aritmética , não terão passado suspeito ? Racista,esclavagista,patriarcal ?
    Aguardemos as novas investigações,as novas dissertações,mestrados,doutoramentos.

  2. O português comum olha para a bazuca como olha para a raspadinha: pode ser que me toque algum a mim… ou que saia a um familiar ou amigalhaço…
    É uma questão de sorte. Ou de fado.

  3. Claro que vai ser bem aplicado. Para alguns.

    Se quem decide são os mesmos que desbarataram milhões durante décadas, por que seria diferente agora? Ficaram mais sérios, mais inteligentes, mais competentes?

    1. Tem toda a razão. Mas há ainda um outro problema: é que os portugueses também não “ficaram mais inteligentes”, muito pelo contrário ! E por isso ainda não descobriram que têm na mão o poder de decidir (ou travar) “quem” NUNCA MAIS vai poder continuar a desbaratar-nos a vida e a saquear-nos o país.

      1. “ainda não descobriram que têm na mão o poder…” Olhe que descobriram. É por isso que não votam no seu partido.

        1. ” É por isso que não votam no seu partido”.

          Caro “Perdro”: Quando muito, a única ilacção que poderia tirar do comentário era sobre o partido em que «jamais» votaria. Acho, portanto, bastante precipitada e abusiva a sua dedução.

          Dado que os portugueses não ficaram mais inteligentes (parece)… mas mais “criativos”, (confirma-se), talvez me pudesse, então, dizer qual é o “meu” partido (se o tiver) segundo a sua capacidade inventiva. Tem inteira liberdade para imaginar.

          Mas parabéns! Vejo que está refastelado com a “sua” gente. Dizem que abrem muitas portas (e potes). Amesende-se bem e aproveite enquanto pode. Aplique-se bem nisso, caro Sr., porque é assim que as coisas, hoje, funcionam… e por isso “assim” estamos.
          Passe bem.

  4. No fundo é a desconfiança nos nossos compatriotas. Sabemos que são fracos, incultos e que se movem debaixo de chefiazinhas oportunistas e vingativas. A solidariedade para eles é uma acção paternalista e portanto a bazuca estará sempre refém da propaganda dos donos do Estado — e será um orçamento do Estado paralelo, para fazer institutos para os amigos que reforcem o poder do PS: como agora a moeda social que dá empregos é o clima e a conversa de chacha sobre os direitos de toda a gente que não é daqui nem tem nada a ver connosco, sabemos antecipadamente que tipo de coisas vão acontecer.

  5. Essencial a todas as democracias é a t r a n s p a r ê n c i a na (boa) governação. Sobre isso reflectiu E.Burke:
    “em todos os governos, o mais seguro teste de excelência é a publicidade da sua administração, porque onde quer que haja secretismo, está implícita injustiça. Sempre que há mistério em qualquer assunto de governação, deve presumir-se que há fraude; sempre que há encobrimento em matéria de dinheiro, deve presumir-se que houve má administração.“

    Ora, afigura-se-nos que na governação actual impera a impunidade com todas as consequências disso: o secretismo; o mistério; o encobrimento; a fraude; a tentacular tomada das Instituições pelo poder, de forma a instrumentalizá-las e assim se precavendo para que Nada na governação possa ser escrutinado; nem mesmo a Justiça escapou ao assalto, uma justiça que não funciona, antes “emperra” deliberadamente através de leis bem armadilhadas e com alçapões “já” p e n s a d o s para esse efeito, leis quase privativas e _ por precaução!_ feitas à medida, como está mais que comprovado por todos nós; uma Justiça que não se pratica porque inacessível devido ao seu preço exorbitante, logo, elitista e exclusivista, a que só os donos disto tudo e os magnatas apaniguados do regime têm acesso, porque quem tem capa sempre escapa (e à boleia escapam todos); Gente na magistratura, da “chã de dentro”, colocada em altas instâncias escolhidas “convenientemente”, “fraternalmente” e muito “discretamente” em lugares sombrios, gente avessa à “claridade”, à transparência… (sabe-se lá porquê!) E os amigos? Ah! os amigos e os protegidos, como salivam, Santo Deus! como são tantos, à volta da mesa do grande banquete!!! E aqueles que se vão apinhando à porta, esperando a vez!

    Mais palavras para quê?! Segundo a lei de Murphy “se algo pode correr mal, então vai correr mesmo mal”. E não, não se trata de pessimismo. É apenas o retrato dum pobre país, o país dos que restam… dos enganados, iludidos, cansados, vivendo numa falsa ideia de democracia. Este é o país dos que ainda não acordaram.
    MC

    1. ” Este é o país dos que ainda não acordaram. ” Bem aventurados os que já acordaram e bem aventurados os que têm as suas prédicas e acordam.

      1. Curioso como a conversa do “Perdro” é tão parecida com a do “Pedro” que por aí aparece. Conversa de “velho” como dizem os meus netos de 18, 19, 20 anos quando lhes surge alguém com “respostas chapa 3” destas.
        E contra-argumentar sem ser ao estilo dos treinadores de futebol, não dá?
        É que com este tipo de “argumento” só se convence quem está convencido e os “velhos” já não precisam disso, há muito que se entricheiraram de um lado ou do outro e assim vão morrer.
        E os novos (os que interessam pois pensam) precisam de mais qualquer ideia.

        Agora se é só para dar “sinal de vida” e confirmar que ainda consegue teclar pode continuar, tomamos nota.

          1. “É simplemente ridículo.”
            Trem toda a razão, eu sou ridículo e velho (andei na guerra colonial!) e até já me engano a escrever o meu nome. Vai acontecer-lhe se conseguir chegar à minha idade.
            Se calhar já lhe está a acontecer ao esquecer-se do s… prematuramente.

          2. Mais ridícula é esta sua reacção, que aponta ao alvo errado na medida em que eu nem sequer comentei o que você escreveu. Estava a dirigir-me ao anónimo, como ficou bem claro para todos menos para si.
            Caramba, nem parece que andou na guerra.

          3. ” nem parece que andou na guerra.”
            Tem toda a razão. Já me custa a perceber o que é fácil. Baralho-me. Não se zangue. É o tal de pós traumático ou não sei quê? Já me deram o cartão mas ainda não me deixam viajar de graça (nem com desconto).

          4. Leopedro, tem que ser rápido com o ‘tenciono escrever em breve’, calhando o problema dos transportes gratuitos fica resolvido. O “problema” é poder haver, ou um chega haver, como o rsi dos Açores.

  6. A propaganda, as promessas até 2050, vencem os incautos e são milhões.
    Pelo menos 60% do Zé está amansado.
    Duvido de mudanças. Isto está tomado totalmente pelo PS. Pouco resta. Até a CIP está submissa por causa de subsídios.

    1. A CIP quase que ia pra rua pedir ‘dê uma bazuquinha pra iniciativa privada p.f.’
      Não que já tivessem oks para adjudicarem infraestruturas, mas não a mesma coisa duma bazuquinha para o aumento do capital dos accionistas.

  7. O presidente de tudo isto e comandante supremo das forças armadas que se safou da tropa, não sabe o que é uma bazuca ou uma morteirada, e nem sequer conhece ou ouviu falar da velha amiga canhota sempre companheira de caminhada e até de travesseiro nas jornadas da juventude pelas matas das outrora nossas Áfricas.

  8. Em Agosto, em ano de eleições, quando muitos de nós vão à terrinha deparar com as novas rotundas, novos passeios “inclusivos”, novos exemplares de “arte pública”, e com os “melhoramentos” dos anos anteriores (piscinas, pavilhões, parques infantis e “polis”) encerrados, e/ou a apodrecer por falta da mais básica manutenção (e/ou por força da magnífica desculpa para a mandriice dos servidores da coisa pública que é “a pandemia”) é a pior altura para ganhar confiança nos governantes e deixar de lado o nosso pessimismo quanto ao triste e inevitável destino da bazuca (já toda gasta, aliás, segundo consta).

    1. Em Coimbra até já pintam faixas para bicicletas em cima das passadeiras, numa clara submissão dos peões à possibilidade de levarem com um brasileiro da glovo nos cornos.

        1. Pois. Se for português obviamente a culpa é dele. Mas se for brasileiro ou um afegão qualquer, para as pessoas de esquerda, a culpa, claramente, será minha.

  9. Como é que se pode duvidar de corrupção, se o dinheiro ainda não começou a correr e já deram mais do que têm para dar?!…

    https://www.sabado.pt/dinheiro/detalhe/bazuca-ja-tem-buraco-de-1600-milhoes-de-euros?utm_source=priberam&utm_medium=referral&utm_campaign=dbi_cruzados&utm_term=hp_outras_noticias_cofina&utm_content=cm&from_pub=CM

  10. A bazuca já está com défice 1.6MM mas nada foi destinado pelo Governo, pois o seu destino foi decidido pela Comissão Europeia pois é esta que manda em tudo e decide tudo.
    Quem precisa de andar de mão estendida não decide o seu futuro.
    O nosso futuro será aquele que a Comissão Europeia dissidir em prologo de uns a pobreza de outros.
    É o que temos.

  11. A ECOVIA transportou apenas 130 passageiros no mês de junho, mês em que foi inaugurado este novo sistema Park&Ride que pretendia aliar o estacionamento e o transporte público como uma alternativa viável ao transporte particular. Numa média de 4,3 passageiros por dia, as três linhas da ECOVIA ficaram aquém das expectativas.

  12. Eu não sei se da direita à esquerda ninguém acredita que o dinheiro da bazuca vai ser bem aplicado, o que me parece é que da direita à esquerda ninguém sabe é como é que há-de aplicar o dinheiro.
    Falar é fácil, fazer é mais difícil principalmente quando os lóbis de bloqueio pertencem a partidos diferentes.

  13. Classe política todos em sintonia, todos iguais. Mudam o discurso, mas no fim vai tudo dar ao mesmo. Os portugueses esses continuam num sono profundo e quando acordarem vai ser muito tarde…

  14. Só para lembrar que o órgão europeu encarregado de receber denúncias e investigar fraudes com estes fundos tem como representante de Portugal o testa-de-ferro do Governo José Guerra, para lá nomeado depois de um vergonhoso e descarado concurso batoteiro.
    Não há lugar mesmo a qualquer esperança de probidade.

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